Com início às 16h15, a sessão ordinária da Câmara dos Vereadores, realizada nessa terça-feira, 23, durou pouco mais de três horas, teve uma moção e um projeto de lei na pauta e contou com a manifestação de 11 dos 19 vereadores. Acompanhe a seguir os temas abordados.
MARCUS VALLE PEDE APLICAÇÃO DE LEI DE PROTEÇÃO AOS GARIS
O vereador Marcus Valle indagou a aplicação da Lei 4.229, de 1º de junho de 2011, do próprio vereador, que se refere à proteção de garis. Segundo ele, esses funcionários são transportados pendurados em caminhões, muitas vezes em alta velocidade, e sofrem acidentes gravíssimos. “Aprovamos uma lei para instituir o uso de equipamentos de segurança e protegê-los, mas não estou vendo isso aplicado”, explicou. Ele gostaria de saber o motivo.
Marcus também questionou o andamento do Plano Nacional de Resíduos Sólidos, que vencera em agosto de 2012. “Gostaria de saber se foi prorrogado mesmo e, caso a resposta seja afirmativa, qual é o novo prazo”, disse.
Outro assunto abordado foi o problema de assoreamento no Tanque do Moinho. O vereador mostrou fotos do local, com assoreamento dentro do Clube de Regatas Bandeirantes, que avança significativamente. A área próxima ao ribeirão do Toró também está em situação muito crítica, há trechos com cerca de 30 cm de profundidade. Marcus Valle acha necessário fazer um levantamento dos lagos urbanos em geral e tomar providências.
Por fim, o edil contou um episódio do prefeito de Socorro que, quando era vereador, apresentou denúncia sobre uma nomeação política na Assembleia Legislativa da filha de um político. O homem foi processado como se estivesse cometendo um crime, quando, na verdade, estava exercendo uma função fiscalizadora, apontou Marcus. Quando se tornou prefeito, o processo foi enviado ao Tribunal de Justiça, mas a decisão foi unânime de que não houve crime e o prefeito foi absolvido.
Para Marcus Valle, isso reforça a importância de uma das principais funções do Legislativo: fiscalizar. “Muitas vezes, usam até da Justiça para atemorizar os vereadores na função de fiscalizadores, mas isso faz parte do nosso trabalho”, concluiu.
QUIQUE BROWN FALA SOBRE OS PRÓXIMOS EVENTOS CULTURAIS
O vereador Quique Brown disse ter visto muita confusão na internet sobre o fato de o show do Ney Matogrosso do Festival de Inverno ser muito caro. “Parece que a Prefeitura vai gastar rios de dinheiro com o show, mas não é verdade”, afirmou.
Quique esclareceu que Ney Matogrosso e seu empresário não cobrarão cachê, graças aos contatos do Festival de Arte Serrinha, que este ano está em parceria com a Administração Municipal na realização do Festival de Inverno.
Os custos extras do show, como iluminação e músicos da banda, serão pagos 50% pela Prefeitura e 50% pela organização do Festival de Arte Serrinha. “No final, o show ficou com um custo equivalente às outras atrações que estamos acostumados a ver em festivais”, disse.
Outro evento é a 37ª Romaria de Bragança a Perdões, que ocorrerá no próximo sábado e domingo, 27 e 28 de julho. “A Prefeitura não é organizadora do evento, mas assim como em outros eventos da cidade, irá dar suporte de trânsito e segurança que irão melhorar a romaria”, comentou.
O vereador contou que, no sábado, 27, Bragança receberá a doação de três bancos de madeira de um renomado designer brasileiro, Hugo França. “Ele pega árvores que caem de parques e as transforma em arte, construindo bancos”, explicou Quique. O artista está na Fazenda Ser-rinha fazendo os três bancos que ficarão no Lago do Taboão.
Sobre o Festival de Artes Cênicas de Bragança Paulista, que começará em agosto, Quique contou que o evento é organizado pelo grupo Entrando em Cena. O festival recebeu em torno de R$ 100 mil do Programa de Ação Cultural (Proac), da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo. O vereador apontou que esta é mais uma ação em que o município está recebendo investimentos e não está gastando.
Nos dias 9 e 10 de agosto, Quique contou que haverá a Conferência Municipal de Cultura em Bragança. O objetivo é discutir com a população os temas centrais de cultura que serão trabalhados nos próximos dois anos. Ele desejou que a população chegue com os pés no chão, pois não adianta querer abraçar todas as ideias e sugestões possíveis.
