Dando continuidade às matérias especiais que o Jornal Em Dia fez com os cinco candidatos a prefeito de Bragança Paulista, hoje, 16, os leitores acompanham as propostas de cada um deles para diversas áreas.
Saiba o que Fernão Dias, Fred Zenorini, Renato Frangini, Gustavo Sartori e João Carlos Carvalho pretendem fazer para melhorar as condições do transporte público e da segurança no município.
Além disso, eles também expõem suas propostas para a zona rural e falam o que pensam em fazer para resolver problemas como o assoreamento do Lago do Taboão e o novo contrato com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do estado de São Paulo), que está em tramitação na Câmara Municipal.
Acompanhe:
Jornal Em Dia – O que os moradores da zona rural podem esperar no seu governo?
Fernão Dias – Estradas conservadas, iluminação pública. Pretendemos levar para a zona rural a cidade digital, com a implantação de antenas, para proporcionar acesso à Internet e tentar melhorar também a frequência do celular, que não pega na zona rural. Vamos ampliar a patrulha policial rural, que hoje só tem uma viatura, queremos colocar pelo menos três viaturas rondando na zona rural. Não teremos postos policiais fixos na zona rural, como estão prometendo, porque isso é utópico, isso não condiz com uma administração eficiente. Melhoraremos o escoamento da produção e faremos a revitalização do Ceasinha, para que funcione mais dias por semana a fim de abarcar toda a produção rural dos pequenos produtores e que eles possam vender, principalmente, para aquela população do Parque dos Estados e da Fraternidade por um preço muito mais em conta.
Fred Zenorini – Estivemos reunidos com o Conselho de Desenvolvimento Rural e uma das coisas que para nós é inadmissível é a questão de uma lei federal, que diz que uma cidade deve comprar cerca de 30% da produção da agricultura familiar para a merenda escolar. Hoje, se compra cerca de 5% em Bragança. Existem cidades da região que compram 100% da demanda da merenda escolar da agricultura familiar da cidade. Isso é uma medida que não depende de verba estadual, federal, depende de vontade política, é sentar e fazer, com o objetivo de fortalecer os pequenos produtores de Bragança. Com relação ao transporte público, temos que cobrar da empresa de ônibus que atenda à população da zona rural como se deve. Além do preço abusivo, com tarifas diferenciadas, as linhas não atendem a demanda da população. Na Água Comprida, existem somente duas opções, uma de manhã e outra à tarde, isso é um absurdo. A população fica à mercê do que o poder público acaba não fazendo. Para finalizar, Bragança é a Terra da Linguiça, mas os produtores de linguiça estão falindo, estão para fechar suas produções, pois não há apoio do poder público. Falta uma parceria com os suinocultores.
Renato Frangini – Os moradores da zona rural podem esperar, na área da saúde, um atendimento domiciliar rural para aqueles doentes portadores de doenças crônicas que precisam de cuidados e não podem se locomover, o atendimento irá até eles, inclusive levando o medicamento. A gente chama de Pronto-atendimento Domiciliar Rural. Além disso, vamos também melhorar o atendimento com uma unidade móvel de saúde rural. Na área da Educação, um grande projeto para a zona rural chama-se SER (Sede Educacional Rural). Ela vai ser localizada entre dois, três bairros, e ali nós vamos construir uma escola – com isso, nós vamos terminar com a classe multisseriada –, uma creche em período integral, um posto de saúde, uma base da Guarda Municipal, uma ambulância e um centro cultural. Então, uma grande sede educacional rural de abrangência regional. Os bairros estão sendo mapeados para a gente construir cerca de oito sedes educacionais rurais. Então, na área da Educação, nós temos uma perspectiva muito boa para a área rural. Na área da segurança, nós vamos estender o patrulhamento junto à Polícia Militar em parceria, em conjunto com a Guarda Municipal, vamos estender câmeras de segurança para essas áreas. Muitas dessas regiões nós vamos iluminar, asfaltar as estradas da zona rural. Para o produtor rural, vamos manter a Patrulha Agrícola, que consiste na oferta de maquinários da Prefeitura, que são cedidos ao pequeno produtor para que ele utilize nas suas propriedades, pagando uma quantia simbólica, o que ajuda na produção. Vamos também mudar as características do Ceasinha, para que o produtor rural possa num local bem reformulado vender sua mercadoria no atacado e no varejo, melhorando as condições de negociação para ele e oferecendo um grande centro para a aquisição desses produtos hortifrutigranjeiros produzidos aqui na cidade. Vamos oferecer também para o agricultor apoio logístico, apoio por parte de advogados, para que ele possa, quando for mexer na sua propriedade, consultar sobre o que ele pode fazer, o que ele não pode fazer, é um apoio da Secretaria de Agronegócios. Enfim, temos várias propostas para a zona rural, para o morador da zona rural e para o produtor da zona rural.
