Sindicato dos Bancários de Bragança e Região e caravana da Fetec abrem campanha de negociação salarial

O Sindicato dos Bancários de Bragança e Região e a caravana da Federação dos Trabalhadores em Empresas de Crédito (Fetec) abriram, nessa quarta-feira, 8, em Bragança Paulista, os trabalhos de mobilização pela Campanha Nacional de negociação salarial.

O manifesto foi realizado na Praça Raul Leme por volta das 10h, quando bandeiras vermelhas e brancas mudaram o cenário das ruas. Os manifestantes percorreram as agências bancárias e, na frente de cada uma delas, pararam, informando o que estava acontecendo.

No interior das agências, um mágico, personificando um banqueiro, mostrava à população como fazer mágica com o dinheiro do cliente e usuário, explicando o slogan “Chega de Truques, Banqueiro”.

“Acabo de receber a informação de que, apenas nesta agência, foram atendidos, ontem, 1050 clientes e que o último cliente saiu após às 18h. Isso mostra que se precisa de mais funcionários, que estamos todos sobrecarregados. Mais que isso, é desrespeito ao cliente ter que ficar na agência até às 18h. Se a agência fecha às 16h, ele deve ter ficado, pelo menos, duas horas esperando atendimento”, contou Fernando Antônio Biasetto Jr., diretor do sindicato, ao se referir a fato ocorrido na agência da praça do Santander no último dia 7.

“Precisamos do apoio da população, que junto aos bancários é mais sacrificada, para que os banqueiros e executivos enriqueçam cada vez mais às nossas custas. A Campanha está só começando e quem se sente prejudicado tem que unir e lutar”, declarou o presidente do Sindicato de Bragança, Rodrigo Franco Leite.

A data base dos bancários é em 1º de setembro. A negociação será feita entre o Comando Nacional, coordenado pela Contraf-CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro da Central Única dos Trabalhadores) e a Fenaban (Federação Nacional dos Bancos), além de representantes dos seis maiores bancos públicos e privados do país.

Entre os principais pontos da pauta de reivindicações, destacam-se: o reajuste salarial de 10,25% (que representa aumento real de 5% mais a reposição da inflação projetada de 4,97% para o período), piso de R$ 2.416,38 (salário mínimo calculado pelo Dieese), participação nos lucros ou resultados (PLR) de três salários mais parcela fixa adicional de R$ 4.961,25, além de vales-refeição, cesta-alimentação e auxílio-creche no valor de R$ 622,00 cada. As duas primeiras rodadas de negociação já estão marcadas para os dias 7 e 8, 15 e 16.

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