Servidoras e servidores do IFSP Câmpus Bragança Paulista (IFBRA) marcaram presença na manifestação
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Educação

Servidores em greve realizam ato na Av. Paulista em defesa da Rede Federal de Educação

Mesmo em greve, IFSP - Bragança Paulista é ponto de arrecadação de donativos para os atingidos pelas enchentes no RS

Na tarde da última quinta-feira, 9, servidores técnicos-administrativos (Taes), docentes e estudantes de universidades e institutos federais de ensino de várias cidades do estado realizaram ato unificado na Av. Paulista em defesa da Rede Federal de Educação.

Taes do Câmpus São Paulo (IFSP-SPO) também participaram dos protestos

Em greve há mais de um mês os servidores públicos federais, professores e Taes, apoiados por estudantes, requerem reposição salarial, recomposição orçamentária, reestruturação das carreiras, fim das intervenções e revogação do Novo Ensino Médio (NEM). Estudantes ainda reivindicam melhorias na infraestrutura, segurança, manutenção de laboratórios e alimentação. Empunhando cartazes com frases como “Você pagou com traição a quem sempre lhe deu a mão”, “Haddad tira essa granada da nossa mão”, “Falta de orçamento é coisa grave” e gritos de guerra como “Um, dois, três, quatro, cinco mim, revoga a reforma (do Ensino Médio) ou paramos o Brasil!”, o movimento percorreu o centro de São Paulo interditando duas das faixas da Avenida Paulista.

Em meados de abril o Governo Federal, em mesa de negociação, ofereceu 9% de reajuste em 2025 somados a mais 3,5% em 2026, com 0% em 2024 que foram rejeitados pelas categorias.

O movimento grevista iniciado em 11 de março de 2024 pelos servidores técnico-administrativos foi ganhando força dia após dia com a adesão de docentes, totalizando, atualmente, 43 universidades federais, dois Cefets (Centros Federais de Educação Tecnológica) e mais de 500 campi de Institutos Federais paralisados em todo o Brasil.

No dia 8 de maio, Andes, Fasubra e Sinasefe enviaram carta conjunta ao Congresso Nacional solicitando auxílio para intermediação nas negociações com o governo federal. “Apesar da disposição do(a)s servidore(a)s em negociar com os Ministérios da Educação (MEC) e da Gestão e Inovação do Serviço Público (MGI), o governo vem apresentando entraves e postergando o andamento das tratativas. Após as categorias rejeitarem a proposta apresentada pelo governo, considerando a proposta de 0% de reajuste salarial e recomposição orçamentária no ano de 2024, protocolamos, no dia 26 de abril, solicitação de nova mesa e negociação. No entanto, até o momento, não obtivemos qualquer resposta. Mesmo diante de uma grande greve nacional, com 43 Universidades, 2 Cefets e mais de 500 campi dos Institutos Federais parados, o Ministro da Educação, Sr. Camilo Santana, ainda não nos recebeu.”, diz trecho da carta.

O ato unificado foi organizado pelas centrais sindicais Sinasefe-SP (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores TécnicoAdministrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil), Adunifesp (Associação dos Docentes da Universidade Federal de São Paulo), Adufscar (Sindicato dos Docentes das Instituições Federais de Ensino Superior dos Municípios de São Carlos, Araras, Sorocaba e Buri), Sintunifesp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de São Paulo), Sintufscar (Sindicato dos Trabalhadores Técnicos-Administrativos da Universidade Federal de São Carlos), Sintufabc (Sindicato dos Trabalhadores das Universidades Federais do ABC), pelos Diretórios Centrais de Estudantes (DCE) da UNIFESP, IFSP, UFSCAR e UFABC e pelas Associações de Pós-graduandos (APG) da UNIFESP, da UFSCAR e da UFABC.

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