news-details
Educação

Equipe do IFSP-BRA ganha medalha de prata na 14ª Olimpíada Nacional de História do Brasil

Alunas e o professor orientador contam detalhes da participação da “Corujas da Revolução” na ONHB

Nos dias 20 e 21 de agosto, sábado e domingo, a equipe “Corujas da Revolução”, do IFSP-BRA, participou com êxito da 14ª Olimpíada Nacional de História do Brasil, na Unicamp. Alessandra Maia da Silva, 17, Alinne Gomes de Souza, 17, e Laís Keiko Suthoff Takashi, 18, bem como o professor e orientador, Adriano Henriques Machado, 39, voltaram para casa com a sensação de dever cumprido após a conquista de uma medalha de prata.

A equipe, que tem seu nome inspirado no clássico literário “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, somado à simbologia da coruja, que representa sabedoria, enfrentou alguns desafios para chegar às finais da competição. Em conversa com o Jornal Em Dia, Adriano explica que 2022 marcou o retorno presencial das aulas no instituto após a pandemia e que havia receio quanto ao período on-line ter afetado o desenvolvimento de algumas habilidades.

As próprias alunas tiveram que tomar decisões importantes para que pudessem de fato participar da olimpíada. Esse é o caso de Alinne e Laís, que precisaram abdicar da segunda fase da Olimpíada de Matemática para se dedicar à Olimpíada de História, sem contar, claro, a conciliação com as atividades escolares de rotina que as três estudantes precisaram lidar.

A ONHB

Após dois anos de formato on-line, mais 1,2 mil alunos e professores marcaram presença na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para o grande encerramento da 14ª edição, dessa vez, presencial. 320 equipes formadas por alunos do Ensino Médio de todo o Brasil chegaram à final. O evento teve um saldo de: 15 medalhas de ouro, 25 de prata e 35 de bronze. Os estados mais premiados foram o Ceará (17 medalhas), Pernambuco (16) e São Paulo (10), sendo uma delas para o IFSP-BRA.

Antes da grande final, as estudantes precisaram passar por seis fases, todas on-line, realizadas entre os meses de maio e junho. As provas incluíram questões de múltipla escolha e realização de tarefas. Laís explica que a preparação foi bastante exaustiva, em especial por ter que conciliar as aulas com a resolução das questões de cada fase.

“Toda fase tinha a duração de uma semana, na qual cada equipe discutia as questões ao longo da semana e na sexta-feira nós realizávamos uma reunião com todos os grupos [...]. Quando chegou o dia da final, me senti muito satisfeita com o texto que escrevemos, pensei que poderíamos realmente ganhar alguma medalha”, conta.

O Instituto Federal de Bragança Paulista, que já tem um histórico de participação na ONHB, inscreveu outras 13 equipes. Assim como em 2021, neste ano o time finalista e ganhador de uma medalha de prata é composto apenas por meninas, o que, para o professor, representa um avanço do protagonismo feminino em diversas áreas:

“O fato de mais um ano termos conquistado uma medalha com uma equipe exclusivamente feminina, mostra o claro avanço das mulheres nas diversas áreas do conhecimento e nos diversos espaços da sociedade. No entanto, o próprio tema da olimpíada deste ano, que foi a história das mulheres na sociedade brasileira, destaca como ainda há desafios e espaços que ainda precisam ser ocupados pelas mulheres”, comenta Adriano.

FIM DE UM CICLO

As ganhadoras, que cursam o 3º ano do Ensino Técnico Integrado em Informática, celebram esta conquista como uma bonita despedida do Ensino Médio e um excelente "pontapé" inicial para a vida adulta, como explica Alessandra:

“Fechar o ciclo do ensino médio com esse aprendizado foi incrível. A olimpíada vai muito além de uma medalha, ela nos dá a oportunidade de compreendermos o passado para mudarmos o futuro”. Alinne completa: “Além disso, por essa ter sido a última edição da qual poderíamos participar, a conquista da medalha veio como um ótimo fechamento de toda essa jornada que é a ONHB”.

Às equipes que virão em 2023 e nos anos seguintes, Alessandra, Alinne e Laís deixam como principais dicas o acreditar no próprio potencial, não desanimar, confiar e ouvir os professores e colegas, trabalhar em equipe e se dedicar e persistir desde a primeira fase. “Nós participamos da olimpíada por 3 anos, sendo que nos dois primeiros ficamos na 4ª fase. Porém, ao tentar mais uma vez, alcançamos a tão sonhada medalha. Então, não desistir é essencial”, conclui Alinne.

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image