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Editorial

Entre risos e rezas, Brasil celebra a infância e o legado da Mãe Aparecida

Em 12 de outubro, o Brasil celebra duas datas que tocam o coração e a consciência nacional: o Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país, e o Dia das Crianças. Neste domingo, fé e ternura se entrelaçam, num convite à devoção à mãe de Jesus e à responsabilidade coletiva em prol dos direitos na infância.

A história da Mãe Aparecida remonta a 1717, quando três pescadores encontraram, nas águas do Rio Paraíba do Sul, o corpo de uma pequena imagem de barro e, depois, a cabeça. Quando juntaram as duas partes, o rio, que até então estava vazio, se encheu de peixes. O milagre se espalhou, e a imagem passou a ser chamada de Nossa Senhora Aparecida – “a que apareceu”. Desde então, ela se tornou símbolo de fé, proteção e consolo para um povo que não desiste de acreditar.

Já o Dia das Crianças nasceu em 1924, por iniciativa do deputado Galdino do Valle Filho, com o propósito de valorizar a infância e lembrar que o futuro do país começa no cuidado com os pequenos. Décadas depois, a data ganhou força popular e comercial, mas seu verdadeiro sentido é bem mais profundo: lutar para garantir direitos essenciais a cada criança brasileira.

Apesar dos avanços, ainda temos grandes problemas a serem superados quando o assunto é a primeira infância: muitas crianças ainda enfrentam abandono, fome, violência e falta de oportunidades. Por isso, neste domingo, não basta doar doces ou brinquedos; é urgente chamar a atenção para a importância de se investir em educação, saúde, esporte, lazer e saneamento básico, o que é responsabilidade do poder público e também do setor privado.

Neste dia, mais do que celebrar, precisamos discutir sobre formas de educar nossas crianças e oferecer a elas um presente e um futuro digno, com qualidade de vida, cultura e perspectivas de crescimento. Também podemos pensar como usar os adventos da tecnologia como aliadas nesse processo e combater o excesso de telas, resgatando aquelas brincadeiras simples, como pular corda, jogar bola ou pega-pega, que se tornaram um verdadeiro ato de resistência afetiva.

Precisamos nos lembrar que crescer é mais do que consumir: é viver, imaginar, criar e se conectar com o outro. Assim, que hoje possamos estar presentes à mesa com nossas crianças, trocando olhares, toques, diálogos, risadas gostosas e histórias para se lembrar.

E para aqueles que têm fé, amanhã é um dia ainda mais especial. Porque a Mãe Aparecida, que zela pelas crianças (pequenas e crescidas), também será festejada. Seus milagres e seus mistérios serão celebrados, e a devoção estará presentes nos quatro cantos do Brasil.

Que celebremos, então, a pureza, a alegria e o futuro do país, com a Mãe Aparecida nos lembrando que a fé pode nascer do improvável e as crianças nos mostrando diariamente que o amor pode mudar e renovar tudo. Entre rezas e risos, respiramos o mesmo sentimento de esperança e otimismo.

Neste 12 de outubro, desejamos que cada brasileiro encontre um momento para refletir, agradecer e expressar seus sentimentos. E que todos os dias, os adultos dediquem tempo e atenção às crianças; as escolas sejam espaços de afeto e inclusão; o Estado garanta dignidade e a fé continue a ser combustível diário para todos nós.

Que o manto azul da Mãe Aparecida continue a proteger nossas casas, e que o riso das crianças continue a iluminar o nosso caminho, hoje e sempre.

ORAÇÃO A NOSSA SENHORA APARECIDA

Ó incomparável Senhora da Conceição Aparecida,

Mãe de Deus,

Rainha dos Anjos,

Advogada dos pecadores,

refúgio e consolação dos aflitos

e atribulados,

Virgem Santíssima,

cheia de poder e de bondade,

lançai sobre nós um olhar favorável,

para que sejamos socorridos por vós,

em todas as necessidades em que nos acharmos.

Lembrai-vos,

ó clementíssima Mãe Aparecida,

que nunca se ouviu dizer que algum daqueles

que têm a vós recorrido,

invocado vosso santíssimo nome

e implorado vossa singular proteção,

fosse por vós abandonado.

Animados com esta confiança,

a vós recorremos.

Tomamo-nos de hoje para sempre por nossa Mãe, nossa

protetora,

consolação e guia,

esperança e luz na hora da morte.

Livrai-nos de tudo o que possa ofender-vos

e a vosso Santíssimo Filho, Jesus.

Preservai-nos de todos os perigos da alma e do corpo;

dirigi-nos em todos os negócios espirituais e temporais.

Livrai-nos da tentação do demônio,

para que, trilhando o caminho da virtude,

possamos um dia ver-vos e amar-vos na eterna glória,

por todos os séculos dos séculos.

Amém.

***

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