Gustavo Sartori – Nós temos um carinho muito especial pela zona rural. Eu, por ter vindo de origem da zona rural. A minha família foi criadora de suínos aqui, ali na Vila Garcia, e tinha uma propriedade na Águas Claras. O Dr. Antônio Ricardo por atender grande parte dos moradores da zona rural no seu dia a dia, sendo médico na Santa Casa. Temos algumas situações de imediato. Vamos cuidar da estrada para a zona rural, voltando a ter o conserveiro. Vamos colocar equipamentos mais próximos da zona rural. Por exemplo, na região da Água Comprida, Bacci, Morro Grande de Cima, Morro Grande de Baixo, Morro Grande da Pista, da Varginha, Serrinha, toda aquela região que se inicia após a Fernão Dias pela Fazenda Ipê e termina no limite com Piracaia, nós vamos ter um Posto de Atendimento Avançado, que seria uma mini-prefeitura, colocando máquinas e equipamentos para cuidar daquele pedaço, daquelas estradas. Então, vamos cuidar, cascalhar e quando for asfalto vamos fazer a manutenção. Mas, ligando a Varginha ao Bacci, vamos asfaltar de imediato. Por quê? Temos que cuidar das pessoas que ali moram, das crianças que ali estudam e cuidar do escoamento da produção porque nós sabemos que a região do Campo Novo, Biriçá do Valado, Biriçá do Campinho, do Guaripocaba dos Souzas trabalha muito com o escoamento da produção e a estrada é fundamental para que a economia da agricultura familiar possa prosperar na nossa cidade. Além disso, na região da Água Comprida, nós vamos ter um Posto de Atendimento Avançado, que vai ter equipamentos para cuidar das estradas, vai ter uma sede da Guarda Municipal, para fazer rondas, vai ter ambulâncias para cuidar daquela região e assim a pessoa da zona rural não vai precisar mais ir à Prefeitura para tirar uma dúvida, fazer um pagamento, tirar um alvará, fazer um parcelamento, vai ser tudo feito ali. Vamos ter médico na zona rural 12 horas por dia em sistema de plantão e vamos ter locais na zona rural que irão fazer a entrega dos remédios 24 horas por dia, sete dias por semana. É assim que nós vamos cuidar da zona rural, é dessa forma, com um olhar bem crítico, bem atento, porque viemos da zona rural e conhecemos necessidades. Também pretendemos fazer um convênio com o governo do estado sobre Patrulha Rural. São jipes, carros adequados para andar na zona rural fazendo patrulhas, dando segurança maior a você, da zona rural.
João Carlos Carvalho – Muitas obras, muitos investimentos. No meu programa de governo, consta asfaltar 100% das principais estradas rurais e também das estradas de servidão da zona rural. Vou levar 100% de iluminação pública, para promover segurança nas estradas principais, nas estradas de servidão, onde se formam pequenas comunidades. Vamos promover de maneira escalonada, sem parar, a substituição dos prédios das escolas rurais. Hoje, a maioria dos prédios são muito antigos. Vamos por prédios modernos, para o morador e a criança da zona rural.
