Vereadores encaminham ao MP pedido de providências para a falta de medicamentos nos postos de saúde

Na última terça-feira, 1º, durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Bragança Paulista, vários assuntos foram abordados pelos vereadores, dentre eles, a possibilidade de criação de uma taxa referente à iluminação pública e a falta de medicamentos nos postos de saúde.

O vereador Marcus Valle contou que a Comissão de Justiça, Redação, Defesa do Meio Ambiente e do Consumidor, composta por ele e pelos vereadores Rita Valle, Gislene Cristiane Bueno, Miguel Lopes e José Gabriel Cintra Gonçalves, encaminhará ao prefeito Fernão Dias da Silva Leme uma indicação pedindo que ele não encaminhe ao Legislativo projeto referente à criação de taxa de iluminação pública, conforme o chefe do Executivo sinalizou recentemente.

Marcus ressaltou que o momento não é propício para isso e que se há crise na Prefeitura, a crise da população é ainda pior. “É o momento mais inconveniente para criar tributos”, observou o vereador, acrescentando que se outros edis quisessem assinar o documento seria positivo.

Os vereadores Miguel e Gislene reforçaram o pedido para que projeto sobre o assunto não seja enviado à Câmara devido ao momento de crise que todos enfrentam.

A falta de medicamentos nos postos de saúde voltou a ser tema de críticas dos vereadores ao Executivo.

O vereador Jorge Luís Martin mencionou que foi feito um levantamento da falta de remédios em vários postos e que na unidade com menor número de medicamentos em falta, foi registrado 22 itens nessa condição. Há uma unidade, porém, que chegou a ter 52 itens em falta no final de agosto.

O vereador líder do prefeito, Noy Camilo, tentou explicar que também estava preocupado com a situação e, por isso, foi buscar informações da ABBC (Associação Brasileira de Beneficência Comunitária). De acordo com o que foi passado ao vereador, alguns postos de saúde foram abastecidos na última segunda, 31, e terça-feira, 1º.

A vereadora Gislene, então, perguntou a Noy se ele achava que os colegas eram mentirosos por estarem apontando que o problema persistia. “Quando o senhor defende tanto a ABBC e o prefeito, quer dizer que estamos mentindo?”, questionou.

Noy se exaltou e disse que ele não havia dito isso, mas que também não estava fazendo média em cima dos problemas da Saúde. Os dois bateram boca por alguns minutos.

Mário B. Silva afirmou que entendia a posição de Noy, mas ressaltou que desde o início da gestão da ABBC na cidade as desculpas são as mesmas e a falta de medicamentos continua.

Noy tentou justificar que a Prefeitura está atrasando os pagamentos para a organização social, o que pode estar comprometendo a compra dos remédios.

Mário, então, disse que com ou sem dinheiro, a ABBC sempre deixou a desejar e que o prefeito Fernão Dias deve estar atento porque a organização social pode trazer problemas a ele.

Noy encerrou afirmando que a preocupação com os problemas da Saúde era de todos, especialmente com a população mais carente.

José Gabriel Cintra Gonçalves retomou as palavras de Gislene, opinando que o líder do prefeito deveria viver em outro mundo. O vereador exibiu trecho de declaração de representante da ABBC que, em reunião na Câmara, afirmou que até o dia 28 de agosto a situação estaria regularizada. “Essa enrolação já vem desde o início”, contou, acrescentando que o abastecimento nos postos é feito com poucos medicamentos: “Entregam um ou dois frasquinhos para a semana toda”.

Gabriel ainda destacou que, após as críticas do vereador Leonel Pereira Arantes, na sessão do dia 25 de agosto, a ABBC fez um apanhado dos medicamentos em outros postos para abastecer a unidade do Toró, onde Leonel apontou que estavam em falta 38 itens.

Após os debates, foi aprovado, com dois votos contrários (dos vereadores Noy Camilo e Juzemildo Albino da Silva), um requerimento a ser enviado ao Ministério Público (MP) pedindo providências do órgão sobre a falta de medicamentos nos postos de saúde. Na justificativa do documento, os vereadores apontam que os munícipes estão em completo abandono e que tentaram instaurar CEI (Comissão Especial de Inquérito) para investigar o problema, mas não conseguiram o número mínimo de assinaturas.

Foram encaminhadas fotos de alguns postos de saúde com as prateleiras praticamente vazias e as listas com os nomes dos medicamentos em falta em vários postos.

Ainda durante a sessão, o vereador Rafael de Oliveira se manifestou contrário à suspensão do serviço de Leva e Traz da Saúde. Ele lembrou que havia feito indicação ao Executivo para a criação do serviço e lamentou a suspensão, mas fez nova indicação, em coautoria com o vereador Jorge Luís Martin, para que o Leva e Traz da Saúde seja reimplantado.

Já a vereadora Fabiana Alessandri contou que visitou duas unidades de saúde e solicitou à Prefeitura aquisição de novos equipamentos para que o serviço possa ser melhorado. Ainda na área da Saúde, Fabiana mencionou que a secretária municipal da área, Grazielle Bertolini, está empreendendo esforços para a implantação de um CAPSi (Centro de Atenção Psicossocial Infantil) em Bragança Paulista, com o objetivo de melhorar o atendimento à população, especialmente aos autistas.

A reunião terminou às 19h20.

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