No próximo domingo, dia 15, escolheremos, através do voto, os nossos representantes políticos para o Poder Executivo (prefeito municipal) e para o Poder Legislativo (vereadores).
Trata-se de uma missão e uma grave responsabilidade: colocar na urna não somente nosso voto, mas também a consciência de que o nosso voto tem consequências para a vida do povo bragantino, no presente e no futuro de nossa cidade.
É um momento importante de formação para o exercício da cidadania. Um momento significativo para os cristãos explicarem seu compromisso de fé e seu empenho na construção de uma sociedade justa e fraterna. Lembremo-nos da palavra do Apóstolo Tiago: “Meus irmãos que adiante alguém dizer que em fé, quando não a põe em pratica? (2.14)
Com o olho na eleição, vemos a Bragança que temos com suas conquistas e desafios, com suas luzes e sombras. Seu voto tem consequências, que está em suas mãos: é o momento propício que as pessoas tem de manifestar sua exigência de obter melhores serviços de transporte, saúde, de educação, além de outras demandas por políticas públicas realmente comprometidas com os interesses populares.
A política se ocupa de leis e de medidas concretas que afetam diretamente os cidadãos, não um grupo, mas a totalidade dos membros de uma comunidade (seja esta do município, um estado, uma nação, a comunidade internacional). Assim, na medida em que a política pode propiciar o bem-estar e a garantia dos direitos de todos, é um exercício de amor e de justiça. “Felizes os que têm fome e sede de justiça”, nos diz Jesus nas Bem-aventuranças.
Esta é a razão pela qual a política implica numa enorme responsabilidade. Da ação de cada político vai depender a sorte de muitas pessoas para melhorar suas condições de vida ou não. Cabe a ele ou ela assumir as reivindicações dos cidadãos que lhe confiaram o mandato e lutar para que se efetivem. Se não o fizer, se dedicando aos seus interesses particulares em lugar do bem comum, é a comunidade que perde.
O período eleitoral constitui-se em momento propício à participação dos cristãos, de quem se espera consciente atuação no processo decisório sobre aqueles que conduzirão a causa pública.
Mas não basta o voto. Devemos ter a consciência de que – embora o voto constitua um momento privilegiado de participação cidadã numa democracia representativa – está longe de encerrar a responsabilidade cristã. Para além das urnas, deve—se proceder ao rigoroso acompanhamento com trabalho dos eleitos. O momento do voto não esgota a participação do cidadão. Seu voto tem consequências: uma nova cidade, uma nova sociedade.
Pastoral da Comunicação - Catedral
Jrv/
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