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SUB-VERSÃO

Hapiness Land - Um reino bem, bem distante...

O reino de Hapiness Land ficava em uma região privilegiada da Terra. Lá, além da beleza exuberante da fauna e da flora, e da rica biodiversidade, seus habitantes ainda contavam com o privilégio de não terem episódios de tufões, terremotos e outros desastres naturais. Era mesmo uma terra abençoada!

Mas nunca se pode estar a salvo de tudo, visto que pior que qualquer desastre natural era a figura de seu novo rei, que, desrespeitando o anterior, o forçara a sair do trono, através de uma espécie de golpe, meticulosamente arquitetado para que, enfim, chegasse ao poder.

Trata-se, para a infelicidade do povo de Hapiness Land, de uma figura risível, para não dizer, asquerosa. E só de pensar que um de seus cinco filhos pode um dia ascender ao poder, chego a sentir náuseas. São quatro meninos mimados, que vivem a correr pelo castelo e a fazer mal criações em nome e sob a proteção do pai. Há uma menina também, mas essa, o próprio rei tratou de enfatizar em um de seus muitos desastrosos discursos, ter sido uma “fraquejada” dele.

O fato é que o povo de Hapiness Land, não sei se desiludido que estava, ou tolo mesmo, ou ainda dotado de grave falha de caráter, apoiou o tal rei em sua ascensão, e hoje sofre as consequências terríveis de sua má escolha. O desemprego em Hapiness Land aumentou, a fome também, apesar de o rei o negar. E o pior, o meio ambiente, orgulho e riqueza de Hapiness Land, vem sendo tratado com um descaso que chega a ser literalmente criminoso. O povo perdeu seus direitos trabalhistas e agora vê-se à mercê de sanguinários patrões.

Em Hapiness Land acontecem mesmo coisas muito estranhas, lá, os peixes, inteligentes que são, fogem das manchas de óleo que ameaçam os mares, acreditam? E é mesmo uma pena que o povo não faça o mesmo diante da realidade cruel que tem vivido sob o cetro do rei ignorante.

Em Hapiness Land, há muita desigualdade social, e por consequência, muita violência. Os guardas, sob ordens reais, têm massacrado o povo da periferia do castelo. Crianças aldeãs têm constantemente sido alvos de flechas perdidas, e o pior, nenhum guarda real nunca é responsabilizado por isso. Seus superiores sempre alegam que estavam em confronto com bárbaros que há tempos ameaçam as periferias.

O citado rei chegou ao poder, através da ajuda de falsas notícias, alardeadas ao povo e com a premissa de acabar com a corrupção, quando na verdade, ela só tem aumentado em seu reinado.

Censura, ignorância e incerteza são agora sinônimos da vida em Hapiness Land. Uma verdadeira caça às bruxas, imaginárias, é claro, aquelas que só vivem e representam algum perigo na mente má do próprio rei. Aliás, nunca vi nenhum monarca desferir tanto ódio antes... Ódio contra os homossexuais, as mulheres, os negros, os índios. Ódio contra seu povo!

Chega a ser desanimador, quando não revoltante, ver a que se resumiu o reino de Hapiness Land. No entanto, minha pouca esperança reside no fato de que todo, todo reinado um dia chega ao fim. Esse já passou da hora de acabar. Mas quando isso acontecer, ele terá acabado com parte grandiosa do que é seu povo e do que foi um dia o reino amado de Hapiness Land.

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