Jornal Em Dia – E o transporte público, pretende fazer alguma intervenção em relação à empresa que detém a concessão? Em que sentido?
Fernão Dias – Intervenção, acho que é uma palavra meio forte, mas uma revisão no contrato e tomar pé, de fato, do que é esse contrato, evidentemente, será uma de nossas prioridades. O transporte público tem que ser melhorado e a implantação do bilhete único em Bragança, que será mais bem explicada durante o decorrer da campanha, será uma necessidade.
Fred Zenorini – Uma das nossas propostas é a revisão do contrato com a Nossa Senhora de Fátima, é uma prioridade, pois é um serviço que o custo é muito elevado para a população. Mas também não é uma questão de simplesmente ir lá e abaixar o preço. Se você promete que vai abaixar o preço da passagem, de uma forma rápida, de certo isso vai sair do cofre da Prefeitura e a população vai acabar pagando do mesmo jeito. A gente prega a revisão do contrato para que o serviço seja realizado com a qualidade que a população merece e precisa. Bragança é uma das poucas cidades que o estudante universitário não tem direito a pagar meia passagem, isso é um absurdo! Existe uma lei federal sobre isso, temos que rever o contrato.
Renato Frangini – No transporte público, volto a repetir, nós vamos criar a tarifa social, baixando o preço de R$ 2,80 para R$ 1,90. A empresa concessionária não será prejudicada porque a Prefeitura vai pagar essa diferença, vai subsidiar essa tarifa. A medida que a empresa for transportando mais passageiros, esse valor repassado pela Prefeitura irá diminuindo. Em compensação, nós vamos exigir mais horários, ônibus de melhores condições, que a empresa coloque mais itinerários, mais prolongamentos de linhas. Enfim, nós queremos ter um relacionamento muito bom com a empresa de ônibus, oferecer um transporte de qualidade e a empresa tem que oferecer aquilo para o qual ela foi contratada, o contrato que ela fez com o município. Vamos fazer uma aproximação com a empresa para ter um transporte melhor para o cidadão.
Gustavo Sartori – Sem dúvida, nós acreditamos que é muito importante termos um diálogo com a empresa que é concessionária desta cidade há mais de 30 anos. Temos que rever algumas linhas de ônibus, pois a população clama por novos horários, ônibus melhores e temos também a condição de rever o contrato e de abrirmos uma nova licitação para uma nova empresa, pois o nosso grupo político não tem o rabo preso com nenhuma empresa, com nenhuma concessionária de serviço público e estamos dispostos a fazer uma nova cidade, uma nova Bragança, para mudar a qualidade de vida das pessoas. E também estudar a questão de abaixar a passagem de ônibus, mas com subsídio da administração pública, não abaixar simplesmente por abaixar, sem dizer como. A ideia da gente é fazer um estudo, rever, conversar com a administração pública, não sendo benefício eleitoral e sim como critério adotado como objetivo, dando exemplo de cidades que implantaram o subsídio, uma contrapartida ao empresário e para o contribuinte.
João Carlos Carvalho – Não. Intervenção não. Temos que fazê-los cumprirem o contrato. Eu fico às vezes em dúvida se realmente há o cumprimento do contrato. Eu, como prefeito, a primeira decisão que vou tomar é analisar o contrato, intervenção não, até porque a empresa tem contrato até 2018 com o município.
Jornal Em Dia – O nosso principal cartão-postal, que é o Lago do Taboão, está assoreado. Além do desassoreamento, que outra medida pretende implantar no local, inclusive, para que esse problema não volte a ocorrer?
Fernão Dias – Na verdade, nós vamos cobrar de quem assoreou o Lago. Essa será a nossa postura no primeiro dia de governo. Alguém foi culpado pelo assoreamento do Lago, então, nós vamos desassoreá-lo, fazer a contenção de margens e cobrar de quem de fato o assoreou. É uma medida judicial. Nos primeiros dias de governo já vamos tratar disso.
