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Palavras de Amor e Vida

Palavras de amor e vida no evangelho dominical

Evangelho de São Marcos, 1, 12-15

1º Domingo da Quaresma – Ano B – Naquele tempo 12 o Espírito levou Jesus para o deserto. 13 E ele ficou no deserto durante quarenta dias e aí foi tentado por satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. 14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus e dizendo: 15 “O tempo já se completou e o reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no evangelho!”. – Palavra da salvação. 

Na quarta-feira passada, denominada “Quarta-Feira de Cinzas”, teve início, na Igreja Católica, o “Tempo da Quaresma”. É um período de quarenta dias que vai até o Sábado Santo e em que as leituras bíblicas nos conduzem para uma reflexão sobre nossas atitudes. É tempo de preparação para acompanharmos a paixão de nosso Senhor Jesus Cristo até o monte Calvário, até o desfecho da cruz. É um tempo de penitência e de oração para perdão de nossas faltas.  

“O Espírito levou Jesus para o deserto”. Seja esclarecido que o Espírito que leva Jesus para o deserto é o Espírito Santo. Após receber o batismo, Jesus se retira para o deserto a fim de se preparar, com jejum e orações, para a missão de salvar a humanidade que havia sido banida do jardim do Eden pelo pecado de Adão e Eva (Gn 3, 16-24). Esta preparação termina com Jesus superando as tentações do Maligno. “A tentação de Jesus manifesta a maneira que o Filho de Deus tem de ser Messias – o oposto da que lhe propõe Satanás e que os homens (Mt 16, 21-23) desejam atribuir-lhe. É por isso que Cristo venceu o Tentador por nós: ‘Pois não temos um sumo sacerdote incapaz de compadecer-se de nossas fraquezas, pois Ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado’ (Hb 4,15). A Igreja se une a cada ano, mediante os quarenta dias da Grande Quaresma, ao mistério de Jesus no deserto” (CIC 540). 

“Jesus foi para a Galileia, pregando o evangelho de Deus”. Após sua preparação durante quarenta dias, Jesus inicia a pregação do evangelho (boa notícia) de Deus pela Galileia, que era a região mais distante do centro religioso judeu estabelecido em Jerusalém. O evangelista diz que Jesus foi para a Galileia, mas na realidade era ali que Ele vivia. Nasceu em Belém, na Judeia, mas cresceu e viveu em Nazaré e, no início de sua vida pública, se mudou para Cafarnaum (Mt 4,13), ambas cidades da região da Galileia. Cresceu e viveu no meio dos judeus pobres e de pagãos. Começa, portanto, a pregar o evangelho no meio das pessoas com quem Ele convivia. Ensina assim que a boa notícia (evangelho) deve ser, antes de tudo, anunciada onde se vive. 

“O tempo já se completou”. Desobedecendo a Deus, Adão e Eva foram expulsos do Paraíso. Estabeleceu-se aí um tempo de castigo para eles e para toda a humanidade (Gn 3,1-24). Esse tempo termina com a vinda de Jesus para tornar possível ao ser humano viver novamente junto do Pai. A morte física, depois do sacrifício de Cristo, passa a ser o início de uma vida nova para aqueles que aceitam e vivem conforme o Evangelho. 

“O reino de Deus está próximo”. “Para cumprir a vontade do Pai, Cristo inaugurou o Reino dos céus na terra (Conc. Vat. II, LG 3). Ora, a vontade do Pai é ‘elevar os homens à participação da Vida Divina’ (Conc. Vat. II, LG 2). Realiza tal intento reunindo os homens em torno de seu filho, Jesus Cristo. Esta reunião é a Igreja, que é na terra, ‘o germe e o começo do Reino de Deus’” [(Conc. Vat. II, LG 5) (CIC 541) (veja comentário do 3º domingo do tempo comum)]. 

“Convertei-vos e crede no evangelho”. Converter-se é mudar de vida. Deixar tudo o que seguia antes de conhecer Jesus para seguir apenas o que Jesus nos ensina em seu evangelho. Evangelho quer dizer Boa Notícia ou Boa Nova ou Novidade. Nada mais é do que o ensino que Jesus nos transmite e que quem o aceita transmitirá aos demais seres humanos. Por ele, todos são filhos do mesmo Pai, que é Deus. Entre os homens e mulheres, não há distinção nem pelos bens nem pelos conhecimentos que possuem. Não há privilegiados no reino de Deus (mesmo comentário do 3º domingo do tempo comum). 

 

Paulo Trujillo Moreno é professor, bacharel em direito, formado em Teologia para leigos e participante das Pastorais Familiar e Litúrgica.

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