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Linguiça Mecânica

“Projeto” Red Bull Bragantino acelera!

Nas últimas semanas, foi liberada a presença dos torcedores nos estádios brasileiros, ainda que apenas em uma parte das arquibancadas. E, no Nabi Abi Chedid, ou Nabizão, não foi diferente. A torcida de Bragança Paulista vai aos poucos se familiarizando e se aproximando do time que vem encantando neste ano de 2021. O Campeonato Brasileiro de 2020, primeiro com a gestão da Red Bull no Bragantino na principal divisão do futebol brasileiro, foi disputado inteiro sem a presença dos torcedores devido à pandemia da Covid-19.

Mas é bom os torcedores do ex Clube Atlético Bragantino já irem se acostumando, pois esta será uma situação frequente ao longo dos próximos anos. Ou seja, o Bragantino chegou para ficar entre os principais times do país.

Após terminar a 1ª fase do Campeonato Paulista como líder do Grupo C, logo caiu nas quartas de final para o Palmeiras, e isso só mostra quão rápida está sendo a evolução do Red Bull Bragantino nesta temporada de 2021. Na disputa do Brasileirão deste ano – que está em sua reta final – o time vem se mantendo quase toda a disputa entre os cinco primeiros colocados, e uma vaga na Copa Libertadores de 2022 se mostra cada vez mais próxima. Isso sem falar que já está na final da Copa Sul Americana, a 2ª competição continental mais importante da América do Sul.

Por que o C. A. Bragantino?

E com o sucesso batendo à porta, uma pergunta surge. Por que a empresa Red Bull não foi atrás de outro time, talvez com maior expressão no Brasil, como, por exemplo, o Botafogo/RJ, já há décadas em péssima situação financeira e estrutural?

Quem nos dá a resposta é o diretor executivo do RB Bragantino, Thiago Scuro, em entrevista concedida ao programa “Mauro Cezar Entrevista”, do UOL Esporte.

“Eu vejo o aspecto das dívidas (financeiras dos clubes) mais gerenciável do que a boa vontade dos dirigentes, ou da parte política, em renunciar o controle do futebol. E é o renunciar de estar no vestiário em todo o jogo. Ou o renunciar de dar entrevistas três vezes por semana, ou a relação com os jogadores, com o treinador”...

“No Bragantino, a Red Bull controla 100% a operação sobre o futebol. Ou seja, contratação de técnico, modelo de jogo, contratação de jogadores. Sem interferências externas. E qual clube grande do futebol brasileiro tem capacidade de renunciar a todas essas interferências externas hoje?”, questionou Scuro.

Para resumir: os clubes brasileiros em sua maioria se resumem a brigas políticas dentro da própria agremiação para ver quem vai ter maior voz e controle dentro do clube. O modelo de gestão da Red Bull vai ao contrário disso. E, com um modelo quase único no futebol brasileiro, deve rapidamente ganhar ainda mais destaque frente a capengas administrações, muitas dos quais gigantes do futebol brasileiro.

O projeto do RB Bragantino começa a se desenhar e a se mostrar cada vez mais para os torcedores e para a cidade de Bragança Paulista.

Gabriel Câmara é jornalista e editor do site Lendas do Futebol

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