MÁRIO CRITICA ATITUDE DO SECRETÁRIO DE
TRÂNSITO E SEGURANÇA
O vereador Mário B. Silva falou sobre sua indignação com uma resposta que recebera do Executivo. Ele havia feito um pedido sobre o número de multas de trânsito aplicadas desde o início da gestão Fernão Dias, quanto foi arrecadado e onde foi aplicado esse valor. A resposta que teve do Secretário de Trânsito e Segurança, Marcelo Pupo foi a seguinte:
- Foram aplicadas 36.827 multas;
- Foram arrecadados R$ 2.967.268,55;
- O valor foi investido segundo o Art. 320 do Código de Trânsito Brasileiro.
Esse artigo denomina onde deve ser aplicada a receita arrecadada com as multas de trânsito: sinalização, engenharia de tráfego, de campo, policiamento, fiscalização e educação de trânsito. Para Mário, no entanto, o secretário está sonegando informação, pois o que o vereador queria era uma determinação de quanto foi gasto em cada serviço e quanto ainda está em caixa.
Exaltado, Mário afirmou que o Executivo não está com transparência. “Se ele não determinar essas informações, vai ficar igual ao governo passado, um monte de secretário mandando e a cidade vai ficar do jeito que está”, opinou.
O vereador Juzemildo Albino da Silva pediu a palavra e disse que, se o secretário respondeu com o Art. 320, significa que todas as questões citadas no artigo estão sendo feitas na medida do possível e que especificar rua por rua ficaria muito extensivo. “Se todas essas questões do artigo correspondem ao trabalho realizado, estou mais que satisfeito”, comentou.
Mário não concordou com a resposta do padre Juzemildo e continuou exaltado. Marcus Valle então falou que a resposta do secretário está correta, mas o que o vereador Mário queria era uma especificação. “Colocar rua por rua realmente ficaria extensivo, mas uma resposta genérica como essa também não satisfez o vereador Mário”, afirmou.
Por fim, Mário retomou que quer essas informações detalhadas e afirmou que Juzemildo estaria defendendo o Governo Fernão Dias. Juzemildo respondeu: “Não entro em disputas pessoais porque não faço mau uso da política”. Mário voltou a falar, ainda, que não estava fazendo disputas pessoais.
NATANAEL FALA DE PROBLEMAS RELACIONADOS À SABESP
Reivindicações para a Rua Dom Avelar Brandão Vilela, no Jardim Paturi, foram feitas pelo vereador Natanael Ananias. O local não possui rede de esgoto, o encanamento está entupido e quase toda água da chuva transborda nas ruas do bairro. “A Sabesp não cumpriu sua parte”, apontou.
Após a sessão, a vereadora Fabiana Alessandri contou à reportagem do Jornal Em Dia que ela esteve essa semana com pessoas da Sabesp na rua apontada por Natanael, e foi verificado que o problema era a manilha. Ela já foi trocada e a tubulação, com isso, foi desobstruída.
Outra reivindicação de Natanael foi relacionada à Rua José Dominici, no Jardim do Cedro. Segundo o vereador, toda noite a Sabesp descarrega uma quantidade enorme de água na estação e o poço transborda de forma que a água invade as calçadas e margens da rua, destruindo o local e impedindo a passagem de crianças que vão à escola a pé.
Ele também faz alerta sobre a Avenida Ernesto Vaz de Lima, que virou mão única no sentido contrário para a Avenida dos Imigrantes. O trânsito continua caótico no período de entrada e saída de alunos e o edil já presenciou brigas de trânsito no local.
REUNIÃO COM REPRESENTANTES DE TELEFONIA É ADIADA
A reunião com representantes de empresas de telefonia, que estava marcada para o dia 24, foi desmarcada pelos próprios representantes. O vereador Paulo Mário de Arruda Vasconcellos contou que ela foi remarcada para 14 de agosto, às 14h. O objetivo é ouvir reclamações e responder sobre problemas de telefonia celular.
Paulo Mário também disse que recebeu da Prefeitura a resposta de um pedido de informações sobre o número de TACs (Termo de Ajuste de Conduta) existentes. Seriam 18 TACs, mas no final da carta há uma observação de que o número pode não ser preciso, pois podem existir alguns TACs nas secretarias. Ele pede ao prefeito Fernão Dias que peça a todas as secretarias o número de TACs para passar a todos os vereadores.
