Se Jesus fosse menino,
Eu certamente me deixaria cativar por seu risinho doce
E seus olhinhos espertos,
Ansiosos por desvendar o mundo
E as possibilidades da Vida com que seu Pai lhe agraciou.
E brincaríamos juntos, com a inocência de quem,
Em si, não reconhece valor algum,
Mas todo mérito atribui ao Pai.
E passaríamos tardes inteiras entretidos um com o outro,
Nossa companhia nos bastaria para trazer um pouco de paz e alegria ao coração.
Ele docemente me chamaria Aninha,
E eu, travessa como sempre, o chamaria “Meu menino Jesus”...
E ralaríamos os joelhos, choraríamos escandalosamente, comeríamos doces e outras besteiras,
Deitaríamos na relva para admirar o céu à noite.
Ah... Se Jesus fosse menino,
Minha alma se encheria de uma alegria misteriosa e fumegante,
E eu também, como que num passe de mágica,
Voltaria a ser Aninha.
Mas espere, quem foi que disse que os filhos crescem para os pais?
Somos eu e Jesus e vocês todos, crianças do Altíssimo,
Que, movido por um amor que beira a insanidade,
Resolveu fazer morada em nós.
Que o Espírito que hoje preenche de Vida a vida de nossos pequenos,
Mais uma vez nos visite,
Relembrando-nos da urgente necessidade de mantermo-nos crianças!
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