Greve dos funcionários dos Correios tem baixa adesão da categoria

Os funcionários da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) iniciaram greve na quarta-feira, 19, após não haver acordo entre a empresa e o sindicato na audiência de conciliação realizada nessa mesma data, em Brasília.

Pelo fato de não ter havido acordo, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) vai levar a julgamento o dissídio dos funcionários dos Correios. A ministra Kátia Arruda será a relatora, mas ainda não há data definida para o julgamento.

Na audiência de 19 de setembro, o TST ainda concedeu liminar determinando que os sindicatos garantam efetivo mínimo de 40% por unidade, sob pena de multa diária de R$ 50 mil.

O salário inicial de carteiros, atendentes comerciais e operadores de triagem e transbordo é R$ 942,00. Os sindicatos ligados a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios, Telégrafos e Similares) reivindicam 43,7% de reajuste, R$ 200,00 de aumento linear e piso salarial de R$ 2.500,00. Outros quatro sindicatos dissidentes (São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins e Bauru), que se desfiliaram da federação, pedem 5,2% de reposição, 5% de aumento real e reajuste linear de R$ 100,00.

A empresa sustenta que o índice de reajuste de 5,2% oferecido aos trabalhadores garante o poder de compra e repõe a inflação do período.

De acordo com os Correios, 91% dos trabalhadores continuam trabalhando normalmente. Dos 120 mil trabalhadores da empresa, 10.438 aderiram à paralisação no país. Já em Bragança Paulista, 92% dos funcionários seguem trabalhando, de acordo com a assessoria da empresa, que acrescentou que a maior adesão à greve se dá por parte dos carteiros.

A aferição de presença é feita por meio de sistema eletrônico de ponto. Da carga diária, 76% está sendo entregue no prazo, o que equivale a 27 milhões de cartas e encomendas. O restante pode ter atraso de até um dia.

Para garantir a entrega de cartas e encomendas à população, a empresa está adotando medidas como realocação de empregados das áreas administrativas, contratação de trabalhadores temporários, realização de horas extras e mutirões nos finais de semana.

A rede de agências no país está aberta e funciona normalmente, sendo uma alternativa de atendimento, por meio do Banco Postal, durante a greve dos bancários. Todos os serviços de entrega dos Correios, inclusive o Sedex, estão disponíveis, com exceção dos que têm “hora marcada” (Sedex 10, Sedex 12 e Sedex Hoje e o Disque-Coleta) destinados a São Paulo capital e região metropolitana, Tocantins, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. No Rio de Janeiro, estão suspensos apenas a entrega de Sedex Hoje e o Disque-Coleta.

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