Pela terceira vez, em menos de 20 dias, o programa “Custe o Que Custar”, o CQC, da TV Bandeirantes, esteve em Bragança Paulista realizando reportagem sobre a celeuma envolvendo o prédio histórico do antigo Teatro Carlos Gomes, Colégio São Luiz e Colégio Técnico João Carrozzo.
A gravação ocorreu nas dependências internas do prédio histórico, na tarde de terça-feira, 31.
De acordo com Guto Ninni La Sálvia, denunciante da situação, por sugestão da equipe do CQC, foi realizado um “funeral da cultura”, com a participação de dezenas de manifestantes do MOB (Movimento Outra Bragança). O manifesto simbolizou o fim do Centro Cultural, que ao que parece, não sairá do papel.
Na manifestação houve até um caixão de verdade, além das pessoas vestidas de preto e com velas nas mãos. Uma lápide, com a palavra Cultura, também foi utilizada.
Após a gravação, a reportagem do CQC ainda voltaria à Prefeitura, no intuito de ouvir, novamente, o prefeito João Afonso Sólis. Ainda não se sabe se a entrevista foi realizada e qual o seu conteúdo.
No dia 11 de julho, cerca de 300 manifestantes compareceram em frente ao prédio e acompanharam a gravação da primeira reportagem de Oscar Filho sobre o caso.
No mesmo dia, eles foram recebidos pelo prefeito Jango, o qual declarou que iria assinar, dois dias depois, a ordem de serviço para que a empresa vencedora da licitação iniciasse a obra no prédio.
Na data e horário combinados, ativistas do MOB e representantes da imprensa local se dirigiram à sede do Executivo, a fim de acompanhar o cumprimento da promessa, o que não aconteceu.
Oscar Filho também passou pelo Fórum local, onde sequer pôde colocar os pés. Na porta, seguranças do Judiciário, juntamente ao responsável pela administração do Fórum, informaram que o promotor Adonai Gabriel e o juiz que analisa o processo não atenderiam a equipe do programa e os manifestantes.
Agora, ao que tudo indica, foi produzido o último episódio, para o quadro “Proteste Já”. O desfecho deve ir ao ar na próxima segunda-feira, 6, a partir das 22h40.
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