Candidatos encerram entrevistas com as propostas para a área de saúde

O Jornal Em Dia publica hoje, 4, a última rodada de entrevistas com os candidatos a prefeito de Bragança Paulista. Ao longo do mês de setembro e neste início de outubro, os leitores acompanharam os blocos de perguntas e respostas sobre os mais diversos assuntos, incluindo, especialmente, aqueles que mais fazem parte das reclamações da população.

Nesta edição, os candidatos falam de suas ideias para a área da saúde e deixam, ainda, sua mensagem aos leitores e eleitores bragantinos.

Confira esta última oportunidade de comparar as propostas dos cinco candidatos:

 

Jornal Em Dia – Qual o principal problema na área de saúde, em sua opinião? Como pretende resolvê-lo?

 

Fernão Dias – Na saúde, nós não vamos inventar a roda, vamos melhorar o que já tem, promovendo a contratação de mais médicos para melhorar o tempo de atendimento e o tempo na marcação de consultas, porque são muito longos os dois. A fila de espera para atendimento dura cerca de três a quatro horas e a marcação de consultas chega a até dois meses. Vamos fazer convênios com hospitais até da região para cirurgias de média e alta complexidade. Não vejo, a princípio, qualquer possibilidade da construção de um novo hospital, o que está sendo propagado até por outras campanhas. Não vejo, porque não tem dinheiro e porque não há recursos no governo estadual, só no federal. Para isso, estamos em contato com o ministro Alexandre Padilha, mas ainda é um pré-contato, visando a algumas benfeitorias para Bragança Paulista, mas o dinheiro está na federação, não está no estado de São Paulo. Enfim, a contratação de médicos e a valorização do profissional da saúde é o mote principal para melhorar essa área, além do término dessa nova UPA (Unidade de Pronto-atendimento), na Vila Davi, e a reforma do Bom Jesus.

 

Fred Zenorini – Para o problema da saúde pública não cabem soluções milagrosas. A gente vê candidato prometendo que vai trazer o AME Cirúrgico, que vai fazer os postos de saúde funcionarem 24 horas... É claro que seriam soluções fantásticas, mas, em curto prazo, uma de nossas propostas é que a Secretaria de Saúde tenha um programa de orientação, para que a população saiba que serviço de saúde procurar, quando existe uma determinada demanda. Quando procurar a Santa Casa, quando procurar a unidade de saúde de seu bairro, quando procurar o serviço de especialidades e eu nunca vi isso, nunca vi a Secretaria de Saúde preocupada em orientar a população, para que ela faça bom uso do serviço de saúde e, dessa forma, desafogue a Santa Casa, que tem déficit de R$ 300 mil, embora exista convênio com a Prefeitura, que não cobre esse rombo mensal.

 

Renato Frangini – O principal problema é a falta de médicos. Têm que ser contratados. Nós temos também uma demora muito grande nos dois hospitais, que são a Santa Casa e o Bom Jesus, que fazem esse atendimento de urgência. Já conversamos com a Santa Casa, já detectamos qual é o problema, que é a falta de profissionais e espaço físico. Vamos fazer uma parceria melhor no gerenciamento e no repasse de recursos para a Santa Casa. O Bom Jesus, nós vamos transformá-lo em uma UPA (Unidade de Pronto-atendimento) federal, com recursos do governo federal, e montar também naquele local um CIUE (Centro Integrado de Urgência e Emergência), facilitando o atendimento do cidadão, a entrega de medicamentos, o agendamento de consultas com especialidades. Enfim, vamos dar uma melhora muito grande nessa área. Alguns outros postos terão de ser construídos. Vamos estender o Programa de Saúde da Família ou Estratégia de Saúde da Família, que hoje está em torno de 50% na cidade. Nós pretendemos chegar até 60, 80%. E com a melhora do Hospital Universitário, que agora se tornou regional com a ajuda do deputado Edmir, e eu também participei na resolução desse problema, o atendimento vai melhorar, vai ser ampliado, o hospital vai receber mais recursos. E com essas parcerias dos dois hospitais com a nossa ação no Hospital Bom Jesus, com a contratação de novos médicos, com certeza o cidadão será melhor atendido. Também estamos desde já trabalhando para conseguir um AME (Ambulatório Médico de Especialidades) Cirúrgico, uma vez que perdemos o AME que foi para Atibaia por falta de sensibilidade da atual administração. O AME Cirúrgico vem com um centro cirúrgico com cerca de 20 leitos para resolver as cirurgias de pequena complexidade, aquelas que precisam de permanência menor. Estrategicamente, podemos conseguir esse AME, uma vez que o mais próximo de nós encontra-se em Santa Bárbara d’Oeste, a mais de 200 km. Então, as cirurgias geradas hoje pelo AME de Atibaia são encaminhadas para lá. Entendemos, assim, que podemos conseguir um AME Cirúrgico. Isso vai melhorar muito o atendimento para a população de Bragança.

