Quero viver liberadamente
Eu quero viver profundamente
E sugar toda essência da vida
Para acabar com tudo que não fosse vida
Para que quando minha morte chegasse
Eu não descobrir que não vivi.
(Sociedade dos poetas mortos)
Essa semana ainda refletindo sobre a morte de Robin Willians, me peguei pensando sobre a máxima latina do Carpe Diem. Talvez tomada por uma nostalgia gostosa em função de sua morte, lembrei-me do inspiradíssimo filme “Sociedade de poetas mortos”, no qual Robin interpretou brilhantemente um professor apaixonado e apaixonante.
Em uma cena do filme, ele leva os garotos alunos seus a pensarem sobre a brevidade de suas vidas e sobre como aproveitá-las ao máximo, tornando-as extraordinárias. Daí a menção que faz ao “Carpe diem”, “Colha o dia”.
E eu não sei ao certo se apenas nos deixamos comover pela paixão da cena e depois vivemos nossas vidas de forma inconsciente, sem sequer notar o milagre que elas são e todas as oportunidades gratuitas e acessíveis de fazê-las extraordinárias... Será que colhemos mesmo o dia?
Tenho pra mim que colher o dia implica fazermo-nos diariamente conscientes de nossa existência e das infinitas possibilidades que o fato de estarmos vivos, por si só, nos oferece. Colher o dia é, sobretudo, não nos deixarmos acostumar com o fato de estarmos vivos, a ponto de apenas existirmos.
É olhar para a vida com o olhar curioso e ladino de uma criança, ansiosa pela experiência magnífica de experimentar.
Mas colher o dia é também, e essa é uma interpretação bem particular, selecionar, em meio a essa bendita colheita aquilo que não deveria estar fazendo parte de nosso jardim. O joio, as ervas daninhas, tudo aquilo que nos impede de sermos, e sermos em plenitude, aquilo que o Semeador nos chamou a ser.
Colher o dia é ser ciente da beleza e da generosidade do Semeador.
É não desperdiçar um só sopro de vida que Ele mesmo em nós embutiu. É saber que a vida excede os valores desse mundo, é não se vender por qualquer bagatela, nem tão pouco pôr seus sonhos à venda, antes, é mantê-los bem vivos e acesos nesse nosso varal multicolorido chamado alma.
Queridos, colhamos o dia!
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