Fred Zenorini – Agora todos os candidatos falam em desassorear o Lago, mas o que não está sendo dito é a falta de critério que o poder público teve nos últimos anos na liberação para a construção de condomínios ao redor. Isso gerou um custo ambiental, que é o assoreamento do Lago. Se você não atacar o problema, de fato, desassorear o Lago será mais uma promessa de campanha, para aparecer a cada eleição. Não adianta nada prometer dessassorear o Lago se a Secretaria de Meio Ambiente não trabalhar em conjunto e propor, quando abrir algum condomínio, ou mexer em terra no arredor do Lago, que haja critério.
Renato Frangini – Além do desassoreamento, vamos melhorar o paisagismo, vamos reestruturar a pista de cooper, onde é a arena, vamos fazer uma reformulação, construindo uma concha acústica para eventos de médio e grande porte, e vamos investir pesado naqueles fatores que estão assoreando o Lago. Vamos cuidar com muita atenção, com uma fiscalização ambiental muito grande, inclusive com contratação de agentes, para que isso não volte a acontecer. Então, nosso governo vai fazer uma fiscalização severa para que o Lago não volte a ser assoreado. Afinal, é o nosso cartão-postal, não é?
Gustavo Sartori – Nós conseguimos, com o trabalho do PSB aqui de Bragança junto à parceria do Dr. Antônio Ricardo, dos vereadores Miguel Lopes e Gabriel, conseguimos junto ao governo do estado R$ 3,8 milhões para fazer todo o desassoreamento do Lago, a revitalização e cuidar daquela mata que tem em volta. Esse trabalho já conseguimos, foi uma luta, uma vitória do nosso grupo político. E esse dinheiro já está há mais de dois meses no cofre da Prefeitura. O secretário Cláudio Valverde veio a Bragança, assinou esse convênio, a liberação do recurso e nada foi feito. Na nossa administração, vai ser feito todo o desassoreamento, vamos cuidar da mata que tem ali, cuidar de toda a revitalização do Lago e aplicar um recurso muito forte, pois o nosso cartão-postal hoje não está bonito. A população só reclama, não tem acesso a pessoas portadoras de necessidades especiais, não tem uma pista de cooper adequada, não tem um parquinho adequado para as crianças, inclusive banheiros. E nós temos que cuidar disso. O Lago do Taboão vai ter um carinho muito especial na nossa administração junto ao Teatro Carlos Gomes, o antigo Colégio São Luiz, para o qual também foi liberada uma verba de R$ 8 milhões pelo então secretário Márcio França, que é amigo pessoal da gente e presidente estadual do nosso partido. Foi um trabalho muito forte, muito intenso, do nosso grupo PSB/PSD, mas que até o momento, por dificuldades na licitação, por inúmeras dificuldades de contratação de pessoal, a administração pública não tocou esse projeto para frente. Mas o dinheiro está aí.
João Carlos Carvalho – Além do desassoreamento, que deve se iniciar neste ano, provavelmente é uma obra que a gente vá terminar, vamos fazer quatro portais de acesso ao Lago do Taboão. Vamos promover um fechamento não total, mas ornamental lá. Vamos construir uma academia ao ar livre, com vista panorâmica para o Lago, fechada com vidro, isso está no meu plano de governo. Vamos melhorar a iluminação e tornar o Lago ponto de referência da família. As famílias vão voltar a frequentar o Lago do Taboão no sábado à noite, domingo de manhã e domingo à tarde. Do jeito que está a situação hoje, de descontrole, de baderna, eu não vou concordar. Tenho um projeto para duplicar a avenida do Lago (Alpheu Grimello) e vamos valorizar o cartão-postal do nosso município, tomando medidas necessárias.
Jornal Em Dia – Nos últimos oito anos, vimos a Guarda Municipal atuar mais voltada à área de segurança. Qual será a função da GM em seu governo?
