Romarinho brilha e mantém aceso sonho da Libertadores para a nação corintiana

Na noite dessa quarta feira, 27, teve início o primeiro jogo da final da Copa Libertadores da América, realizado no temido Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, na Argentina.

Em jogo está muito mais que um Brasil e Argentina, já que a partida decisiva será no dia 4 de julho, no Pacaembu. O que as duas equipes procuram são situações diferentes. Os brasileiros, o inédito campeonato para o Corinthians, que está invicto na competição. Já os argentinos, o sétimo título da Copa Libertadores, além de o time pretender se igualar ao Independiente como maior campeão da competição sul-americana.

Um momento esperado por todos os corintianos não poderia deixar outro clima na cidade de Bragança Paulista, e em todo país, que não fosse a explosão de fogos e nervosismo durante todo início da partida. Sempre na expectativa de um bom resultado na primeira disputa, procurando trazer a decisão para o último jogo no Brasil.

O JOGO

A partida começa e a única coisa que se poderia esperar nesse clássico entre Corinthians e Boca era a presença em massa da torcida argentina, que, segundo os adversários, é um jogador a mais em campo, por cantar apoiando o time todo o tempo. Cada lance é acompanhado pelos torcedores que gritam, gesticulam e cantam incentivando os jogadores.  O Estádio La Bombonera suporta 60.000 pessoas, mas, por motivos de segurança, só foram vendidos 49.000 ingressos para essa partida, sendo apenas 2.450 lugares para a torcida corintiana, que teve um bom número de torcedores do lado de fora, pois não conseguiram suas entradas, uma vez que o restante foi completamente tomado pelo azul e amarelo da equipe argentina.

Mesmo com toda essa torcida, o Boca não consegue desenvolver pressão. O Corinthians não se intimida e tem uma boa postura no primeiro tempo, mantendo o empate que era um bom resultado para os corintianos considerando a situação de jogar na Argentina.

O jogo concentrado no meio-campo e um equilíbrio entre as equipes faz com que surjam poucas situações reais de gol para ambas as partes na primeira etapa e haja muito respeito entre os times, com alguns lances de nervosismo por parte dos jogadores, porém bem comandados pelo árbitro da partida, que mantém a ordem nos primeiros 45 minutos e mais os acréscimos.

SEGUNDO TEMPO: OS GOLS

Fogos voltam a explodir no início do segundo tempo e como no primeiro param assim que a bola rola. O Boca Juniors volta diferente em relação à primeira etapa e marca a equipe corintiana em sua saída de bola, dificultando o volume de jogo da equipe do Corinthians e ficando mais tempo no controle da partida. A pressão argentina vai até os 10 min, mas não é eficaz. O meia-esquerda do Corinthians, Alex, usou a experiência que tem em Libertadores e conseguiu segurar a pressão mantendo a bola no seu campo de ataque.

Ao manter sua equipe pressionando, o Boca não tem muita qualidade nas trocas de passes, mas, por meio de uma bola parada, na cobrança de um escanteio, o jogador Roncaglia, aos 27 minutos, depois de um bate e rebate dentro da área, abre o placar e literalmente incendeia La Bombonera e a torcida dos rivais em Bragança e no Brasil inteiro, que explode seus fogos em provocação à torcida corintiana.

A provocação por parte de palmeirenses, são-paulinos, santistas e outros durou até a entrada do iluminado Romarinho. Ex-jogador do Bragantino e relacionado de última hora, devido uma lesão de Edenílson, na Libertadores, Romarinho havia feito uma excelente partida contra o Palmeiras, marcando dois gols na disputa realizada no domingo, 24. Com muita vontade, o jogador vem para seu primeiro jogo na Libertadores e entra aos 37 minutos do segundo tempo, no lugar de Danilo.

Em seu primeiro toque na bola, aos 39 minutos, depois de receber um bom passe de Émerson, Romarinho mostra toda sua habilidade, tranquilidade e competência. Dá um suave toque na bola encobrindo o goleiro argentino e empatando a partida para o Corinthians, fazendo todos os corintianos presentes ou não no estádio pularem de alegria, comemorando o importante passo para a conquista do título. Assim mantém mais que aceso o sonho da equipe de ter a inédita Copa Libertadores da América entre suas inúmeras conquistas.

O Boca tem mais uma chance clara de gol no finalzinho do segundo tempo, mas a cabeceada manda a bola no travessão e pela linha de fundo. Desse modo, se acabam os primeiros 90 minutos de um jogo de 180 minutos, mas o sonho e a esperança corintiana aumentam a cada segundo que resta para o dia 4 de julho de 2012, quando será decidido o histórico título no Pacaembu, que terá todo seu espaço ocupado pela invasão da nação corintiana.

   

 

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