Quer conhecer mais sobre rock? Fique atento às resenhas do Sr. White, que a coluna publicará ocasionalmente. Esta é a primeira. Aproveite!
Grateful Dead originalmente não era um psicodélico. A banda foi montada em 1965 em San Francisco. Até esse período, as apresentações refletiam as influências do guitarrista Jerry Garcia, mesclando folk e bluegrass. Com a entrada de Phil Lesh (baixo), adotaram o equipamento elétrico, formando um conjunto chamado “The Warlocks”. A era do LSD ajudou a banda a incorporar um som mais moderno.
Devido a uma canção, cujo tema era o funeral de um mendigo, Jerry Garcia mudou o nome do conjunto para Grateful Dead. No final desse ano eles assinam com a Warner.
Lançado em 1967, o LP, infelizmente, não poderia trazer numa gravação de estúdio toda psicodelia apresentada em suas experiências ao vivo. Sob a direção de Dave Hassinger, que já havia produzido Jéfferson Airplane, o álbum foi gravado em Los Angeles. A dificuldade em recriar o improviso musical que marcava as performances ao vivo, bem como a falta de ajuda das rádios, não impulsionaram o disco a alcançar uma posição de destaque na parada.
Utilizando material de suas apresentações, o disco apresentava as raízes e influências da banda, tanto nas canções próprias como em suas releituras, como “Beat It Down The Line”.
O único single derivado do álbum consistia em “Golden Road” e “Cream Puff War”, lados A e B respectivamente. Merece destaque um cover de Sonny Boy Williamson, “Good Morning Little School Girl”, bem como a bela “Viola Lee Blues”, uma faixa de 10 minutos, em que se misturam o balanço e a agressividade necessários para uma boa “viagem”.
Sr. White.
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