Na terça-feira, 31, terminava o prazo estipulado para que a suplente de Régis Lemos, Maria de Lima, assumisse a vaga na Câmara.
Régis perdeu o mandato por infidelidade partidária no final do mês de junho.
A Câmara passou então a procurar pela suplente Maria de Lima, mas só conseguiu notificá-la por meio de carta via AR (Aviso de Recebimento).
Nessa terça-feira, Maria de Lima compareceu à Câmara e protocolou uma carta de desistência da vaga de vereadora.
O esposo de Maria de Lima, o ex-prefeito José de Lima, entrou em contato com o Jornal Em Dia e explicou que a decisão da esposa se baseia no fato que ela teria de se desincompatibilizar de várias atividades que exerce, especialmente na Rádio Bragança AM, que é uma concessionária.
José de Lima disse ainda que tanto ele como a esposa acreditam que Régis alcançará resultado positivo em seu recurso no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e que, assim, Maria de Lima tomaria posse e ficaria no cargo por curto período, o que acarretaria vários atos burocráticos, de afastamento e volta às funções que ocupa como empresária.
A discussão fica agora em torno de quem assumirá a vaga deixada no Legislativo bragantino. A Câmara informou que vai notificar o Cartório Eleitoral da desistência de Maria de Lima e aguardará que o órgão indique o próximo suplente.
Nas Eleições 2008, o candidato mais votado da coligação PMDB/PP, depois de Maria de Lima, foi Antônio Miguel Kubistchek, com 538 votos. Ocorre, porém, que ele também trocou de partido. Está agora filiado ao PT (Partido dos Trabalhadores). Há dúvida se ele poderia assumir o cargo, sob pena de também ser cassado por infidelidade partidária, já que o entendimento é que a vaga é do partido e não do candidato, ou se o próximo suplente é que já seria convocado diante desse quadro. Se a segunda opção for adotada, assume a cadeira vaga na Câmara o presidente do PMDB local, Nelson Koki, que em 2008 teve 431 votos.
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