Aumento na tarifa de ônibus à vista

Novamente vem à tona o pedido de reajuste nas passagens de ônibus em Bragança Paulista. E, volta à discussão, assim, a qualidade dos serviços prestados pela empresa concessionária.

Sobre o reajuste, é previsível como a história vai se desenrolar. Atualmente, a população paga R$ 2,80 e provavelmente, com o aumento que a Prefeitura provavelmente dará, passará a pagar R$ 3,00. Isso porque é comum que a empresa peça uma quantia e a Prefeitura autorize um valor um pouco menor.

Em anos anteriores, algumas manifestações tomaram as ruas da cidade contra o reajuste da tarifa. Porém, tiveram baixa adesão da população e de nada influenciaram a decisão do Executivo.

A respeito dos serviços prestados pela empresa Nossa Senhora de Fátima, é necessário que o contrato seja analisado e que haja fiscalização, pois há muitas reclamações, como de atrasos nas linhas, veículos deteriorados e sujos e superlotação em horários de pico.

Com a tarifa alta e a qualidade dos serviços deixando a desejar, o número de passageiros diminui a cada dia e o transporte coletivo vai ficando inviável em Bragança Paulista.

O cidadão, quando tem uma oportunidade, não pensa duas vezes, adquire uma moto e deixa de depender do ônibus. A parcela do financiamento ou do consórcio é acessível e as motocicletas são muito econômicas. O dinheiro que se gastaria com o coletivo passa a se usar com a gasolina do veículo.

A maioria das pessoas que usa o transporte coletivo deseja comprar uma moto ou carro. E não é para menos. Além de adquirir um bem, o cidadão passa a ter toda a comodidade de não precisar ficar horas no ponto de ônibus à espera do coletivo.

Só que, com isso, o trânsito de Bragança Paulista está ficando cada vez mais caótico. O número da frota de veículos no município vem aumentando tanto que as ruas, especialmente as centrais e de alguns bairros populosos, já não comportam mais o tráfego.

O que antes era piada, aos poucos começa a se tornar realidade: os engarrafamentos. E como solucionar o problema?

A princípio, talvez uma medida paliativa que poderia surtir um resultado imediato seria a implantação de rodízio de veículos na cidade. É claro que boa parte da população pode não concordar com isso, mas é uma opção viável, que não implica em custos para a Prefeitura, como obras de alargamento de vias públicas.

Já num segundo momento, é imprescindível que o poder público fiscalize a atuação da empresa concessionária de transporte coletivo e cobre que a qualidade dos serviços melhore.

O subsídio à empresa pode ser analisado também, mas o essencial é que o serviço de transporte coletivo se torne atrativo e compensatório para o usuário, ou seja, que não custe muito e que seja de boa qualidade.

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