Mário voltou a falar da cobrança de taxas indevidas pela Prefeitura. O vereador disse ter recebido telefonema de um cidadão que teve de pagar uma taxa novamente. Ele voltou a falar da lei municipal de sua autoria, que proíbe a cobrança de taxas para certidões e outros serviços, e cobra que isso seja aplicado imediatamente.
A vereadora Rita Valle disse ter questionado dois secretários sobre essa questão e eles responderam que existem algumas taxas que entram nessa categoria da lei e outras não. “Seria interessante elencar o que está dentro dessa lei e o que não está”, sugeriu.
O vereador Marcus Valle também falou que o Executivo deve estar verificando ainda essa conduta, uma vez que faz apenas uma semana que Paulo Mário trouxe esse assunto a público e a maioria das pessoas, inclusive os próprios vereadores, desconheciam a vigência dessa lei.
RITA VALLE PEDE UMA CASA DE APOIO EM BARRETOS
A sexta vereadora inscrita na sessão mencionou a reunião da Comissão Socioeconômica, que aconteceu na manhã de segunda-feira, na Câmara Municipal. Foram discutidos vários assuntos a respeito do comércio na cidade. Ela acredita que Bragança tem um potencial socioeconômico importantíssimo na região e a reunião abordou assuntos pertinentes dessa questão.
Rita fez um pedido à Administração Municipal do número de pacientes de Bragança transportados e atendidos na cidade de Barretos, que oferece um tratamento de excelência em alguns casos. Ela reivindica uma casa de apoio naquele município, mantida pela Prefeitura de Bragança, que teria espaço para pessoas e familiares que estão recebendo tratamento. Com isso, esses pacientes não precisariam ter de se deslocar diversas vezes e a Prefeitura também reduziria o gasto com o transporte deles.
Outro problema relacionado à saúde levantado por Rita é a dificuldade em relação à regulação de serviços na central de vagas, que tem a regional em Campinas. “Tem se falado em mudar a regional para Jundiaí, mas ainda não há equipamentos suficientes”, explicou. Ela disse que há uma luta constante para melhorar essa situação.
JORGE DO PROERD COBRA QUE DISPOSITIVOS DE TRÂNSITO SIGAM NORMAS DA ABNT
O vereador Jorge Luís Martin comentou que participou da Caminhada de São Tiago, realizada no último fim de semana. De acordo com ele, o evento atrai turistas sem o município ter que investir recursos, apenas dando apoio, como a disponibilização de ambulância para acompanhar o trajeto.
Jorge também falou que em Bragança muitas coisas não são feitas seguindo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). Ele se referia aos dispositivos de trânsito, como lombadas e rotatórias.
Pedindo sinalização para várias vias públicas, Jorge também sugeriu que sejam implantadas faixas de segurança elevadas na cidade, mas seguindo as normas da ABNT. O vereador mostrou exemplos desse dispositivo por meio de fotos.
FABIANA ALESSANDRI COBRA PRESENÇA DA GM NO PRÉDIO DA CASA DO IDOSO
A vereadora Fabiana Alessandri contou que recebeu pedido do presidente da Associação Mata Ciliar, Jorge Bellix Campos, para pleitear junto ao Executivo a construção na cidade de um Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CRAS). Ela já protocolou moção sobre o assunto e recebeu apoio da vereadora Gislene Cristiane Bueno.
Fabiana, então, contou que o prédio onde estava sendo construída a Casa do Idoso Quero Vida, na Avenida Euzébio Savaio, está abandonado e suscetível à ação de vândalos. A empreiteira que estava realizando a obra teria abandonado os serviços. Assim, Fabiana cobrou do Executivo que guardas municipais vigiem o local para que o dinheiro que já foi investido não seja desperdiçado com possíveis ações de vandalismo.
Obras que foram realizadas pela Secretaria de Serviços no Caminhos de Tuiuti foram citadas pela vereadora, que agradeceu ao secretário Moufid Bachir Doher, ao qual pediu melhorias para o Jardim São Miguel.
Fabiana ainda apontou que é necessário que o município se preocupe com a questão das calçadas, no sentido de construir e cobrar dos proprietários a construção delas e também a limpeza em locais em que elas já existem.
