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JOVEM ADVOCACIA

A discriminação de gênero no mercado de trabalho

Há séculos, o mundo do trabalho é injusto com as mulheres que sofrem discriminação no acesso e em sua permanência. Tais discriminações geram grande preconceito, além de prejudicar as mulheres de exercerem seu papel como cidadãs na sociedade, impossibilitando, assim, sua evolução no mercado de trabalho.

No passado, o homem não aceitava que a mulher trabalhasse mais, que ganhasse mais do que ele. Assim, constituiu-se uma cultura de que os homens deveriam ter o salário maior, ocupar os maiores e melhores cargos. Esse pensamento acabou se tornando regra no mundo e na sociedade machista brasileira.

A OIT (Organização Internacional do Trabalho) apresenta regularmente um relatório, no qual detalha a desigualdade de emprego no mundo. Segundo o relatório da OIT, a remuneração das mulheres é sempre 20% inferior à dos homens, isso no mundo todo, ainda que desempenhem trabalho de igual valor e ocupem o mesmo cargo. Ao analisar os dados fornecidos pela OIT e IBGE 1,3 bilhões de mulheres estavam inseridas no mercado de trabalho. Em relação à população masculina, cerca de 2 bilhões estão empregados. Além disso, as mulheres ocupam apenas 30% dos altos cargos executivos brasileiros e somente 5% em toda a América Latina.

Essa diferença absurda está relacionada a uma penalidade salarial por maternidade. As mulheres têm filhos, gozam de licença maternidade e, consequentemente, de estabilidade, já os homens não. Para que esses direitos fossem alcançados, houve muita luta ao longo da história. Porém, tais garantias se tornaram justificativas para uma discriminação, ainda que oculta aos olhos da sociedade.

A imagem da mulher como esposa, mãe e dona de casa, criada pela sociedade machista do passado, não quer dar lugar à imagem da mulher trabalhadora, embora a população feminina demonstre interesse em participar e ganhar um salário igual, mesmo depois de ter sido mãe.

É certo que a situação da mulher no mercado de trabalho evoluiu ao longo dos últimos séculos, devido às incansáveis lutas por direitos iguais e espaço na sociedade, porém, as violações dos direitos das mulheres no trabalho ainda existem, e essa evolução não é o suficiente, é necessário que as mulheres persistam na luta iniciada por outras, até que seus salários se igualem ao dos homens e suas efetivações e cargos nas empresas atinjam à igualdade.

 

Pâmela C. Gomes Medeiros é advogada, atuante na Região Bragantina, formada pela Universidade São Francisco de Bragança Paulista e pós-graduanda em Direito Processual Civil pela Federal Concursos. Além disso, é membro da Comissão dos Jovens Advogados, Comissão da Mulher e Comissão de Direitos Humanos da 16ª Subseção da OAB de Bragança Paulista.

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