Fernão Dias – Continuará na área de segurança. Os próprios públicos serão monitorados, a fiscalização eletrônica será nos próprios públicos. O guarda municipal vai ter que estar na rua, dando segurança ao que é o maior patrimônio: o cidadão.
Fred Zenorini – Pensamos numa revisão das funções da Guarda Municipal, até porque, prédios públicos estão abandonados e uma das funções da GM é zelar por esse patrimônio. Precisamos reforçar a atuação da guarda nesse sentido, que ela consiga também, no sentido da segurança, dar auxilio e apoio à Polícia Militar e elas devem agir com integração. Mas a principal função da Guarda Municipal é o zelo pelo patrimônio público. Acreditamos ainda que os guardas precisem de um plano de carreira diferenciado dos demais servidores municipais. Sabemos que foi apresentado a eles um plano de carreira, mas acabou não contemplando boa parte dos guardas, porque não foi feito o devido diálogo entre a categoria e poder público, mais uma vez. Pretendemos rever esse plano também.
Renato Frangini – A Guarda Municipal tem uma função importante. Por lei, ela deve cuidar das nossas ruas, das nossas praças, da segurança na entrada e saída dos alunos, dos prédios públicos, mas ela pode e deve auxiliar a Polícia Militar e a Polícia Civil numa ação conjunta, no patrulhamento, na vigilância e nas rondas pela cidade. Temos um efetivo de cerca de 150, 160 homens. Esse efetivo, por lei, pode ser aumentado. Se for o caso, vamos aumentar. Vamos também instalar mais câmeras de segurança em locais estratégicos, vamos ampliar o número de câmeras de segurança, unindo e integrando esse serviço com a Polícia Militar e a Guarda Municipal. Então, a Guarda Municipal vai ter um papel de vigilância dos prédios públicos, das ruas e das praças, mas vai também oferecer uma parceria, uma ação conjunta com as outras polícias para melhorar muito a área de segurança. Inclusive, uma das coisas que nós vamos fazer na área de segurança, aproveitando, é trocar gradativamente a iluminação da cidade por lâmpadas de LED, que têm uma iluminação melhor e aumenta a segurança por onde a população passa.
Gustavo Sartori – A Guarda Municipal vai ter uma função primordial na nossa administração, por quê? São 163 guardas municipais, entre homens e mulheres, temos a Cavalaria, temos o Canil, tem que ser mais aproveitado, e de que forma? Dando segurança para a nossa cidade. A Guarda Municipal tem que cuidar do patrimônio e o patrimônio maior é a vida. Então, a Guarda Municipal tem que estar atenta ao que acontece na nossa cidade, acompanhar diuturnamente, fazendo segurança, fazendo rondas para a nossa cidade. Vai ter um apoio específico, vai ter plano de cargos e carreira, vamos fazer o reenquadramento deles, de todos, porque uma cidade segura deixa muito melhor as pessoas que nela moram, tendo paz, tranquilidade e deixando seus filhos nas ruas. Se nós formos puxar a questão de 20, 30 anos atrás, a cidade era calma, tranquila e pacata, onde as pessoas deixavam a porta do seu carro aberta, a porta da sua casa aberta e ficavam conversando nas praças. Hoje, não temos mais essa condição, mas na nossa administração, isso vai voltar.
João Carlos Carvalho – Muito mais na segurança. E vamos, sim, criar um programa para que a Guarda Municipal atue na conservação dos próprios públicos, isso eu não abro mão. Vamos continuar atuando mais forte ainda na área de segurança, para auxiliar a parceria com a Polícia Civil e a Polícia Militar, mas não vamos, em momento algum, deixar de por os membros da GM também olhando os próprios públicos.
Jornal Em Dia – Um novo contrato está para ser assinado entre o município e a Sabesp. Você está a par da minuta que está sendo discutida na Câmara? Concorda com ela? Pretende assiná-la se for eleito prefeito? Ou tem outra alternativa para o saneamento básico de Bragança Paulista?