VALDO RODRIGUES COBRA NORMATIZAÇÃO DAS CLÍNICAS TERAPÊUTICAS
O vereador Valdo Rodrigues retomou assunto que já havia mencionado na sessão do dia 16, a respeito do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Falando dos desafios para se cumprir o estatuto, ele contou que o Conselho Tutelar de Bragança se inscreveu para receber um kit do governo federal, o qual é composto, dentre outras coisas, por um veículo e um computador. Segundo Valdo, mil cidades serão contempladas e Bragança agora está na expectativa de ser uma delas, o que vai contribuir para o trabalho do órgão.
Projeto que trata da acessibilidade e da mobilidade será discutido pelos Conselhos da Pessoa com Deficiência e do Idoso, em reunião nesta quinta-feira, 25, às 15h, na Câmara, de acordo com Valdo, que também informou que em breve será realizada audiência pública sobre o assunto.
Valdo disse que recebeu resposta da Secretaria Municipal de Educação a respeito da construção da quadra poliesportiva próximo à Escola Municipal Antônio Dorival Monteiro, na região que compreende o Jardim Iguatemi e o Green Park. Conforme as informações da Prefeitura, a quadra foi construída com recursos do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), mas não está dentro da escola. Agora, acrescentou o vereador, está sendo feito estudo para que a quadra seja concluída e incorporada às dependências da escola. Valdo ainda questionou o que fazer com as empreiteiras que vêm a Bragança, começam as obras e não as terminam e vão embora. A que fez a quadra em questão, por exemplo, é de Fernandópolis, apontou.
O vereador, então, contou que a denúncia feita, sobre a movimentação irregular de terra no Green Park, surtiu efeito. A Prefeitura autuou o responsável e a movimentação foi paralisada. Ele agradeceu o suporte recebido do prefeito e de seus secretários e disse que caso nova ação irregular ocorra no local, está disposto a instalar CEI (Comissão Especial de Inquérito) na Câmara.
Depois, Valdo exibiu um vídeo sobre reportagem feita em uma comunidade terapêutica, uma clínica de recuperação para dependentes químicos. Na reportagem, exibida pelo SBT, são mostradas diversas irregularidades e, diante disso, o vereador alertou sobre a necessidade de se normatizar o serviço na cidade. Segundo Valdo, boa parte das clínicas de Bragança Paulista está irregular.
O vereador Marcus Valle citou vários problemas dessas clínicas, dentre eles, o voluntarismo grande por parte dos proprietários, a mensalidade indefinida, em que cada um paga uma quantia, e a rotatividade grande. Ele considerou que é necessária uma fiscalização constante.
A vereadora Rita Valle disse que a fiscalização só é possível por meio da Vigilância Sanitária, porque, segundo ela, não há legislação que permita outro tipo de fiscalização.
Valdo considerou que é preciso discutir o assunto de forma mais aprofundada e efetiva e contou que, nos dias 24 e 25 de julho, a OAB de Bragança promoverá debate a respeito das políticas sobre drogas, o que pode ser uma oportunidade para isso.
MIGUEL LOPES VOLTA A CRITICAR A SABESP
O vereador Miguel Lopes falou logo em seguida a Valdo e defendeu que há comunidades terapêuticas sérias. De acordo com ele, é graças a essas pessoas que não há mais moradores de rua na cidade. Contando que sempre levou dependentes químicos a clínicas em outros municípios, ele afirmou que é vergonhoso que Bragança não cuide de seus dependentes químicos na cidade.
Miguel disse que o governo não faz nada para cuidar do problema e que para as famílias que têm casos de dependentes não é fácil lidar com as situações causadas.
Valdo o aparteou, dizendo que a maioria das pessoas internadas em clínicas de Bragança não é da cidade e que, em geral, as clínicas não têm convênio com a Prefeitura porque não é fácil cumprir as exigências da lei.
Miguel declarou que sempre viu a Prefeitura pedir vagas nas clínicas de recuperação, mas que nunca viu o poder público “mandar uma bala”, cobrando apoio da Prefeitura às clínicas sérias. Ele também se disse feliz por saber que a Prefeitura de Bragança está investindo recursos em clínicas de outras cidades, que estão cuidando de dependentes bragantinos, mas defendeu que seria importante que houvesse investimentos em clínicas da cidade também.
