O trânsito caótico de Bragança Paulista tem solução? Saiba o que os candidatos a prefeito pensam sobre o problema

Um dos problemas mais críticos de Bragança Paulista nos últimos anos passou a ser o trânsito. Não só nas regiões centrais, mas também em outras vias em que os bairros cresceram, o fluxo de veículos aumentou consideravelmente, ocasionando, frequentemente, congestionamentos de grandes proporções.

A reclamação é crescente e, assim, certamente será um dos pontos que o próximo prefeito de Bragança Paulista terá para se preocupar.

Dando prosseguimento às entrevistas que o Jornal Em Dia realizou com os prefeituráveis, acompanhe as propostas de cada um deles para essa área.

 

Jornal Em Dia – A cidade como um todo precisa de uma profunda reformulação na área do trânsito. Quais as suas propostas a curto, médio e a longo prazo?

 

Fernão Dias – A longo prazo, o anel viário em Bragança. A curto prazo, uma política eficaz de desvio do trânsito, principalmente de cargas pesadas, de caminhões médios e grandes do centro da cidade, fazendo rotas alternativas para os caminhões através do Guaripocaba, não mais pela entrada principal da cidade, passando pela Alberto Diniz e o Circuito das Águas, mas tirando todo o fluxo de médios e grandes caminhões das áreas centrais com rotas alternativas, num primeiro momento. Num segundo momento, o anel viário.

 

Fred Zenorini – Primeira coisa é rever a indústria das multas. Porque a cidade tem vivido casos de radares que são colocados em diversos pontos... Tem lugares que os radares são fundamentais, mas nunca a administração apresentou números, em relação a isso, para comprovar que o radar se faz necessário. Em médio prazo, é se pensar na ciclovia e nas ciclofaixas, principalmente no acesso da população da zona norte para a área central, que é uma região onde a própria geografia favorece e tem muita gente que usa a bicicleta como meio de transporte. Outra questão é com relação às obras, realizadas em período eleitoral e que atrapalham bastante o trânsito, devido à falta de planejamento e critério. Às vezes, a Prefeitura recapeia uma rua e já tem que mexer naquilo de novo, é preciso mais planejamento e também qualidade no recapeamento. Não adianta nada ter uma camada asfáltica, o que já foi denunciado pelo Jornal Em Dia, que tem uma espessura vergonhosa.

 

Renato Frangini – A longo e médio prazo, nós estamos atrás de recursos do governo estadual e do governo federal para construir uma ligação entre a Fernão Dias, a estrada de Itatiba, a estrada de Amparo, ligando a estrada de Socorro. Então, uma grande via ligando a Rodovia Fernão Dias à estrada de Socorro para desviar o trânsito pesado. Nós temos, de imediato, que eliminar algumas lombadas, substituir algumas rotatórias por semáforos, vamos eliminar radares, substituindo-os por lombadas eletrônicas, vamos recuperar rapidamente o piso. Vamos fazer uma central de monitoramento de tráfego integrada, com condições de você estar comandando e gerenciando o tráfego e, principalmente, colocar os nossos agentes de trânsito na orientação do trânsito e não aplicando multas. Vamos criar também terminais rodoviários, interligação entre as linhas de ônibus, uma circular, painéis eletrônicos de sinalização também estão no nosso programa de governo; a integração dos semáforos, formando o que a gente chama de onda verde, conforme vai abrindo um o outro já fecha e faz uma onda verde para um fluxo intenso de veículo ou pelo menos para um fluxo melhor de veículos. E o que nós precisamos também, urgente, é uma campanha educativa constante e a redução da tarifa de ônibus de R$ 2,80 para R$ 1,90, que é a tarifa social. Com isso, nós esperamos que uma boa parte da população se utilize do transporte coletivo, que nós estamos incentivando com essa tarifa social, e com isso diminua o fluxo de veículos particulares e móveis na cidade, melhorando o trânsito. Nos também vamos disciplinar o trânsito e o tráfego de veículos pesados em determinados horários durante o dia e também faremos a construção de calçadões, desde que a gente discuta previamente com os vários setores da sociedade essa implantação.

