Casos de dengue somam 586 de julho de 2014 para cá
O número de bebês diagnosticados com microcefalia aumentou significativamente no Brasil nos últimos meses, levando o Ministério da Saúde a declarar Situação de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional. Para se ter uma ideia, no ano de 2014, foram notificados 147 casos. Já em 2015, até o dia 5 de dezembro, haviam sido notificados 1.761 casos suspeitos de microcefalia, em 422 municípios de 14 unidades da federação.
O Jornal Em Dia entrou em contato com a Prefeitura para obter os dados locais. A Divisão de Imprensa informou que neste mês houve o registro de um recém-nascido com microcefalia na cidade, mas esclareceu que a mãe do bebê veio de Pernambuco, há cerca de 30 dias. “A notificação de microcefalia está sob investigação e não se pode afirmar, até o momento, que haja qualquer associação com o Zika vírus”, informou a Prefeitura.
Do total de casos contabilizados no país, foram registrados 19 óbitos e, conforme aponta o Ministério Público, está sendo investigada a suspeita de infecção desses bebês pelo vírus Zika.
Com o objetivo de eliminar as larvas do mosquito Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, Zika e chickungunya, o Ministério da Saúde enviou, nessa semana, larvicida aos estados do Nordeste e Sudeste. Os dados dão conta de que o volume enviado é suficiente para proteger 8,9 bilhões de litros de água, pois cada quilograma do produto é capaz de tratar 500 mil litros de água. De acordo com o ministério, o larvicida é utilizado quando não é possível eliminar o foco de água parada, local de reprodução do mosquito, e a quantidade enviada corresponde à demanda apresentada pelas próprias Secretarias Estaduais de Saúde, levando em consideração a situação epidemiológica local e o histórico de consumo.
A mobilização com agentes comunitários de saúde, agentes de combate a endemias, e a compra de insumos e a disponibilidade de equipamentos para aplicação de inseticidas e larvicidas integram uma das três frentes (Mobilização e Combate ao Mosquito) do Plano Nacional de Enfrentamento à Microcefalia, lançado este mês pela presidente Dilma Rousseff e pelo ministro da Saúde, Marcelo Castro.
A orientação é que as secretarias estaduais e municipais de saúde verifiquem se a utilização do insumo está de acordo com as normas do Programa Nacional de Controle da Dengue. Além disso, as secretarias devem realizar uma avaliação de risco, utilizando as informações do Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa). O levantamento permite direcionar as ações de forma mais apropriada, de acordo com o tipo de depósito predominante em cada área.
O Ministério da Saúde ainda enfatizou a importância de promover ações de prevenção, com ações de rotina que favoreçam o controle larvário por parte da população, adotando medidas físicas e ou mecânicas de remoção e/ou eliminação de criadouros quando possível. “É importante que as visitas domiciliares realizadas pelos agentes sejam planejadas, de modo que tenham cobertura, regularidade e qualidade. Além disso, é preciso desenvolver ações específicas em terrenos baldios, praças públicas e os estabelecimentos com alta vulnerabilidade à infestação do vetor, como cemitérios, borracharias, ferros velhos e postos de reciclagem de materiais. A população também tem papel fundamental no processo de prevenção e controle da dengue, com a adoção de medidas simples, como a eliminação de recipientes que podem acumular água e servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti”, orienta o órgão.
CASOS DE DENGUE
O Jornal Em Dia também questionou a Prefeitura sobre os casos de dengue. A resposta foi que de julho de 2014 a junho de 2015 (Ano Dengue 2014/2015) foram registrados 578 casos, sendo 503 autóctones e 75 importados.
Já no Ano Dengue 2015/2016, que vai de julho de 2015 a junho de 2016, foram diagnosticados oito casos de dengue, sendo sete autóctones e um importado.
De julho deste ano para cá, não foram registrados casos de febre chikungunya e infecção pelo vírus Zika.
A principal forma de combate à dengue, chikungunya e Zika é a eliminação dos criadouros do mosquito transmissor. Por isso, a Prefeitura pede que a população receba os agentes de saúde, a fim de que eles possam verificar a existência de possíveis criadouros nas residências e fazer as orientações necessárias. Essas visitas não têm objetivo de aplicar qualquer tipo de multa aos munícipes, apenas de fazer a verificação e orientação com a finalidade de prevenir novos casos dessas doenças.
A Prefeitura também informou que denúncias sobre a área da Saúde, incluindo a indicação de possíveis criadouros, devem ser feitas pessoalmente na Visa (Divisão de Vigilância Sanitária), na Rua João Siriani, 313, no Jardim América, ou pelo e-mail: denunciasvisa@braganca.sp.gov.br.
VACINA
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o Instituto Butantan, unidade estadual vinculada à Secretaria de Estado da Saúde e um dos maiores centros de pesquisas biomédicas do mundo, a dar início à terceira fase de testes clínicos em humanos, última etapa para obter o registro da vacina e, assim, disponibilizá-la na rede pública para campanhas de imunização em massa
Os estudos clínicos envolverão 17 mil voluntários em 13 cidades nas cinco regiões brasileiras. A perspectiva é vacinar o número total de participantes em até um ano. Os resultados da pesquisa dependem de como será a circulação do vírus, mas o governo do estado e o Butantan avaliam ser possível ter a vacina disponível até 2017.
Poderão participar do estudo pessoas que estejam saudáveis, que já tiveram ou não dengue em algum momento da vida e que se enquadrem em três faixas-etárias: 2 a 6 anos, 7 a 17 anos e 18 a 59 anos. Os voluntários serão acompanhados pela equipe médica responsável pelo estudo durante o período de cinco anos e é importante que residam na região do serviço de saúde da pesquisa para facilitar o acompanhamento. Durante o período no qual o voluntário participará do estudo estão programadas, ao menos, 10 visitas aos centros de saúde do estudo para avaliações médicas e coleta de exames e 28 contatos telefônicos da equipe de pesquisa.
A vacina do Butantan tem potencial para proteger contra os quatro vírus da dengue com uma única dose e é produzida com os vírus vivos, mas geneticamente atenuados, isto é, enfraquecidos. O objetivo é que a vacina gere forte resposta imunológica, mas que não tenha capacidade de provocar dengue.
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