Nesse sábado, 15, foi celebrado o Dia Mundial de Conscientização da Violência contra a Pessoa Idosa. Em Bragança Paulista, apresentações na Praça Raul Leme marcaram a data.
O Jornal Em Dia esteve no local e conversou com o secretário de Ação e Desenvolvimento Social, Marcos Roberto dos Santos, e também com a presidente do Conselho Municipal do Idoso (CMI), Helena Barrese.
O secretário contou que, neste ano, as ações relacionadas à data foram focadas na conscientização, que foi feita por meio da distribuição de panfletos.
Helena explicou que em Bragança, atualmente, estão ativos os seguintes Grupos dos Idosos: Terceira Idade Dourada, Solar Amigo, Reviver, Raio de Sol, Girassol, Esperança, Anos Dourados, Unidos Venceremos, Sem Limites, além dos grupos dos CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) Santa Libânia, Planejada I, Águas Claras e Júlio de Mesquita.
Por meio desses grupos, os idosos se reúnem e participam de atividades diversas.
Helena contou que a violência contra o idoso mais difícil de ser combatida é aquela que existe dentro de sua própria casa, na família, e que, às vezes, os familiares nem se dão conta de que estão cometendo violência contra o idoso. “Essa é uma grande preocupação nossa”, disse a presidente do conselho.
A conscientização feita pela Semads e o Conselho Municipal do Idoso tem o objetivo de informar à população sobre o que é violência e quais seus tipos e também conclamar os munícipes a denunciar casos em que o idoso seja vítima.
As denúncias, de acordo com Helena, podem ser feitas por parentes ou vizinhos ao número (11) 4481-9099, que é o telefone da Semads. Há também o disque-denúncia, 100; o próprio CMI, 4032-4098; e o Ministério Público, 4033-9724.
O Conselho Municipal do Idoso se reúne às segundas e quintas-feiras de cada mês, das 15h30 às 17h, na Casa dos Conselhos. A população pode participar.
CONHEÇA AS FORMAS DE VIOLÊNCIA CONTRA O IDOSO
Há várias formas de violência contra o idoso.
A violência física acontece quando há uso da força física para obrigar os idosos a fazerem o que não desejam, para feri-los, provocar-lhes dor, incapacidade ou morte.
A violência psicológica ocorre quando há agressões verbais ou gestuais com o objetivo de aterrorizar os idosos, humilhá-los, restringir sua liberdade ou isolá-los do convívio social.
Também pode haver violência sexual, que é quando alguém obtém excitação, relação sexual ou práticas eróticas por meio de aliciamento, violência física ou ameaças ao idoso.
O abandono, ausência de socorro a uma pessoa idosa que necessite de proteção também é considerado violência.
A negligência é uma das formas de violência contra os idosos mais presentes no país. Ela se traduz em recusa ou omissão de cuidados aos idosos, por parte de responsáveis familiares ou institucionais.
Muito comum também é o abuso financeiro e econômico, geralmente cometidos por familiares, na tentativa de forçar procurações que lhes deem acesso a bens patrimoniais, na realização da venda de bens e imóveis sem o seu consentimento, por meio da expulsão deles do seu lar ou por confinamento em algum aposento mínimo em residência que por direito lhes pertence, dentre outras formas de coação.
Ainda existe a autonegligência, que ocorre quando a pessoa idosa ameaça sua própria saúde ou segurança, pela recusa de prover cuidados necessários a si mesma.
Agressão verbal, desrespeito à identidade, dignidade, autoestima, como usar apelidos pejorativos, não respeitar o atendimento preferencial ou negar acesso do idoso a algum serviço configura violência emocional e social.
Já a violência institucional acontece com a exposição do idoso a longas filas, à falta de comunicação ou à comunicação confusa e à ausência de visitação de longa permanência, em asilos, por exemplo, que maltratam os idosos, despersonalizando-os, negando qualquer poder e vontade, faltando-lhes alimentação, higiene e cuidados médicos adequados.
As agressões físicas e a recusa dos familiares em dar proteção ao idoso e a indiferença praticada pelos familiares configura violência familiar.
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