 

Gustavo Sartori – Eu vejo que o maior problema hoje da nossa cidade são dois na área da saúde. Um é a demora da marcação dos exames que leva três meses e para buscar o exame mais três meses. São seis meses. E a outra dificuldade que eu vejo são essas senhoras, as pessoas com mais idade indo para o AME em Atibaia, para São Paulo, para Campinas, sendo que podem fazer esses exames em Bragança Paulista. É só voltar a parceria com a Universidade São Francisco. Na nossa gestão, Gustavo Sartori e Dr. Antônio Ricardo, vai ter essa parceria novamente com a Universidade São Francisco. Mas tem o Dr. Antônio que está aqui comigo na entrevista, eu gostaria que ele falasse um pouco sobre o nosso plano de saúde. Dr. Antônio – Teremos uma reorganização nos postos de saúde, nos PSFs, colocando um médico de plantão 12 horas em cada posto. Quando você faz isso, você muda o regime de contrato desses médicos e isso permite que eles ganhem o mesmo valor do Bom Jesus, aumentando o salário deles. E com isso, na periferia e na zona rural, teremos médicos todos os dias, de início, de segunda a sexta, 12 horas por dia. Faremos uma informatização da saúde porque hoje, por incrível que pareça, em alguns postos estão faltando medicamentos e em outros estão estragando os remédios e a gente sabe disso porque não existe um controle, não existe informatização desses medicamentos e controle de estoque. Também criaremos um prontuário único porque hoje o paciente é atendido no hospital, é pedido o exame, e às vezes, foi pedido o mesmo exame de outros hospitais e de alguns postos. Com isso, o exame é feito duas ou três vezes, com baixa resolutividade. Teremos o fornecimento de medicamentos em cinco lugares da cidade, 24 horas, sete dias por semanas. Por quê? Hoje, se você ficar doente após as 16h ou em final de semana, não consegue pegar remédio porque os medicamentos são entregues só em horário comercial. Outra questão vai ser terminar a UPA (Unidade de Pronto-atendimento) da Vila Davi e fazer mais duas UPAs, provavelmente na zona norte e outra num lugar da zona rural. Vamos rever o contrato da Santa Casa para que alguns exames que lá existam possam ser feitos aqui na cidade, assim como o Gustavo falou com relação ao contrato com a Universidade São Francisco. Introduziremos um CAPSAD (Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), que é uma necessidade da nossa cidade, vamos rever todos os contratos que existem hoje com clínicas de recuperação com uma política de fiscalização mais intensa nesses locais. Por fim, vamos rever as unidades de especialidades, para verificar os especialistas que estão faltando, e exigir que seja atendido o maior número de pessoas. Gustavo – E vamos construir já, de imediato, mais duas unidades básicas de saúde, que nós conseguimos, Gustavo Sartori, Dr. Antônio Ricardo, deputado federal Guilherme Campos e vereador Miguel Lopes. O local será definido com a população, pois nossa meta de trabalho é o Orçamento Participativo, no qual o prefeito, vice-prefeito, vereadores e secretários vão até o bairro, dizem o recurso que têm para aplicar e a população daquele bairro escolhe uma prioridade para ser aplicada.

