O bispo diocesano Dom Sérgio Aparecido Colombo se reuniu com a imprensa local, na manhã da última quarta-feira, 19, na Cúria Diocesana, para apresentar oficialmente o tema da Campanha da Fraternidade de 2020: “Fraternidade e vida, dom e compromisso”, tendo como lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”, reportando ao evangelho de Lucas (10, 33-34), conclamando a superação de toda indiferença diante do sofrimento de irmãos e irmãs, concretizando práticas quaresmais com a misericórdia nas relações.
A campanha é realizada todos os anos pela Igreja Católica, durante o período da Quaresma, neste ano, de 26 de fevereiro a 9 de abril. O objetivo do movimento é despertar a solidariedade de todos os fiéis e também da sociedade brasileira sobre um problema que envolve a todos.
Segundo o bispo diocesano, o tema deste ano trata de uma questão que envolve a igreja e a sociedade. “Jesus viu, não com o olhar físico, Jesus viu com o coração – de ver com o coração, com o sentimento, com a interioridade-,. Viu e sentiu, quer dizer que Jesus deu importância, se deteve e procurou compreender o que estava acontecendo e ele cuidou. Cuidar hoje é uma questão que diz respeito a igreja e a sociedade, hoje se fala dos cuidadores, que são os que estão para melhorar a qualidade da vida, melhorar o sofrimento, não deixar no descarte, mas incluir como alguém importante, seja qual for a idade e religião”, destacou.
O cartaz da campanha apresenta a Irmã Dulce, canonizada em outubro do ano passado, rodeada de pessoas e disposta a ajudar. “Olhando para Irmã Dulce podemos dizer que o que essa mulher fez durante toda sua vida foi perceber com o olhar de Jesus, ter compaixão num mundo que já não tem mais compaixão, o sentido da solidariedade e o sentido de sofrer, e ela cuidou. Qual é o grande apelo para sermos simples? É tornar a Igreja na sua grande extensão capaz de ver como Jesus, sentir como Ele e cuidar como Ele cuidou, não só no interno como no externo”.
Para Dom Sérgio, a Igreja precisa parar de olhar só para dentro e olhar para fora, para perceber que existe uma gama imensa de crianças, idosos e jovens que precisam ser respeitados como pessoas, precisam de uma palavra e de acolhimento. Para ele, é fazer a Igreja chegar onde as pessoas estão, “Jesus não ficou no templo esperando as pessoas, é no encontro que se sensibiliza e oferece oportunidade para que possam se reencontrar e serem valorizadas”, salientou.
Segundo Dom Sérgio, a sociedade hoje está muito aquém das políticas públicas que leve em consideração o contexto no qual as pessoas estão vivendo. “Quer ver como nós vamos ver, sentir e cuidar? Olha o exemplo de Irmã Dulce, e ela seguiu o exemplo de Jesus, uma mulher que nunca se deixou intimidar, uma mulher franzina, mas que tinha toda força de Deus para fazer o bem”, finalizou o bispo diocesano.
0 Comentários