Secretário Furlan explica que a área é invadida e, por isso, a Prefeitura pouco pode fazer
Moradores do Green Park se reuniram, na tarde de terça-feira, 29, na Garagem Municipal, com o secretário municipal de Serviços, José Carlos Furlan, a fim de solicitar melhorias na infraestrutura do bairro.
As reclamações incluíram o fato de o Green Park não ter galerias de águas pluviais, captação de esgoto e asfalto, o que ocasiona diversos problemas, como esgoto correndo pelas ruas, barro e poeira.
Eles contaram ao secretário que também já pediram que ônibus das linhas municipais passem pelo bairro, mas a empresa responsável pelo transporte público informou que antes é preciso melhorar as condições das ruas.
Assim, a principal reivindicação foi para que as ruas do Green Park sejam asfaltadas, além de alargamento de uma via que dá acesso à Rodovia Benevenuto Moretto.
O secretário Furlan explicou que o principal problema do bairro é o fato de ser invadido. “O grande problema do Green Park é que é uma área invadida, esse é o ponto principal. A Prefeitura está impossibilitada de fazer qualquer tipo de melhoria numa área invadida e nós temos grandes problemas lá”, esclareceu.
Furlan disse ainda que outro problema para a construção de galerias de águas pluviais é a necessidade de retirar casas já construídas no local, mas o impedimento legal de a Prefeitura desapropriar a área. “Não é possível fazer as galerias de águas pluviais porque foi tudo construído desordenadamente. Então, o ponto baixo, onde a galeria teria de passar, tem casa. Não dá para a Prefeitura desapropriar esse imóvel sendo que esse imóvel não está regularizado”, detalhou.
Assim, o secretário municipal de Serviços disse que levará as reivindicações dos moradores ao prefeito e ao Departamento Jurídico da Prefeitura e que, se houver aval do prefeito João Afonso Sólis (Jango) e manifestação favorável do Jurídico, fará uma obra de asfalto no bairro em algumas ruas. Ele adiantou que pode haver impedimento para realizar a obra devido ao ano eleitoral.
Furlan alertou que o único problema que vai surgir caso a obra seja feita é que quando chover as casas da região baixa vão sofrer porque o volume de água vai aumentar. “Uma coisa tem que ficar bem clara. As casas que vão ficar na parte debaixo vão sofrer com água. O volume de água vai ser maior. Vai ser um quebra-galho, mas vai ser um quebra-galho muito bom para vocês”, disse o secretário.
Questionado sobre o tempo para fazer a obra, Furlan disse que tem equipamentos, material e mão de obra e que precisa mesmo só do aval do prefeito e do Jurídico. Tendo isso, em 20 dias sem chuva ele acredita ser possível realizar a obra.
“Pode contar comigo que vou ajudar vocês sim. Não tendo impedimento algum, por causa do ano eleitoral, eu acredito que o prefeito vai atender com a maior boa vontade”, disse Furlan, afirmando que levará às solicitações ao prefeito e registrando que é do loteador a responsabilidade de fazer a infraestrutura nos loteamentos, mas que a Prefeitura acabou herdando casos como o Green Park de outras administrações as quais foram omissas e autorizaram ou não fiscalizaram novos loteamentos na cidade.
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