Dificuldade de controle dos usuários do sistema – foi esse o motivo alegado pela N. S. Fátima pra não colocar em prática a Tarifa Social e cobrar R$ 1,90 nas catracas de seus ônibus. Que o projeto é populista e demagógico, não resta a menor dúvida. Como já afirmei por aqui, o ideal seria Prefeitura e Câmara Municipal exigirem a qualidade do serviço e um preço justo por parte da empresa. Subsidiar a passagem? Somente depois de chegarmos a um valor e serviço justos. Se fosse pela inflação dos últimos anos, a passagem estaria custando hoje R$ 2,30, não R$ 2,80. Isso sem contar que nos últimos anos, a empresa enxugou seus custos. Nem cobradores eles têm mais. Prefeito e Câmara cobrando um serviço público decente seria o mínimo, não? Mas não aqui na Terra da Linguiça, onde os termos fiscalização, transparência e vontade política perdem o sentido.
SEM CONTROLE
Se a empresa não tem controle sobre os usuários do sistema, de quantas pessoas passam diariamente nas catracas de seus veículos, quem terá? O Chapolim Colorado? Desse jeito, nem que a passagem passe a custar R$ 5,00 a empresa vai ter prejuízo. Acho que está na hora de modernizar essa gestão, gente. Já falei, se precisarem de um bom Engenheiro de Produção conheço vários para indicar.
É COISA DE PREFEITO
Apesar de não concordar com o projeto da Tarifa Social da forma que está, fiquei admirado com a atitude do então prefeito em exercício Tião do Fórum, que denunciou como crime de apropriação indébita a atitude da empresa N. S. de Fátima de continuar cobrando o valor de R$ 2,80 dos usuários do transporte público, apesar de aprovada a lei e o subsídio.
NÃO É COISA DE PRESIDENTE
Já outra atitude do então prefeito em exercício/presidente da Câmara causou-me admiração (ou não). Enquanto Fernão, Huguette e correligionários entravam pela porta da frente da Câmara Municipal, o vereador/prefeito em exercício Tião do Fórum saía pela porta dos fundos. Tudo para não dar posse ao novo prefeito? Também fiquei admirado com a desobediência à Justiça do oficial de justiça Tião “do Fórum”, que preferiu obedecer ao seu grupo político ao adiar ao máximo a posse do Fernão. Nada mal pra quem ficou só dois dias à frente da Prefeitura, não?
EM CURITIBA FUNCIONA
Recentemente estive na cidade de Curitiba onde o transporte público funciona de uma forma impressionante. Existem corredores centrais nas principais avenidas, linhas específicas pra turistas, pontos de ônibus cobertos e muito modernos onde já se cobra a passagem, linhas que fazem somente as regiões periféricas e não entram no centro, ônibus muito modernos e grandes... Tudo isso por R$ 2,60! É claro que a realidade de Curitiba é muito diferente da nossa, mas nem sempre foi assim. Com um pouco de planejamento, vontade e pulso do Poder Público, é possível fazer as coisas acontecerem. Sem contar que copiar os bons exemplos é a melhor forma de começar.
QUEM SABE UM DIA...
Estaria nossa cidade pré-destinada a ver as eleições serem decididas na Justiça? Estariam os bragantinos de olhos bem abertos observando situações como essas e concluindo que os fatores churrascos, brindes, combustível, abuso de poder econômico, uso irregular da máquina pública, uso abusivo dos meios de comunicação, não podem mais ser decisivos nos pleitos eleitorais? Que bom seria se naturalmente os eleitores percebessem que assim não dá mais. A campanha de fulano está escancaradamente irregular? Ele suja as ruas? É contraditório nas propostas? Fala em projetos faraônicos que nunca serão cumpridos? É simples, não votamos nele! Quem sabe um dia...
FÉRIAS EM GRAMADO
Em menos de um mês de incerto governo uma comitiva formada por secretários e funcionários do governo Chedid resolveram visitar a cidade de Gramado pra ver como são as comemorações de Natal e final de ano por lá, que tanto encantam os turistas. Pra um governo que não teria nenhuma certeza de permanência, viajar assim com todas as despesas pagas por nós todos, além de não pegar bem, não faz muito sentido.
POSSE DO FERNÃO... MAS SEM TERNO
Passei rapidamente na Câmara pra acompanhar a posse do Fernão. Muita gente ao me cumprimentar perguntava: “Pô, Fred, achei que ia te encontrar aqui de terno”. Quem me conhece sabe que não sou muito de roupa social, mas eu respondia: “Quem sabe quando for a minha”. Nessas ocasiões fico muito triste com o que vejo estampado no rosto de certas pessoas. Respeito o lado político de cada um. Muitos dos que estavam lá estiveram com o Fernão e o PT durante toda a campanha, mas sempre existem aqueles que já foram Sartori, Jango e até mesmo Chedid e lá estavam apenas à espreita, tentando garimpar um espaçozinho, um cargozinho... Lamentável. E também estavam presentes aqueles que, vestidos de forma impecável (esses, sim, de terno), se comportavam como se fossem eles os prefeitos. Vá entender.
BADERNA CULTURAL
Nestes últimos dias, as secretarias não têm quem responda por elas. Apesar da boa vontade dos funcionários de carreira e de alguns dos secretários, assim fica muito difícil de qualquer coisa acontecer em nossa cidade. Num momento como esse, os conselhos municipais poderiam ter um papel fundamental no andamento dos projetos atuais e na assessoria aos que podem vir a assumir as pastas. Infelizmente, preciso dizer poderiam, pois a maioria dos secretários não faz a menor questão de trabalhar em parceria com os conselhos, não os informa, tampouco os consulta. No caso da Secretaria de Cultura e Turismo, tivemos muita dificuldade enquanto conselho em trabalhar junto a ela. Na última sexta, tive a oportunidade de conversar com o secretário Cléber Centini, que se mostrou aberto e disposto a ouvir os conselhos do conselho. No entanto, as circunstâncias políticas nos fazem aguardar (embora já saibamos alguns nomes) quem estará à frente da Cultura e outras pastas. De qualquer forma, se todos os futuros secretários se dispuserem a fazer valer a lei e tomarem as decisões em parceria com os conselhos, nossa cidade teria muito a ganhar.
PRA FINALIZAR
“O sentimento mais forte que sente uma pessoa que não é livre é o ódio por quem lhe tirou a liberdade” (Eduardo Vega)
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