Eu já vi isso acontecer, não na pele, não como queria ter visto e participado, mas vi. Foi assim com Cristo, o Deus encarnado, o amor insano de Deus transmutado em homem. O Deus acessível, o homem cuja bondosa e generosidade só podia mesmo vir de sua natureza divina, também foi ferozmente perseguido.
Inquirido, confrontado; a ameaça que a bondade produz na mente dos poderosos, sejam eles de que era forem, é mesmo perturbadora.
Um Deus fadado ao fracasso, pasmem. Um homem disposto a cumprir a vontade de seu pai até as últimas consequências.
É assim também com Padre Júlio, como ele mesmo relatou em uma entrevista. O fracasso é o que esperam aqueles que, corajosamente se dispõem a fazer a vontade do Pai. Andar entre os pobres, os marginalizados, dar-lhes de comer e alguma dignidade... Que afronta!
Ou, nas palavras de Paulo aos filipenses: “Porque para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro”.
Padre Júlio é a personificação de um exímio seguidor do Nazareno, talvez por isso, incomode tanto.
Coincidentemente assistindo à série The Chosen, cujo enredo consiste em mostrar Jesus encontrando e escolhendo seus discípulos, fica quase impossível não enxergar o Padre Júlio entre um deles, o mais devotado, o mais corajoso.
Não sei como foi o encontro de Júlio com Cristo, mas imagino que tenha sido arrebatador.
Ele sabia que estava diante de um achado, um homem cuja vida, toda a vida, em todas as suas esferas, seria impactada pelo irresistível amor do Altíssimo.
Gosto desse seu título “Altíssimo”, mas contraditoriamente, estou cada vez mais convencida de que é Ele um Deus absolutamente acessível e há tempos que está entre nós.
Em cada irmão de rua, em cada alma perdida e em cada corpo exaurido pela dureza da vida. Aliás, permitam-me uma retificação: não são irmãos de rua, são nossos irmãos em Cristo.
Tal como aconteceu com o próprio Messias, agora, Pe. Júlio sofre perseguição. O que me indigna, mas sem ser uma surpresa, afinal, aqueles que o seguem seriam mesmo perseguidos, o amor continua incomodando.
O que me consola é saber que ele não está sozinho, de fato, nunca esteve.
Cristo o acompanha, sempre o fez. Então, que venham os impropérios, as mentiras e acusações todas. Agitem-se os poderosos e sua frágil arrogância. Aquele que faz a vontade do Pai não se permite retroceder, nem tampouco intimidar-se. O maltrapilho de Nazaré, o menino pobre cuja existência justifica por si só a fundação do mundo e sobre quem está o poder do Altíssimo, é este quem o acompanha. A voz forte a ponto de fazer cessar a tormenta e doce a ponto de acalmar o coração mais aflito, a esperança e o desejo de reconciliação com o Pai, nosso Redentor!
Padre Júlio é um escolhido dEle e certamente, um dos mais amados.
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