Miguel também citou reportagem publicada pelo Jornal Em Dia, no domingo, 21, para elogiar a atitude do funcionário público Wílson Leme, que informou telefone e se colocou à disposição da população para atender problemas de terrenos baldios. Miguel afirmou que torce para que Wílson tenha êxito em seu trabalho.
O vereador contou, então, que esteve no gabinete do prefeito Fernão Dias da Silva Leme, na companhia de aproximadamente 50 pessoas moradoras do Lago do Moinho, reivindicando melhorias.
Um dos vereadores que mais critica e cobra mudança de postura da Sabesp no município é Miguel Lopes. Na última sessão, ele disse que torce que o prefeito Fernão Dias já tenha em mente o que fazer com relação à assinatura de um novo contrato com a companhia e voltou a citar problemas. Os prolongamentos de rede de água, por exemplo, são pagos pela população, que depois tem de pagar mensalmente pelo fornecimento da água, apontou o vereador.
Foi mencionado que os loteamentos têm de implantar as redes de água e esgoto e que depois acabam tendo de doar à Sabesp, que incorpora essas redes, recebidas em doação, a seu patrimônio.
O vereador Miguel também pediu mais atenção por parte da Secretaria de Obras na aprovação de loteamentos.
JUZEMILDO REBATE CRÍTICAS A ATENDIMENTO NA UPA BOM JESUS
O vereador Juzemildo Albino da Silva, líder do prefeito, primeiramente, elogiou a realização do Festival de Inverno deste ano e pediu aos órgãos de imprensa a divulgação dos eventos.
Depois, falou da Avenida Ernesto Vaz de Lima, no Jardim Fraternidade. Há algumas semanas, ele havia dito que as obras do Senai invadiram seis metros dessa via pública e que é necessário correção, a fim de se alargar a avenida, devido ao tráfego intenso de veículos no local. Na sessão da última terça-feira, ele informou que a planta da obra foi aprovada, no mandato passado, dessa forma e que, portanto, não configura como invasão.
O vereador Natanael, que já havia falado do problema de trânsito naquela localidade, sugeriu que a Prefeitura utilize a Rua Projetada 2, ao lado do Sesi, para estacionamento, a fim de amenizar o problema.
Sobre a cobrança de taxas, que prossegue na Prefeitura, conforme havia apontado o vereador Paulo Mário, Juzemildo disse que na próxima semana levará à Câmara explicações sobre o assunto.
A respeito da atuação das clínicas de recuperação de dependentes químicos, o vereador disse que, muitas vezes, os dependentes são mandados para outras cidades porque as clínicas do município não oferecem serviço de qualidade.
Miguel Lopes, então, declarou que é preciso fiscalizar, mas também apoiar o trabalho dessas clínicas, considerando que o problema das drogas só aumenta e se tornou caso de saúde pública.
Aproveitando que o assunto tratamento de água e esgoto havia sido tratado, Juzemildo convidou os colegas a visitar a Oficina do Laércio, na Rua Santa Gertrudes, onde, segundo ele, o proprietário criou espaço de captação de água da chuva e tratamento do óleo descartado dos veículos.
Em seguida, Juzemildo rebateu as críticas que haviam sido feitas, na manhã de terça-feira, 23, em programa de rádio da emissora FM 102,1. Uma pessoa identificada como Paulo Rogério reclamou, no ar, que havia levado seu filho, que tem bronquite asmática, a UPA Bom Jesus, na noite de segunda-feira, 22, por volta das 20h. De acordo com a fala do homem, ele esperou até as 23h e seu filho não foi atendido. Ele acrescentou que só havia um clínico atendendo a todos, que não havia pediatras de plantão, e que havia cerca de 80 pessoas esperando atendimento.
Juzemildo disse que a declaração não foi verdadeira, pois havia dois clínicos de plantão, na noite de segunda-feira, além de um terceiro clínico, que atende pediatria na Santa Casa e que estava atendendo essa área na data mencionada, na UPA Bom Jesus.
O vereador acrescentou que o atendimento nessa unidade vem sendo controlado e que a cada três horas é feito um acompanhamento para verificar quanto tempo os pacientes estão esperando para serem atendidos. Na noite de segunda, contou ele, por volta das 20h10, os casos de clínico geral eram atendidos em 1h47 e os de pediatria, em 1h10. Por volta das 23h, o tempo de espera caiu para 1h24 e quatro minutos, respectivamente.
