Chuva na tarde de sexta deixa Bragança novamente debaixo d’água

Os que esperam o início de 2013 para a volta dos alagamentos em Bragança Paulista foram surpreendidos, na tarde de sexta-feira, 14, por uma cheia do Ribeirão Lavapés, que corta o município, e a consequente enchente.

No início deste ano, bem como em 2010 e 2011, o fato já havia acontecido e as poucas providências tomadas, ao que se sente, não surgiram efeito novamente.

A reportagem do Jornal Em Dia obteve informações de que houve alagamentos em vários pontos da Avenida José Gomes da Rocha Leal, na região da Vila Malva, do Lavapés e também nas proximidades da Praça dos Trabalhadores, na Vila Bianchi.

Conforme relatório da Defesa Civil local, somente entre as 17h50 e as 19h10 de sexta, caiu um volume de 84 milímetros de chuva em Bragança. O acumulado das 24 horas desse dia foi de 92 milímetros.

Por meio de contato telefônico com a redação, o coordenador da Defesa Civil, Alexsandro Olegário, afirmou que ocorreu na cidade uma forte precipitação e, com isso, o Ribeirão Lavapés apresentou pontos de transbordo. Os trechos mais críticos foram: a Avenida José Gomes da Rocha Leal, na região do Cartório, da antiga Panificadora Estância e nas proximidades da Loja do Chicão; o Lavapés, nas imediações da rotatória existente entre a Avenida dos Imigrantes, a Rua João Franco e a Avenida Eusébio Savaio; e a Praça dos Trabalhadores, na Vila Bianchi.

A forte chuva causou ainda um deslizamento grande de terra no Tanque do Moinho, o que ocasionou a interdição da Avenida Humberto Alencar de Castelo Branco, até por volta da 1h da madrugada de sábado. Funcionários da Secretaria Municipal de Serviços compareceram ao local e realizaram a remoção da terra e depois realizaram a limpeza das vias públicas.

Ainda segundo Olegário, após o término da forte precipitação, as águas do ribeirão baixaram, escoaram e as vias públicas foram totalmente liberadas, o que ocorreu por volta das 23h.

No momento da enchente na José Gomes da Rocha Leal, comerciantes postaram fotos e vídeos na rede social Facebook e reclamaram que ligaram para a Guarda Municipal, solicitando viaturas para fechar a avenida, já que veículos maiores, como ônibus e caminhões, conseguiam passar e, dessa forma, ocasionavam ondas, as quais acabavam causando mais transtornos para as casas e comércios inundados. Conforme a reclamação, nenhuma viatura foi enviada com essa finalidade. Um boletim de ocorrência sobre esse fato chegou a ser registrado por um comerciante, no Plantão Central da Polícia Civil. O coordenador da Defesa Civil informou que a responsabilidade sobre isso é da Guarda Municipal, que não foi encontrada pela reportagem para comentar o assunto.

O trabalho contou ainda com a participação da Secretaria Municipal de Ação e Desenvolvimento Social (Semads), que prestou auxilio às famílias vítimas da enchente. Foram entregues 10 kits de material de limpeza, quatro cestas básicas e cinco kits de cobertor e colchonetes. Entretanto, nenhuma família chegou a ficar desabrigada ou desalojada.

As famílias atingidas se concentram nas Ruas Jerônimo Martin Carreteiro, Antônio da Cruz e 19 de Abril.

De acordo com o site Clima Tempo, a previsão é de mais chuva na cidade até terça-feira, 18.

Na tarde de ontem, moradores do Jardim Fraternidade entraram em contato com a redação do Jornal Em Dia, reclamando sobre a situação da Rua Benedito Pinheiro de Souza, durante as fortes chuvas. Conforme relatado, uma forte enxurrada, vinda da região da Hípica Jaguary, se acumulou nessa via, o que deixou os moradores ilhados em suas casas, sem conseguir entrar ou sair.

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