Vereadores comentam exonerações feitas pela Prefeitura

Na sessão ordinária realizada na noite de terça-feira, 11, os vereadores comentaram as exonerações feitas pela Prefeitura de Bragança Paulista, na semana anterior. A única moção em pauta foi aprovada por unanimidade.

Com a ausência do vereador Miguel Lopes, primeiramente, foram feitas algumas proposições verbais.

Marcus Valle fez pedidos de informação sobre o Mercado Municipal Waldemar de Toledo Funck, a respeito de mau cheiro decorrente de uma câmara fria quebrada e da não dedetização do local, e também sobre descarga de entulhos que foi flagrada em uma estrada próxima ao aeroporto.

O vereador Régis Lemos, que reassumiu o cargo de vereador na última sessão, pediu à Prefeitura que mantenha o Ceasinha, localizado no Jardim da Fraternidade, limpo e quis saber qual o percentual investido pelo município na agricultura familiar.

Já Arnaldo de Carvalho Pinto comentou as dezenas de exonerações feitas pela Prefeitura, na semana passada. Ele observou o argumento do prefeito João Afonso Sólis (Jango), que justificou as demissões apontando que a Prefeitura estaria infringindo o limite prudencial na folha de pagamento. Porém, o vereador afirmou que acompanha o orçamento e que esse não parece ser o real motivo das exonerações. “Não me parece que esse é o principal motivo. Mentir mais uma vez, ou faltar com a verdade, não seria prudente nesse momento”, declarou Arnaldo, que fez pedido de informação sobre a situação financeira de Bragança Paulista.

O vereador João Magrini, que está ocupando a cadeira de João Carlos Carvalho, afastado do cargo até outubro, não gostou das declarações de Arnaldo e opinou que o colega deveria esperar a resposta da Prefeitura para falar sobre o assunto.

Durante a manifestação de vereadores, a discussão continuou. Marcus Valle disse que entendia a colocação de João Magrini, mas que Arnaldo também tinha razão. João, então, disse que como assessor do prefeito, cansou de ver vereadores subindo e descendo as escadas do Palácio Santo Agostinho, em busca de favores, como a indicação de cargos de confiança, ressaltando que isso atrapalha o governo. Marcus concordou e disse que sempre foi contra essa prática, questionando se ele foi visto por João Magrini na Prefeitura, ao que o vereador suplente respondeu que não.

Arnaldo também comentou novamente o assunto, dizendo que ele não estava se precipitando ao falar do problema, uma vez que ele tem dados que apontam que as finanças da Prefeitura não vão mal como o prefeito afirma.

Já quando a vereadora Beth Chedid ocupou a Tribuna, ela considerou que é justo que os partidos que ajudaram a eleger o prefeito, formando coligações, o ajudem a governar, indicando pessoas sérias e honestas para os cargos. Na visão de Beth, “não está sobrando pedra sobre pedra” pela falta de consideração do prefeito Jango com as pessoas.

João Magrini voltou a defender o prefeito – que conforme afirmado na própria sessão, está fazendo campanha nas ruas pedindo votos para ele – dizendo que em sua opinião vereador deve apenas cumprir as funções de fiscalizar e legislar.

Além disso, o vereador Marcus Valle, contando sobre o que viu no Lago do Taboão, no último final de semana, comentou o abandono no qual a cidade se encontra. Ele afirmou ter visto ao menos 16 carros com som alto, com jovens bebendo bebidas alcoólicas, pinos de cocaína espalhados pelo chão e cheiro forte de maconha. “E não tinha um guarda municipal”, apontou, contando que telefonou para a GM, mas que 40 minutos após ainda não havia chegado nenhuma viatura.

“A administração acabou, não existe mais. A cidade está largada, abandonada”, resumiu.

Marcus também citou outro fato para ilustrar sua conclusão. Conforme relatou, num domingo de manhã, ele foi passear de caiaque no Tanque do Moinho, onde encontrou algumas pessoas com uma rede armada e tirando muitos quilos de peixe do local. Ao interceptar esse grupo, Marcus disse que quase foi agredido.

O vereador ainda deu as boas-vindas ao colega Régis Lemos e brincou pedindo que o colega tome cuidado com a cadeira. A vaga ocupada por Régis já foi de Wanderley da Farmácia, que renunciou. Já neste ano, Régis perdeu o mandato em decisão do TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, oportunidade em que Nélson Koki assumiu. Agora, por determinação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Régis retornou ao cargo.

Beth Chedid também cumprimentou Régis pelo retorno, dizendo que a questão de infidelidade partidária deve ser tratada com cuidado, pois “os donos de partido não podem fazer o que querem com seus filiados”.

Régis afirmou que com a mesma serenidade que deixou a Câmara em 3 de julho deste ano, volta agora, acrescentando ainda que seu trabalho não diminuiu com a ausência. “Vivo política 24 horas por dia, por isso, estou retornando como se eu nem tivesse ficado fora”, declarou.

O vereador também contou detalhes do processo, agradecendo o apoio dos colegas vereadores e também do deputado Arnaldo Faria de Sá.

Régis ainda comentou que, na reunião da Comissão de Assuntos Socioeconômicos, recebeu o engenheiro agrônomo Alcides Ribeiro, da CATI (Coordenadoria de Assistência Técnica Integral), ocasião em que foram discutidos alguns pontos, como a necessidade de revisão do Plano Diretor para a zona rural e a reformulação do Ceasinha.

A moção em pauta dizia respeito à criação de vagas exclusivas aos clientes em frente aos pet shops que prestam atendimento veterinário e foi aprovada por unanimidade.

A sessão durou cerca de uma hora.

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