Conheça as histórias do Clube dos Ferroviários e do advogado José Amicis Diniz Vasconcellos

Desde a edição de 1º de dezembro, o Jornal Em Dia vem publicando cordéis elaborados por escritores da Ases (Associação de Escritores de Bragança Paulista) e da UBT (União Brasileira de Trovadores) – seção de Bragança Paulista. Os poemas retratam um pouco sobre a história da cidade e foram feitos com o objetivo de comemorar os 252 anos do município, completados nesta terça-feira, 15.

Para encerrar a série de publicações, nesta edição, os leitores conhecerão as histórias do Clube dos Ferroviários e do advogado José Amicis Diniz Vasconcellos.

Além disso, se encerra nesta terça-feira a exposição “Histórias da Cidade Poesia – Gente – Fatos – Memórias”, que pode ser visitada das 14h às 17h30, na sede da Ases, na Rua Coronel Leme, 35, no Centro.

Confira:

 

CLUBE DOS FERROVIÁRIOS FUTEBOL E CARNAVAL

Joarez de Oliveira Preto

Bragança, bela cidade,

conhecida mundialmente,

por questões tradicionais,

no esporte, é realmente,

campeã entre as demais

e de uma ambição crescente.

 

Dentre as agremiações,

a que se sobressaiu

entre equipes amadoras,

está uma com perfil

da gente trabalhadora:

da ferrovia surgiu.

O Clube dos Ferroviários

há muitos anos existe,

colecionando troféus,

pois o fracasso inexiste,

dizem os seus corifeus,

pra quem na luta persiste.

 

Na alma dos integrantes

dessa grande associação

está a alegria também.

No carnaval tradição,

com garra que eles têm,

dançam num só coração.

 

Com o Rodrigo Morales,

o Panunzio e o Broccheta,

lutam com muito carinho

afim de atingir a meta,

sem desviar do caminho

para formar um atleta.

 

Não se pode falar de

futebol sem que lembremos

de alguns dos profissionais

de sucesso que nós vemos

e que constam dos anais

da linda história que temos.

 

Flávio Rodrigues será

sempre lembrado também

pela participação

entre os atletas de bem;

pôs nos pés o coração,

brilhando como ninguém.

 

Pintado, campeão do mundo,

Iniciou sua carreira

para ser futebolista,

quando pela vez primeira,

nesta Bragança Paulista,

foi dessa equipe altaneira.

 

Nosso clube, o Ferroviários,

instalou-se no Taboão

onde estava o escritório,

dentro da velha estação,

e naquele parlatório

resultou a agremiação.

Dentro da velha estação,

dessa antiga ferrovia,

decidiram pela cor

de uma camisa que havia

e que mostrasse o amor

trilhando na ferrovia.

 

O apelido de “avinhado”

foi por causa da camisa,

pois tinha essa mesma cor;

e assim se caracteriza

em virtude desse amor

que a nós todos valoriza.

 

Ainda hoje o futebol

dessa grande agremiação

enche a nós todos de orgulho:

foi várias vezes campeão

e o Bloco Nove de Julho

com Momo dá emoção.

 

Nós todos nos orgulhamos,

pois essa é a nossa paixão.

Nas tarde de futebol

quer seja só de um rachão

ou jogo oficial, ao sol,

eu vivo nova emoção.

 

Não há como não falar

dos antigos militantes

desse clube tão amado.

Pessoas muito importantes

caminharam ao seu lado,

velhos atletas brilhantes.

 

Senhor Olímpio Rodrigues

foi um grande presidente,

mais que isso, um visionário,

levou o clube pra frente

sem nunca querer salário.

Grande nome realmente!

 

Dizem os comentaristas

que nos domingos, os jogos

transcorrem tranquilamente

sempre com queima de fogos,

uma festa, realmente,

sem se ouvirem maus rogos.

 

Esta homenagem ao clube

é deveras meritória.

