Depois de manter um treinador por cerca de cinco anos, o Clube Atlético Bragantino vivenciou a segunda mudança de comando técnico num período de apenas 18 dias.
Após a quarta derrota consecutiva e nenhum ponto conquistado, Roberto Cavalo pediu demissão do cargo de treinador do Massa Bruta e deixou a equipe na antepenúltima colocação do Brasileiro da Série B.
Além de Cavalo, também deixaram o clube os recém-chegados preparador físico, Toninho Oliveira, e o auxiliar técnico, Robélio Cavalinho, irmão de Cavalo. Esses profissionais foram apresentados no início da semana passada e ficaram pouco mais de sete dias no cargo.
Roberto Cavalo assumiu o Braga na partida contra o Joinville, fora de casa, quando o clube perdeu por 1 a 0. No confronto seguinte, que era para ser o início de uma reação, com o apoio da torcida, que compareceu em maior número ao Marcelão, o Massa Bruta chegou a sair à frente no marcador, mas acabou tomando a virada e foi mais uma vez derrotado.
Depois, contra o Boa Esporte, em Varginha, a equipe alvinegra voltou a apresentar um futebol de terceira divisão e tomou uma goleada: 3 a 0.
E a última partida da “Era Cavalo” foi contra o CRB, quando aconteceu a quarta derrota consecutiva, desta vez por 2 a 0, em casa.
Na breve campanha de Cavalo, o Bragantino não marcou nenhum ponto, sofreu nove gols e marcou apenas um, ficando com um saldo de menos oito.
Após o jogo contra o time alagoano, em reunião com o presidente Marquinho Chedid, ainda no vestiário do estádio, Cavalo pediu demissão.
Em entrevista ao globoesporte.com, o treinador disse: “Tentei de todas as formas levantar a equipe. Troquei jogadores, alguns sentem o peso da camisa. Esse foi o maior clube em que já trabalhei. Fico com pena do presidente, por tudo o que ele tem feito e não tem conseguido o resultado. Conversamos e achei melhor uma mudança. Não é medo de cair.”
No dia seguinte a saída de Roberto Cavalo, o Braga anunciou Vágner Benazzi como novo técnico, que terá a difícil missão de resgatar o Leão do rebaixamento.
Benazzi é natural de Osasco-SP, tem 58 anos e já trabalhou em cerca de 40 clubes, entre eles, o próprio Bragantino, em 96, na disputa da Série A2 do Campeonato Paulista. Seu último trabalho foi no Botafogo de Ribeirão Preto, no Paulistão, quando ficou em 16º lugar e escapou do rebaixamento.
Na tarde dessa quarta-feira, 29, o novo técnico assinou contrato com o clube e, em seguida, se dirigiu ao campo, onde conversou com os jogadores por um longo tempo.
Em seguida, Benazzi atendeu à imprensa. Em entrevista ao Jornal Em Dia disse que para tirar o time dessa situação, é preciso ter tranquilidade, tentar retirar do departamento médico os jogadores que lá estão, e mostrar-lhes que no ano que vem pode ser mais difícil para eles como profissionais, se as coisas não acontecerem como o esperado. “Meu trabalho é simples, vou trabalhar a cabeça do jogador, dar tranquilidade para ele poder falar”, disse.
“Tenho que achar dentro do grupo jogadores que possam comandar”, ressaltou o técnico, preocupado com os jogadores que não tem o hábito de conversar sobre os problemas que estão acontecendo.
Além disso, espera que novos jogadores cheguem e se entrosem rápido. “Não vou trazer jogadores que eu não conheça, vou trazer aqueles que já jogaram comigo”, contou.
“Prometo trabalhar com muita luta, muita determinação, muita conversa e muito trabalho dentro de campo, para as coisas melhorarem”, finalizou.
Juntamente a Benazzi, chegam o novo preparador físico, Roni Silva, o novo auxiliar técnico, Darci Marques e André Gaspar, que já era auxiliar de Marcelo Veiga e retornou ao clube, por determinação de Marquinho Chedid.
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