 

João Carlos Carvalho – Contratando mais médicos. Hoje temos 30 postos de saúde. Não tem um canto que você vá e não tenha um posto de saúde. Tem ônibus da saúde, Programa de Saúde da Família, programa de atendimento domiciliar, remédio em casa, tem equipamento, enfermeiro, tem atendente, tem o espaço público e você fica na fila. Por quê? Porque não tem médico. Vamos em janeiro determinar que se contratem médicos para atender a população bragantina, nos postos de saúde, na unidade de Pronto-atendimento Bom Jesus e da Vila Davi, que deve ser inaugurada. Eu assumindo a Prefeitura em janeiro, vou determinar que médicos trabalhem nesses locais, porque está montada uma grande estrutura na área da saúde. De 82 medicamentos fornecidos pela listagem SUS (Sistema Único de Saúde), hoje são 320. O cidadão está indo para ser atendido e fica na fila, ele quer fazer exame, fica na fila, dois meses, três meses. Vamos contratar prestadores de serviço. Esses exames que o povo está indo para Atibaia, para o AME, vamos ter em Bragança. Não vamos precisar do AME do jeito que estamos precisando. Muitos exames que são feitos no AME, têm em Bragança, é só a Prefeitura contratar o serviço. Vamos contratar mais médicos, vamos acabar com as filas nos postos e vamos contratar prestadores de serviço para atender a demanda dos exames que a população necessita.

 

Jornal Em Dia – Fique à vontade agora para deixar sua mensagem aos leitores e eleitores de Bragança Paulista.

 

Fernão Dias – A minha mensagem final é para que a população de Bragança pense no novo, pense na linha direta entre município e governo federal, porque é onde estão os recursos financeiros com os quais Bragança pode evoluir. Pense nos candidatos Ficha Limpa, analise o passado de cada um, os serviços prestados para o município e decida sem influência, decida de acordo com sua própria consciência. É isso o que eu peço para a população bragantina, para que não mais seja enganada. E no dia 7 de outubro, vote 13!

 

Fred Zenorini – Primeiro, gostaria de deixar um desafio para os demais candidatos. Que essa nossa proposta, da redução no número de cargos de confiança, ela é fundamental. Se economizarmos com a redução dos cargos em 50%, que estamos propondo no mínimo, conseguimos uma redução de pagamento de 10 milhões de reais por ano. São quatro escolas construídas por ano, 10 conchas acústicas, mas mais bem projetadas de preferência, é quatro vezes a verba da Cultura por ano. Esses são alguns exemplos. Desafiamos os demais candidatos e vamos assinar isso, registrar esse nosso compromisso em cartório. Queremos colocar um fim no uso do dinheiro público como politicagem. Convidamos os demais candidatos a assinar esse documento com a gente. Fazemos nossa campanha nas ruas, na sola de sapato mesmo, é muito difícil. Manter nossa candidatura é muito difícil, temos que trabalhar, nenhum de nós é político profissional, temos que conciliar as atividades profissionais, trabalho como professor em três cidades diferentes. Na nossa campanha, não pedimos os votos das pessoas, ela é convidada a fazer parte com a gente, para construir uma nova realidade política na nossa cidade. Ou se rompe com esse modelo político que se vive hoje, ou as coisas nunca vão mudar. Enquanto não nos mobilizarmos, cobrarmos uma atitude diferente dos governantes, políticos diferentes, a gente nunca vai sair desse estado. Entra eleição, sai eleição e são sempre as mesmas promessas vazias de campanha e ninguém quer mudar o modelo político. Nossa proposta é exatamente essa. Convidamos a todos a construir com a gente essa reforma política que nossa cidade tanto precisa.

