E aí? Vai fazer o quê?

O problema da escassez de água é abordado em mais uma edição pelo Jornal Em Dia. Em entrevista com representante do Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ) e também em outras matérias que falam sobre o tema água, o assunto volta à pauta a fim de que os leitores se conscientizem do problema, ainda que nossas autoridades resistam em admitir publicamente que ele é grave e merece ser tratado com ações mais efetivas para o combate ao desperdício.

A ONU (Organização das Nações Unidas) orienta que cada pessoa precisa de cerca de 110 litros de água por dia para atender às necessidades de consumo e higiene. Porém, no Brasil, há quem gaste até mais do que 200 litros por dia.

O fato de em Bragança Paulista ainda não estar faltando água atualmente e de autoridades garantirem que aqui seria o último lugar onde a água acabaria não deve servir de escudo para que as pessoas desperdicem ou deixem de fazer possíveis economias. A falta de chuvas que vem acometendo a região, desde o ano passado, pode continuar e, sem chuvas, como será possível continuar vivendo essa situação de aparente comodidade que Bragança parece ter em relação à água.

Recentemente, a Sabesp divulgou um balanço da participação dos clientes que residem nas 12 cidades do interior contempladas pelo programa de incentivo econômico à redução no consumo de água. Conforme os dados, 155,4 mil reduziram os gastos.

O número é muito baixo se levarmos em consideração que apenas em Bragança Paulista há aproximadamente 157 mil habitantes, de acordo com informações do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). É como se apenas a população bragantina tivesse economizado dentre os 12 municípios participantes da medida.

Ainda vemos em Bragança e em qualquer outro município muita gente lavando calçadas, carros, quintais com mangueiras, deixando a torneira aberta ao ensaboar as mãos, escovar os dentes ou lavar louças. São pessoas que reagem com agressividade se forem interpeladas por outros cidadãos mais conscientes sobre a real possibilidade de a água parar de sair das torneiras, como já está acontecendo em Itu-SP. Mas não se pode simplesmente ignorar essa realidade. É preciso agir, promovendo uma transformação de hábitos, especialmente a partir das crianças. Por isso, são tão importantes palestras e outras atividades que levem conhecimento aos futuros adultos.

Por outro lado, com as crianças, o exemplo é muito mais forte e eficaz do que qualquer explicação. E, assim, entendemos que as campanhas de conscientização devem ser voltadas também aos adultos, pois eles poderão fazer a diferença de forma imediata, adotando ações de economia de água, e também em médio e longo prazo, dando exemplos de como economizar para os adultos de amanhã.

Para quem acha que a água não vai acabar e que economizar é bobagem, defendemos que a abundância do recurso não representa problema assim tão grave como a falta dele.

E é por isso que deixamos esse questionamento que dá título ao editorial, como uma provocação à reflexão. Será que você vai esperar a torneira começar a secar para começar a imaginar e efetivamente mudar de postura em relação ao consumo de água? Esperamos que não, pois, numa eventual seca, todos serão atingidos, os que já economizam e os que esbanjam. Não é justo que todos paguem pela falta de consciência de parte da população. Pense nisso, caro leitor!

 

Uma boa semana a todos!

 

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