Era preciso que fosse assim. Os poderosos jamais entenderiam. Cegos que sempre foram para a simplicidade, como imaginar um rei nascendo em um estábulo?
A ameaça aos reinos todos deste mundo veio sob a forma frágil de um menino, por quem muitos aguardavam e outros tantos temiam. E porque não havia lugar para seu nascimento, nasceu numa manjedoura, acompanhado de seus irmãos animaizinhos e sob a luz da maior estrela jamais vista.
O semblante de Maria, sua mãe bendita, uma vez iluminado por tamanha luz, deixava transparecer cansaço e alegria. O menino cuja vida se desenvolvera milagrosamente em seu ventre, sob os cuidados do Altíssimo, estava finalmente em seus braços!
O mundo podia novamente ter esperança!
José, seu pai amoroso e terreno, era um misto de espanto e felicidade, afinal, o Eterno o havia escolhido para a tarefa de orientar o Verbo em sua caminhada dolorosa por esse mundo. Não conhecera a esposa, havia sido alvo dos comentários mais maldosos, daqueles a quem o milagre da concepção de Cristo gerava mais julgamento que propriamente fé. A falta de confiança sempre acompanhara a humanidade.
Mas o que estava diante de seus olhos agora, chorando e resmungando, como só os recém-nascidos fazem, era a prova de que o amor do Pai é tanto e tão absurdamente grande, que chaga a beirar a insanidade. Deus estava entre nós e isso bastava para que toda a fé nas promessas fosse restaurada.
O menino diante de quem os reis magos se curvavam chegara para restabelecer o Reino do Amor e da Misericórdia em um mundo dominado pelo egoísmo e pela ganância. A promessa da Salvação se fizera real, era feita de carne, ossos, doçura e resmunguinhos pueris!
Mas sua história estava apenas começando...
O Rei-menino, cujo propósito de vida era aniquilar os reinos da dor, das injustiças, do medo, do mal e, por fim, da morte, estava apenas começando sua experiência humana.
Assim como nós também o fazemos, todo dia, dia após dia – afinal, estamos todos sempre começando, recomeçando – e o fazemos (ou deveríamos), de maneira mais consciente nesta época festiva, em que celebramos Sua vinda. Ele está entre nós, continua entre nós, nunca nos abandonou e nos convida, a vivermos uma vida plena, uma experiência humana completa, repleta de amor e devoção, como foi a Sua.
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