Assim, Juzemildo disse que “essas informações são de má-fé”, “informações maldosas”, referindo-se as informações divulgadas pela emissora. Ele ponderou que pode haver situações de emergência que comprometam o atendimento e ocasionem tempo de espera maior, mas que aí há justificativas.
O vereador também registrou que das crianças atendidas, na noite de segunda-feira, não havia nenhuma cujo pai se chamasse Paulo Rogério. Ele chegou a dizer que a fala da pessoa foi editada na rádio e que um homem teria telefonado à Prefeitura para dizer isso e afirmar que pediria para falar novamente na emissora, mas, ao vivo. “Então, quero pedir que essa empresa de comunicação seja mais coerente, mais sincera ao relatar fatos”, declarou.
Juzemildo ainda alertou que a Prefeitura terá problemas, neste ano, porque, em 2012, os funcionários não tiraram férias. Assim, muitos estão com o benefício acumulado. Os médicos se enquadram nessa situação, segundo ele.
Após a votação dos projetos, Juzemildo voltou a usar a palavra para sugerir a leitura do livro Privataria Tucana, questionando por que a grande mídia não divulga os casos levantados na obra, referentes a integrantes no PSDB. Ele acrescentou que o governador Geraldo Alckmin trava comissões especiais de inquérito na Assembleia Legislativa, por ter a maioria dos deputados a seu favor, e mencionou que o caso do Mensalão foi julgado apenas em Brasília, em única instância, indagando por que o caso que envolve integrantes do PSDB de Minas Gerais foi enviado para ser julgado em Minas primeiramente.
O vereador também agradeceu a presença de secretários municipais na reunião da Comissão de Finanças, realizada naquele dia, e que tratou do projeto de alterações ao Código de Urbanismo e Plano Diretor.
PROJETO QUE PREVÊ REDENOMINAÇÃO DE BENS PÚBLICOS É APROVADO
Durante a votação dos projetos, foi aprovada por unanimidade a moção de autoria do vereador Antônio Bugalu que pede ao Executivo a construção de banheiro público na Praça da Bíblia, no Lavapés.
O projeto de iniciativa dos vereadores Marcus Valle, Quique Brown e Miguel Lopes que trata de modificação na lei que dispõe sobre atribuição de denominação a bens públicos municipais foi aprovado por 16 votos favoráveis e um contrário, do vereador Paulo Mário, após alguns minutos de debate entre os vereadores.
Os autores do projeto declararam que a intenção era retirar nomes de ditadores de prédios públicos. Marcus citou que a Câmara leva o nome de Presidente Médici e que a Era Médici foi a mais dura do Regime Militar, defendendo que a sede do Poder Legislativo deixasse de ter o nome do ditador.
O vereador Paulo Mário, autor de parecer contrário ao projeto, explicou que sua preocupação era que a aprovação do projeto abrisse precedentes para se mudar aleatoriamente nomes de bens públicos e que isso causasse transtornos, por exemplo, com convênios firmados com empresas prestadoras de serviços públicos. Ele também defendeu que a lembrança, mesmo que seja negativa, tem de ser preservada, até para que não se repita. Paulo ainda contou que o prédio da Câmara recebeu o nome de Presidente Médici por meio de um decreto, assinado pelo prefeito da época, Hafiz Abi Chedid, e por seu secretário Nilo Torres Salema. O decreto não foi acompanhado de justificativas, segundo o vereador.
Miguel Lopes observou que até a forma de se denominar o prédio da Câmara foi ditatorial, pois não passou pelo Legislativo. Na opinião de Miguel, a placa com o nome do ditador tem de ser retirada da Câmara e derretida em público.
Quique Brown discordou de Paulo quanto à manutenção do nome a fim de lembrar o período da ditadura para que não se repita. Ele afirmou que ninguém associa o prédio da Câmara a esse período, até porque é um prédio bonito.
O presidente da Câmara, vereador Tião do Fórum, declarou que em projetos que exigem maioria simples para aprovação, o presidente não vota, mas que, se votasse, votaria a favor do projeto, por considerar que há muita gente boa que merece homenagem na cidade.
A sessão se encerrou às 19h23.
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