Morungaba paralisou aulas da rede municipal após jovem invadir escola com facas (Foto: divulgação)
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Ataques em escolas preocupam pais, alunos e professores de todo o país

Prefeitura de Bragança Paulista e governo do estado de São Paulo anunciam medidas para prevenção de atentados do gênero

Uma realidade que parecia distante do povo brasileiro começou a causar preocupação para pais, estudantes e professores de todo o país: os ataques em escolas, cada vez mais frequentes. Para além dos casos reais de ameaças, como o que aconteceu em Morungaba-SP no início da semana, os cidadãos ainda precisam lidar com trotes e fake news que aumentam ainda mais a sensação de insegurança e impunidade.

Uma verdadeira epidemia nos Estados Unidos, os ataques às escolas sempre foram uma grande preocupação para os norte-americanos que viram os casos crescerem cada vez mais à medida em que um novo atentado acontecia. O massacre de Columbine, em 20 de abril de 1999, por exemplo, causou um grande choque para a população geral, mas ao mesmo tempo se tornou a aspiração de jovens psicologicamente vulneráveis, muitas vezes vítimas de bullying.

Recentemente, a onda de ataques às escolas chegou ao Brasil com intensidade. Em 27 de março, o país tomou conhecimento do estudante de 13 anos que, munido de uma faca, assassinou a professora Elisabeth Tenreiro, 71, e feriu alunos e docentes na Escola Estadual Thomazia Montoro, em São Paulo. Em 5 de abril, pouco mais de uma semana depois, um homem de 25 anos matou quatro crianças em uma creche em Blumenau-SC, com uma machadinha.

Desde então, a notícia que mais estampa as capas dos jornais e os sites de notícia são os atentados, bem como as ameaças a vida de quem estuda ou trabalha em unidades escolares de todo o país. Na última quarta-feira, 12, a cidade de Morungaba, próxima à Bragança, suspendeu as aulas de toda a rede municipal de ensino após um jovem de 19 anos invadir a Escola Municipal Professor Irineu Tobias, armado com duas facas, e perseguir crianças.

Além dos casos reais, as fake news, geradas por tumultuadores, também têm assombrado a rotina de estudantes e professores: nesta semana, as ameaças chegaram até a Universidade São Francisco (USF), causando um boicote por parte dos alunos que temeram pela própria segurança.

Vale destacar que este aumento nos casos fez com que até mesmo a mídia mudasse a maneira de cobrir os fatos na TV e internet: as imagens dos ataques, bem como os nomes e as informações dos autores, deixaram de ser parte do noticiário a fim de não imortalizar os criminosos e não servir de exemplo para jovens inclinados a tais transgressões.

PROVIDÊNCIAS MUNICIPAIS E ESTADUAIS

A fim de prevenir furtos e demais ocorrências, a Secretaria Municipal de Educação de Bragança Paulista investiu em um sistema de monitoramento por câmeras de segurança nas 75 unidades municipais e nas quatro unidades da secretaria.

Segundo divulgado pela Administração, o sistema conta com 555 câmeras de monitoramento, 308 sensores, 75 leitores faciais, 74 centrais de alarme, 75 armazenamentos e 75 detectores de chamas. O equipamento opera 24h, nos sete dias da semana, e é acompanhado pela Central de Controle Operacional (CCO), na sede da Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Civil.


     Foto: Secom

Também estava prevista para essa sexta-feira, 14, uma reunião entre a Secretaria Municipal de Educação e o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) a fim de tratar das ações para aumento da segurança nas unidades. Mais informações sobre a reunião devem ser divulgadas em breve.

O botão do pânico também é um dos recursos implantados nas unidades escolares municipais que pode agilizar o atendimento em casos de atentado: trata-se de um pequeno controle remoto que alerta a Central de Monitoramento da Guarda Civil Municipal de Bragança Paulista.

Já na última quinta-feira, 13, o governador do estado, Tarcísio de Freitas, anunciou um pacote com políticas públicas que prometem ampliar a segurança escolar. A Secretaria de Educação do estado vai investir R$ 240 milhões para contratação de 550 psicólogos (previsão de conclusão em 180 dias) e 1.000 seguranças privados, que serão alocados nas regiões mais vulneráveis. Além disso, também está prevista a ampliação do número de professores com horas exclusivas para tratar de questões ligadas à convivência e atualização da Plataforma Conviva (Placon), que permite o registro de ocorrências.

Também será criado o botão Segurança Escolar para a rede estadual, dentro do aplicativo 190 da Polícia Militar, além do reforço das rondas policiais e a criação do programa Segurança Escolar, que pretende colocar um policial em cada escola, permanentemente. O projeto de lei vai ser apresentado para a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo pelo Executivo.

 

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