 

Gustavo Sartori – De imediato, nós temos uma grande equipe que está fazendo um planejamento de curto, médio e longo prazo na área do trânsito. Temos pessoas ligadas ao DER (Departamento de Estradas e Rodagem do Estado de São Paulo), pessoas que trabalharam na CET (Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo) nos auxiliando nesse grande projeto que vamos implantar na nossa cidade. Hoje, são aproximadamente 90 mil veículos na nossa cidade e nenhuma rua foi aberta ou ampliada durante esses últimos 10 anos. O que nós vamos fazer? Já temos algumas ruas e avenidas que temos que mexer de imediato, uma delas é a Avenida dos Imigrantes, que está dentro dos nossos estudos de ampliação. Temos que ligar o São Miguel ao Campo Novo, fazendo todo aquele asfalto, para tirar o trânsito ali de quem quer cortar aquele pedaço, não cruzando a Avenida dos Imigrantes. Temos que trabalhar intensamente na Perimetral, que é um mini-rodoanel na nossa cidade, com o objetivo de tirar o tráfego pesado dos caminhões. Temos que trabalhar com horários de caminhões e também utilizar muito as saídas da Rodovia Padre Aldo Bollini. Temos que trabalhar também com a duplicação da Atílio Menin, da Dom Bosco, entre outras. Isso a médio e a longo prazo, mas, de imediato, o que a população espera é ter agentes de trânsito acompanhando o trânsito de nossa cidade nos horários de pico, das cinco às seis horas da tarde, na Praça Jan Tomas Bata, na Praça do Lavapés. E pode esperar, vai ter agente de trânsito trabalhando intensamente para auxiliar e orientar na educação do trânsito de nossa cidade. É dessa forma que vamos construir uma cidade melhor. Na região da zona norte, nós vamos fazer passarela ligando o São Miguel ao Recanto Elizabete para atender melhor àquela população. Temos que fazer um acesso ao Jardim Iguatemi, pois aqueles moradores hoje têm de fazer um retorno próximo ao trevo de Tuiuti. No Parque dos Estados, na Fraternidade, vamos fazer uma passarela ali também e vamos fazer uma passagem em desnível, ligando o Parque dos Estados, Planejada II, tendo acesso muito melhor para aquelas pessoas que ali moram e trabalham. E também vamos construir uma rotatória próximo à Santer, pois ali o tráfego de caminhões é muito grande e nós temos que estar atentos para aquela região.

 

João Carlos Carvalho – A curto prazo, temos que promover um grande estudo, um estudo único de trânsito em Bragança. Isso eu já falo há muito tempo como vereador, como presidente da Câmara. Temos que promover um sistema único de trânsito, em todas as regiões, o sistema tem que ser igual, porque hoje a densidade automobilística no nosso município é intensa. Há seis anos, tínhamos a média de 50 mil veículos, hoje, estamos chegando na casa de mais de 100 mil veículos circulando nas ruas o dia todo. Em curto prazo, faremos um projeto para sistematizar o trânsito com sistema viário único, tirando as rotatórias da Avenida dos Imigrantes e criando retornos com distanciamento, para dar uma fluidez no trânsito. A Avenida José Gomes da Rocha Leal tem que ser estudada, para ter estacionamento de um lado só. As travessas dessas vias também têm que ser transformadas em mão única de direção e estacionamento. Assim como nos bairros urbanos. Hoje, a gente fala muito do Centro, mas todos os bairros enfrentam problemas no trânsito. Para quem anda, para quem conhece Bragança, os congestionamentos você tem na Vila Bianchi, no Jardim Recreio, no Toró, no Paturi, dependendo do horário. Em curto prazo, farei então um estudo urgente, para criar espaço para os automóveis, para o trânsito ter fluidez. Em médio prazo, o projeto de trânsito, feito por uma equipe especializada. E em longo prazo, trabalharmos junto ao governo do estado e até o governo federal para criarmos vicinais, perimetrais, para tirarmos o trânsito pesado do centro do município e construirmos os terminais de carga, ao redor do município, a fim de evitar a circulação de caminhões pesados, que realizam carga e descarga no comércio. O nosso pensamento é esse, vamos criar os estacionamentos municipais, através de edifícios garagens, o que pode ser plenamente feito, através de licitação para a iniciativa privada, por meio de parceria público privada. Opções, temos várias, o que precisa é se tomar decisão.

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