O movimento durou nove dias neste ano
No nono dia de greve nacional, a maioria das assembleias dos bancários aprovou, na quarta-feira, 26, a nova proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Também foi aceita a proposta para as reivindicações específicas dos funcionários do Banco do Brasil, mas a maioria das assembleias rejeitou a da Caixa Econômica Federal.
Em Bragança Paulista, Atibaia e região, os trabalhadores decidiram, no fim da tarde do dia 26, encerrar a paralisação em todos os bancos.
Os empregados da Caixa decidiram permanecer em greve em São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Porto Alegre, Pará, Ceará, Bahia e Sergipe, dentre outros locais. “Vamos fortalecer a greve na Caixa, buscando cobrar mais avanços para os trabalhadores”, afirmou Carlos Cordeiro, presidente da Contraf-CUT e coordenador do Comando Nacional dos Bancários.
A nova proposta da Fenaban, de acordo com o Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região, foi apresentada ao Comando Nacional no oitavo dia de greve e eleva o reajuste nos salários de 6% para 7,5%, o que equivale a 2% de aumento real. Além disso, a proposta contém um acréscimo de 8,5% no piso salarial e nos auxílios-refeição e alimentação (ganho real de 2,95%) e aumenta 10% no valor fixo da regra básica e no limite da parcela adicional da Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
“Com mobilização e greves, os bancários conquistaram, nos últimos nove anos consecutivos aumentos reais de salário, acumulando 13,22% nos salários e 35,57% no piso, de acordo com o INPC”, destacou Cordeiro.
A Fenaban aceitou a reivindicação de que os salários dos bancários afastados que aguardam perícia médica sejam mantidos pelos bancos até que seja regularizada a situação junto ao INSS. Há inúmeros casos em que o trabalhador recebe a alta programada do INSS, mas acaba sendo considerado inapto no exame de retorno ao trabalho realizado pelos bancos, ficando sem benefício do INSS e sem salário.
“Os bancos aceitaram ainda a proposta do Comando de realizar um novo censo na categoria para verificar questões como gênero e raça, na perspectiva da igualdade de oportunidades, nos moldes do Mapa da Diversidade, feito em 2008”, salientou o dirigente sindical.
Além disso, a Fenaban também assumiu o compromisso com a proposta do Comando de fazer um projeto-piloto para experimentar medidas defendidas pelos bancários e vigilantes para a melhoria da segurança nos bancos, como portas de segurança, biombos entre a fila e os caixas, e divisórias entre os caixas, inclusive os eletrônicos, dentre outras demandas. A Fenaban indicou as cidades do Recife, Olinda e Jaboatão para a realização do projeto-piloto, com participação e acompanhamento dos bancários nas etapas.
Ainda de acordo com o Sindicato dos Bancários de Bragança Paulista e Região, os dias de greve não serão descontados dos bancários. A reivindicação do Comando Nacional era anistia, mas a Fenaban não aceitou e apresentou a mesma regra do ano passado de compensação até 15 de dezembro. Assim, os dias parados serão compensados em, no máximo, duas horas por dia, de segunda a sexta-feira, exceto sábados, domingos e feriados. O que ultrapassar esse período não será considerado.
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