Novembro chegou e, com ele, todo aquele clima de fim de ano, festejos e confraternizações. Mas, na administração municipal, não há muito a se comemorar.
Nessa semana, o prefeito Jango anunciou que Bragança Paulista terá decoração natalina, o chamado Natal de Luz, porém, com restrições. Alegando falta de verba, o prefeito chegou a pedir colaboração de entidades do comércio para abastecer o estoque de lâmpadas da Prefeitura, para eventuais problemas com queima desses itens.
É chover no molhado dizer que faltou planejamento ao governo Jango/Gonza e que muito dinheiro público foi desperdiçado com projetos, fundações, obras, funcionários comissionados e outras ações. Já ouvimos e concordamos com essa afirmação inúmeras vezes por meio de editoriais que cobravam uma mudança de postura da atual administração. Não resolveu. Então, agora, só nos resta desejar que os erros desta gestão sirvam de exemplo para o próximo prefeito, para que não os cometa.
Contudo, o que nos chamou atenção na reunião em que foi feito o anúncio do Natal de Luz foi a frase do senhor Zezinho Leme, que advertiu o prefeito a não falar que iria ou não iria haver Natal. “O Natal sempre vai existir”, disse ele.
É verdade. O Natal sempre vai existir. O problema é que vivemos em um mundo capitalista, extremamente consumista, no qual o simples rumor de que não haverá decoração natalina na cidade causa rebuliço e o temor de que não haja o Natal.
Ora, Jesus Cristo, quando veio ao mundo, nasceu em uma manjedoura, sem qualquer decoração que pudesse fazer jus ao nascimento do Filho de Deus. E mesmo assim nasceu, viveu e cumpriu sua missão.
Precisamos parar de pensar que precisamos de certas coisas para ter, viver ou fazer outras. O que verdadeiramente precisamos é ser mais solidários, humanos e menos cruéis e frios. Precisamos nos importar com o bem-estar alheio, dos mais necessitados e fazer a nossa parte para tornar o mundo um lugar mais digno e justo.
A decoração natalina é importante, especialmente para os comerciantes, porque motiva o povo a ir às ruas e a gastar, movimentando o mercado financeiro local. Mas não se deve esquecer que o Natal, em sua essência, não tem nada a ver com todo esse consumismo desenfreado.
Uma boa semana a todos!
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