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Palavras de Amor e Vida

Evangelho de São João 2, 1-11

Festa de Nossa Senhora de Aparecida – 12 de outubro – Naquele tempo, 1houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas, cabiam mais ou menos cem litros. 7Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9O mestre-sala experimentou a água que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!”. 11Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. – Palavra da salvação. 

– “Eles não têm mais vinho”. – “Mulher, por que dizes isso a mim? Minha hora ainda não chegou”. – “Fazei o que ele vos disser”. Esse diálogo entre mãe e filho pode parecer, ao leitor desavisado, um tanto ríspido da parte do filho, sobretudo por chamá-la de “mulher”. É preciso situar o texto em sua época. Ele foi escrito há dois mil anos. Era esse o tratamento em relação à mulher. Naquela época, sua função era de esposa e procriadora da descendência masculina. No cap. 19, ver. 26, quando Jesus está crucificado e prestes a morrer, é assim mesmo que ele se dirige a Maria dizendo: “Mulher, eis aí o teu filho”, entregando sua mãe como mãe de toda a humanidade. Não há, portanto, falta de respeito em nenhuma parte desse diálogo. Jesus não está sendo mal-educado com sua mãe, basta lembrar que na anunciação ela foi chamada de “cheia de graça” pelo anjo Gabriel (Lc 1,28). Este Jesus é o mesmo que faz parte da Trindade Santa de Deus. Foi Ele, pelo anjo, que a tratou de “cheia de graça”. Não há motivo para mudança. O que devemos destacar, neste Evangelho, são as atitudes de Maria e de Jesus. 

Maria está atenta a tudo o que acontece à sua volta. Este aviso, “eles não têm mais vinho”, é também um pedido para que Jesus intervenha e os noivos não passem vergonha diante dos convidados. Ela se revela, neste momento, a intercessora dos noivos, e preanuncia-se como a intercessora da humanidade. Ao dar a ordem, “fazei tudo o que ele vos disser”, revela a confiança de que Jesus não deixará este pedido sem sua intervenção salvadora. Maria confia no Filho que gerou, do mesmo modo como confiou no Pai ao dizer sim ao anjo Gabriel. Lá, ela colaborou para que a salvação chegasse a todos; aqui, por sua intercessão, ela colabora para que a salvação chegue a cada um, em particular. 

A resposta de Jesus, “minha hora ainda não chegou”, demonstra que ainda não era o momento de ele iniciar sua ação pública. Maria desconhece quando se daria o início. E, ao interceder pelos noivos, antecipa a manifestação de seu Filho ao mundo. Jesus não pode dizer não a um pedido de sua mãe. Assim se realiza o primeiro milagre da vida pública de Jesus, embora não seja tão publicamente. Além de Jesus, Maria e dos discípulos, somente os criados presenciaram fato tão maravilhoso. Diria até que esta manifestação pública é reservada a um número restrito de privilegiados. Os servos estão incluídos porque o Senhor veio a este mundo para salvar os humildes, os que sofrem toda espécie de injustiça e os que colocam em Deus sua esperança. Maria intercede e Jesus atende, mesmo tendo que mudar os planos divinos. Assim, meus amigos, é o projeto de Deus: peça à mãe que o Filho atende.

Paulo Trujillo Moreno é professor licenciado pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, formado em Teologia para leigos pela Diocese de Bragança Paulista e participante das Pastorais Familiar e Litúrgica da Paróquia São Benedito.

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