Estes versos que eu compus

conservarão a memória,

pois sempre fizeram jus

à honra de sua história.

 

PRAZER EM CONHECÊ-LO, DR. JOSÉ AMICIS VASCONCELLOS DINIZ!

Lóla Prata

Num feliz empreendimento,

propus-me a cordelizar

e assim, tornar popular

José Amicis Diniz.

O Vasconcellos sobrou

na métrica desse verso,

outro poeta me diz!

Entrei em seu universo

e peço me perdoar

se alguma coisa eu errar.

 

Pois caminhemos, então,

pelos atos do pupilo,

no melhor de meu estilo,

com permissão de Thereza.

É bacharel em Direito,

isso é flagrante e notório,

cultivador da justeza

no Fórum ou no escritório;

fiel cristão (rejubilo)

e seus méritos desfilo.

 

Experiências da infância:

no Jorge Tibiriçá

aprendeu o bê-a-bá

e prováveis peraltices

chamaram sua atenção.

Foi aumentando o saber,

repudiando a mesmice...

No São Luiz, pode crer,

aprenderá o rapaz

que existem “mas, mais e más”.

 

Em São Paulo fez o Clássico

e a concentração eclode

decorando o qui quæ quod.

No seu roteiro, o Direito

na Federal Fluminense

que lhe dá grau de advogado.

Pronto, o curso foi perfeito;

no grego saiu letrado,

francês e inglês, vê se pode...

A língua-mãe o sacode...

 

No começo de carreira

derivou pro magistério,

sendo mestre bom e sério:

redação pra lá pra cá,

e só mesóclise e ênclise,

textos de literatura

no São Luiz, sim, foi lá.

Não topou cabeça-dura,

ninguém era “ao deus-dará”.

(respeitavam-se por lá...)

 

USF, Direito Civil,

lecionou com galhardia.

Na OAB, a melodia

de uma Lei que justifica

termos e textos jurídicos.

Com edis calculou taxas

e impostos que planifica.

(o povo, graça não acha,

mas compreende a anemia).

Foi pra FESB... que energia!

 

Casa de Misericórdia

(se é Santa? Bem, sara a dor)

Amicis foi assessor

assim como dos Lojistas,

dos Condutores Autônomos,

Associação Comercial

e dos muitos Varejistas.

Dava ao Baiuca, jornal,

e ao Lírio, letras de amor

therezino, sim, senhor.

 

Futebol sem uma Liga?

Isso desgosta José,

e o cria, sabe como é,

com primeiro pontapé.

Dos Cronistas Esportivos,

presidente pioneiro,

na amizade sem banzé.

Fundou também neste outeiro,

Grêmio Estudantil, sem ré.

Tá bem! E agora, José?

 

Convocado à API,

membro efetivo da Imprensa

sentindo alegria intensa

nessa Associação Paulista.

A par da lida social,

a Marisa e o Marco Antônio,

Marcelo e Marta em nascença

provinham do matrimônio.

O amor faz a diferença

e a prole marca presença.

 

O amor nascido na praia

entre Amicis e Thereza

levou para os quatro filhos,

nome iniciado por Mar...

O marco do romantismo

grava na linda família

os mais respeitados trilhos

(logotipo de lirismo...).

A ninguém causa estranheza

o brasão desta realeza...

 

Das centenas de pegadas

que o Zé Amicis gravou,

o Regatas o ocupou,

o Lar de Idosos o amou.

Mais? E a Casa do Advogado?

A doação do terreno,

a papelada exigida,

trabalho nada pequeno!

A verba pra construção?

Conseguiu! Casa-embrião...

 

Esta cordelista o louva

e por seus dotes, é grata,

o que em versos retrata.

Na quarta-idade, aos oitenta,

Amicis encerra os livros

e se dedica à família.

Será que ele se aposenta?

Duvido... a luz inda brilha!

Desde Thereza aos bisnetos

que sempre o cerquem de afetos!

 

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