news-details
Geral

Vereadores aprovam quatro projetos na 3ª Sessão Ordinária do ano

Os vereadores da Câmara Municipal de Bragança Paulista aprovaram quatro projetos de denominação de bens públicos na 3ª Sessão Ordinária de 2025, ocorrida na terça-feira, 18. As propostas tramitaram em regime único de votação e foram aprovadas por unanimidade.

O primeiro projeto de lei aprovado (3/2025) trata da denominação da via pública do loteamento Recanto do Jaguary, atualmente chamada de Rua C, como Reinaldo Gomes da Silva, enquanto o PL 4/2025 dispõe sobre denominação da área de lazer da Avenida Europa, no Jardim Europa, como Celson Roberto Manganelli.

Já o PL 5/2025 denomina a praça do Jardim Dr. Júlio de Mesquita como Célio Apparecido Delcor, e o PL 6/2025 denomina como Luís Carlos Aparecido de Oliveira a área de lazer da Rua Hédio Rondini Monqueiro, no Jardim Primavera.

TRIBUNA LIVRE

O plenário da Câmara Municipal recebeu na Tribuna Livre o advogado Benedito Macedo, para expor os impactos da judicialização no setor da saúde para o SUS (Sistema Único de Saúde).

“Em Bragança Paulista, os valores totais para a gestão pública para 2025 foram de R$ 1,04 bilhão. Porém, 15% deste valor deve ser destinado à saúde por força de lei. Isso quer dizer que Bragança Paulista deve destinar, obrigatoriamente, R$ 156 milhões em saúde, somente para a saúde. O gasto per capita por cidadão é de R$ 853,00. Então a gente vê que esses R$ 156 milhões não são tão vultuosos assim. Daí a questão da judicialização da saúde. Só em 2023, foram 500 mil ações na justiça contra o SUS (Sistema Único de Saúde). Isso sem contar a saúde suplementar, que é a judicialização contra os planos de saúde. Quando nós falamos em judicialização da saúde, isso gera um impacto enorme nos cofres públicos. O cobertor não só de Bragança, mas de qualquer municipalidade, é curto”, disse o advogado.

“Tem uma questão aí de que o município tem que cumprir as decisões judiciais e arcar com toda a medicação de alto custo, o que pode gerar a falta de cobertura de outras medicações, porque a prefeitura tem que descobrir um santo para cobrir outro. As demandas judiciais na saúde são infinitas, mas os recursos do setor são finitos. O STF (Supremo Tribunal Federal) se debruçou sobre o tema e reconheceu que a União tem mais responsabilidade sobre o percentual de gastos, pois é a União que detém mais recursos dos impostos. Então o município será ressarcido em até 70% dos gastos que tiver em saúde pública, e quem vai ressarcir é a União. Embora esse ressarcimento seja obrigatório, ele demora. Daí a importância de orientar os cidadãos de judicializar contra a União e não contra o município”, concluiu.

***

Siga o JORNAL EM DIA BRAGANÇA no Instagram e no Facebook:

Receba as notícias no seu WhatsApp pelo link: https://chat.whatsapp.com/Bo0bb5NSBxg5XOpC5ypb9D

Você pode compartilhar essa notícia!

0 Comentários

Deixe um comentário


CAPTCHA Image
Reload Image