Não desanimemos...

Impossível não comentar, caros leitores, sobre o crime que projetou Bragança Paulista nos noticiários nacionais nessa semana novamente, infelizmente.

A crueldade do crime de esquartejamento abalou a sociedade de forma muito mais forte do que outros crimes de homicídio que costumam ser noticiados.

Mas, independentemente da forma utilizada, é lamentável acompanhar as manifestações de violência na sociedade. Vivemos numa era de descobertas diárias sobre novas tecnologias, formas de tornar a vida mais prática, avanços na medicina, com o surgimento de novos tratamentos e medicamentos, enfim, mesmo assim, os casos de violência e a crueldade empregada em algumas situações ainda chocam porque continuam acontecendo.

Isso só demonstra que o mal está presente, assim como desde o início dos tempos, e está ocupando espaço. Cabe a nós, enquanto pessoas de bem, nos comprometer a não deixar que ele prevaleça, alimentando o bem.

Quando nos deparamos com situações de horror como a dessa semana e o também recente homicídio de um homem seguido do estupro de sua esposa, é normal que um sentimento de impotência sobre o mal nos venha a assolar a mente. Mas, é necessário nos recuperar disso e refletir que somos dotados de força capaz de, se não exterminar, neutralizar o mal da nossa sociedade. E fazer isso não com ações de violência, mas com atos benéficos e mudança de atitude.

Costumamos nos surpreender com crimes que acontecem diariamente, mas temos de atentar que, geralmente, eles não acontecem por acaso. É preciso tomar cuidado e não se envolver com pessoas sem conhecê-las e principalmente não provocar situações que possam fugir a nosso controle. É preciso também refletir que a Internet e outros avanços tecnológicos proporcionaram a possibilidade de contato entre pessoas do mundo todo, a qualquer tempo, em fração de segundos, porém, as pessoas se esqueceram de que não são robôs e que as relações pessoais são muito importantes na vida real.

Em outras palavras, o mal não nasce órfão. É preciso dar mais atenção às crianças, a nossos filhos, a quem esteja precisando de um ouvido ou ombro amigo. É necessário corrigir, na hora certa, mas com firmeza, porque não se aprende — valores, ética, caráter, o caminho do bem — sozinho. Também é preciso parar de fingir que certos problemas não são conosco. O problema das drogas, por exemplo, atualmente, se disseminou como uma pandemia. Já chega de dar de ombros e só nos preocupar quando realmente somos atingidos. E, mais importante, não podemos desanimar nem nos conformar e acreditar que tudo está perdido, que é o fim, quando crimes horríveis como esses acontecem. Não. É, então, preciso ainda mais força para fazer a nossa parte a fim de que o bem prevaleça e saiamos vitoriosos dessa terrível batalha.

 

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