 

Renato Frangini – O eleitor, nesta eleição, deve observar três pontos principais para escolher aquele que vai governar Bragança pelos próximos quatro anos. Primeiro, quem é o candidato, o que esse candidato já fez na sua vida profissional, o que ele já produziu, o que ele já foi, qual o grupo a que ele pertence, qual o trabalho, a experiência desse grupo ao qual ele pertence. Porque nós não podemos ser aventureiros, não podemos eleger alguém que não tem experiência administrativa, que não tem vivência dentro da Câmara Municipal ou da Prefeitura e um grupo que não tem experiência anterior em administrar uma cidade. Esse é o primeiro ponto. O segundo ponto é o programa de governo. Nosso programa de governo foi construído a partir da participação da sociedade, com pesquisas, ouvindo todos os seguimentos da sociedade. É um programa forte, um programa que pode ser executado e ele atende realmente a todas as necessidades atuais da nossa cidade. O terceiro ponto é ver quem está apoiando esse candidato, quais as lideranças que estão apoiando. No meu caso, quem está me apoiando é o Edmir Chedid, que é um deputado que vive um momento excepcional na sua carreira política, com o respeito do governo do estado e que está trazendo muitos recursos para Bragança e região. E com a minha candidatura, esses recursos, essa geração de recursos vai melhorar muito porque nós vamos estar com uma afinidade de trabalho, fazendo projetos, assinando convênios. Então, essa ligação entre nós, do mesmo partido, dos mesmos ideais e objetivos é muito importante. Fora todas as outras lideranças que estão na nossa base eleitoral que hoje representa dezenas de deputados estaduais, federais, senadores, o vice-presidente da República, que é o Michel Temer, do PMDB, que apoia nossa candidatura. Então, que analisem esses três pontos: quem é o candidato; qual o programa de governo que esse candidato tem; e qual o grupo que ele tem consigo, quais aqueles que vão apoiar esse candidato para trazer recursos do governo estadual e federal, uma vez que somente com os recursos da cidade nós não vamos conseguir fazer todas as propostas que Bragança precisa e quer que sejam feitas. Nós vamos precisar desses auxílios. Quando os eleitores observarem esses três pontos, com certeza, eles vão perceber que eu estou preparado para assumir o cargo de prefeito e que a nossa candidatura é a melhor candidatura para Bragança Paulista.

 

Gustavo Sartori – Eu quero cumprimentar o trabalho que vem sendo desenvolvido durante o processo eleitoral pelo Jornal Em Dia, por toda a equipe do Castilho, da Ana Paula, do Filipe, cobrindo o dia a dia dos candidatos, cobrindo as propostas dos candidatos, levando informação a todos os seus leitores. Fico feliz de poder, mais uma vez, participar neste grande veículo de comunicação e dizer que a nossa mensagem, do Gustavo Sartori e do Dr. Antônio Ricardo, é de mudança, é de crescimento sustentável, é de melhorar a qualidade de vida das pessoas da nossa cidade, gerando emprego e renda e cuidando do básico, do asfalto, da iluminação, da vaga na creche, do posto de saúde com atendimento mais rápido, porque é assim que a gente vai construir uma cidade melhor, porque sou filho dessa terra e quero ver a minha filha de cinco meses numa cidade mais bonita, com qualidade de vida e com segurança para todos nós, junto com vocês.

 

João Carlos Carvalho – Eu gostaria de frisar aos leitores do Jornal Em Dia, neste trabalho de Eleições, de não ser julgado nesse momento. Eu gostaria de não ser julgado e sim comparado. Eu, João Carlos Carvalho, minha vice, Dra. Maria Amália, com os demais candidatos que estão disputando o pleito. A minha mensagem é que a população compare meu trabalho com o que talvez os outros tenham prestado de serviço ao município na vida pública, não na privada. E escolher quem tem mais serviço prestado na vida pública para os moradores do nosso município. É essa mensagem que eu deixo, eu acho que é uma reflexão muito importante e que vai, lá na frente, ocasionar a escolha do prefeito, para comandar os destinos do nosso município.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image