Fernão Dias – Eu acho que essa matéria da Sabesp vai se estender para o próximo prefeito e, de fato, vai sobrar para nós discutirmos a Sabesp. Acho que tem que ter um grande debate com a população, visando até a municipalização da água, a exemplo de Campinas, de Atibaia. Bragança Paulista pode seguir o mesmo rumo. Mas isso depende de um debate amplo com a sociedade porque a água é muito importante para a gente e nós gerirmos a água da nossa forma, acho que vai ser um salto de qualidade na vida do cidadão bragantino.
Fred Zenorini – Nós precisamos rever esse contrato, que tende a favorecer a empresa em detrimento das necessidades da cidade. A gente sabe que uma das cláusulas que mais tem sido discutida é com relação ao percentual dos lucros da Sabesp, que deveria ser repassado à cidade. E a Sabesp tenta justificar o porquê não quer aceitar. É preciso pulso da administração, para que seja realizado um contrato benéfico para a população e não para a empresa. Eu acho que Bragança pode cogitar, sim, um sistema alternativo de saneamento, não pode ficar à mercê dos interesses de uma empresa. Caso se assine um contrato, cláusulas que prendam a cidade à empresa e a obrigue a ressarci-la, caso não haja mais interesse no serviço, precisam ser revistas.
Renato Frangini – Se esse contrato se estender e tiver de ser feito durante a nossa administração, nós vamos estudar, vamos ver qual a abrangência dessa rede coletora que está se implantando e vamos certamente renegociar muitos pontos desse contrato, principalmente aquele que diz respeito ao repasse que a Sabesp deve efetuar ao município, uma vez que já faz esse repasse para outros municípios.
Gustavo Sartori – Acredito que este é o maior e mais audacioso projeto que esta Câmara vai votar durante esses quatro anos que estão se passando. É um projeto que estou acompanhando junto ao Dr. Antônio, toda a minha equipe, mas acredito que deva ser mais estudado pela Câmara Municipal, pelos 11 vereadores que ali estão, pois se nós formos buscar exemplo em outras cidades, como São Paulo, como Franca, a contrapartida da Sabesp foi muito grande e na minuta contratual que existe hoje em nossa cidade não tem nenhuma contrapartida da Sabesp. A Sabesp está fazendo estas obras, cumprindo todos estes requisitos feitos pelo TAC (Termo de Ajuste de Conduta) assinado pelo Ministério Público junto à Sabesp, esses R$ 54 milhões que foram investidos na Estação de Tratamento de Esgoto e de Água do município, nada mais é do que uma retribuição que a Sabesp está fazendo para nossa cidade, pois, durante 30 anos ela não fez nenhuma Estação de Tratamento de Esgoto, nenhuma estação na nossa cidade, inclusive, não recuperou nenhuma mata ciliar. Por isso, e foi muito sábia a atuação do Ministério Público, dizendo que antes de discutirmos um novo contrato de 30 anos, que cumpra o que deixou de cumprir durante esses 30 anos. Então, é dessa forma que nós temos que aguardar, estamos atentos, mas temos que acompanhar. Sendo eleitos prefeito e vice-prefeito, junto ao Dr. Antônio Ricardo, vamos conversar, e muito, com a Sabesp e ver que contrapartida ela vai dar para nossa cidade porque não pode ser assim, assinar um contrato leonino, só uma parte vai ter vantagem e a nossa cidade não vai ter nenhuma vantagem.
João Carlos Carvalho – Eu acho que o prefeito do município vai ter que sentar com o governador para discutir o contrato com a Sabesp. Pelo que eu vi até aqui, é assessor daqui, assessor de lá, assessor da Sabesp, assessor da Superintendência... É esse pessoal que está fazendo o contrato, por isso que estão dando os problemas que aí estão. Agora, nesse momento, o contrato está na Câmara, não sabemos se a Câmara vai aprovar ou não, mas eu, assumindo a Prefeitura, a primeira pessoa que vou procurar, para discutir o contrato da Sabesp, se até lá ele não estiver assinado, é o governador.
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