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Saúde

Vacinação contra Covid-19: Mais de 50 mil pessoas estão com a imunização completa em Bragança

Bragança começou a vacinar, contra a Covid-19, adolescentes com comorbidades de 16 e 17 anos durante esta semana. De acordo com o calendário do PEI (Programa Estadual de Imunização), o próximo público a ser vacinado é o de adolescentes com comorbidades, de 12 a 15 anos. Esta fase da campanha está prevista para ter início na próxima quinta, 26. As duas etapas seguintes irão vacinar os adolescentes sem comodidades. A partir do dia 30, serão os de 15 a 17 anos e em setembro, no dia 6, começam a ser vacinados aqueles com idade entre 12 e 14 anos. O calendário é estabelecido pelo cronograma de entrega de vacinas do Ministério da Saúde e pode ser conferido pela página do Dia da Esperança: https://vacinaja.sp.gov.br/diadaesperanca/. Assim que novas doses chegam ao município, a Secretaria de Saúde divulga a abertura de agendamento, seja reabertura para 1ª ou 2ª doses, ou para um novo público. 

Desde janeiro, quando foi iniciada a vacinação em todo o estado de São Paulo, Bragança aplicou, até o fechamento desta edição, na tarde de sexta-feira, 20, 184.068 doses, sendo 125.824 referentes à primeira dose e 53.591 referentes à imunização completa. Dessas, 4.653 pessoas receberam o imunizante de dose única. Com isso, mais de 97% da população acima 18 anos já recebeu a 1ª dose da vacina, enquanto que quase 45% já recebeu a imunização completa, com a 2ª dose ou dose única da vacina. 

VACINA BOA É A QUE TEM NO POSTO 

Em Bragança, os imunizantes mais aplicados foram os do Instituto Butantan, a vacina Coronavac e da Fiocruz, a Astrazeneca. A cidade também recebeu vacinas da Pfizer e da Janssen. Os três primeiros são aplicados em duas doses, sendo que,  para a Coronavac, o tempo entre a aplicação da 1ª para a 2ª dose é de 14 a 28 dias. No caso das vacinas Astrazeca e da Pfizer, o intervalo é de quatro a 12 semanas. Já a Janssen é aplicada em dose única. Todas elas protegem contra casos graves da doença. 

A vacina do Butantan utiliza a tecnologia de vírus inativado (morto).  Ao ser injetado no organismo, esse vírus não é capaz de causar doença, mas induz uma resposta imunológica. Os ensaios clínicos da Coronavac no Brasil foram realizados exclusivamente com profissionais da saúde, ou seja, pessoas com alta exposição ao vírus. De acordo com a Agência Brasil, a Coronavac é o único imunizante, dos utilizados até o momento no país, que se baseia em uma tecnologia que já era usada no Programa Nacional de Imunizações (PNI)

Já a Astrazeneca foi desenvolvida em parceria com a universidade de Oxford. No Brasil, é produzida pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A tecnologia empregada é o uso do chamado vetor viral. O adenovírus, que infecta chimpanzés, é manipulado geneticamente para que seja inserido o gene da proteína “Spike” (proteína “S”) do Sars-CoV-2. 

A Astrazeneca também foi testada em voluntários brasileiros no ano passado e recebeu registro definitivo da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) neste ano. Entre janeiro e junho, a vacina foi administrada com 12 semanas de intervalo, mas, a partir de julho, alguns estados e municípios decidiram encurtar esse período para oito semanas, diante da chegada da variante Delta do SARS-CoV-2 ao Brasil. 

O imunizante da Pfizer, em parceria com o laboratório BioNTech, começou a ser usado no Brasil em maio, mas também foi testado em brasileiros no ano passado. A plataforma tecnológica por trás dessa vacina é considerada inovadora, já que as doses contêm apenas partículas de RNA mensageiro do coronavírus produzidas sinteticamente. Esse ácido nucleico sintético leva informações que permitem que as células humanas repliquem a proteína S e a reconheçam para preparar as defesas do organismo.

Segundo a Agência Brasil, o intervalo sugerido pelo fabricante para a aplicação da segunda dose é de 21 dias. Apesar disso, países como o Brasil, o Reino Unido e o Canadá decidiram estender esse prazo, com base em pesquisas que apontam que a vacina já produz imunidade na primeira dose. Mesmo assim, a segunda dose continua a ser necessária para que a vacina atinja a proteção ideal, e, no caso do Brasil, o prazo para recebê-la é 12 semanas depois da primeira.

Do grupo Johnson & Johnson, a vacina do laboratório Janssen também foi testada no Brasil e em outros países e apresenta a tecnologia de vetor viral, com base em um adenovírus de humanos, em vez do vírus de chimpanzés. A principal diferença dessa vacina em relação às demais é o seu esquema vacinal, que prevê uma dose única, em vez de duas. Além disso, a Janssen não é produzida no Brasil e chega ao país já pronta para aplicação. O imunizante começou a ser usado no PNI em junho, sob autorização de uso emergencial concedida pela Anvisa.

Para a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, recusar uma vacina específica ou atrasar a aplicação para esperar outra são decisões que não fazem sentido e ameaçam a saúde individual e coletiva. “Qualquer um de nós pode ter uma forma grave e pode ir a óbito. Não dá para negar uma vacina que vai te proteger principalmente desses desfechos. Todas as vacinas utilizadas no país estão mostrando efetividade para formas graves e para mortes, o que, nesse momento, é o que a gente mais se preocupa. Esse é o objetivo principal, e todas estão cumprindo o seu papel. A escolha de recusar e adoecer não é só sua. Você vai fazer outros adoecerem também”, disse, à Agência Brasil. 

BUSCA ATIVA

No final de julho, a Secretaria Municipal de Saúde de Bragança Paulista, por meio da Divisão de Vigilância Epidemiológica, começou a fazer busca ativa de pessoas que se vacinaram com a 1ª dose da Astrazeca, mas não agendaram para receber a 2ª. Isso significa que os agentes da Visa precisaram ligar ou se deslocar até a residência dessas pessoas, a fim de garantir a eficácia do imunizante e a proteção contra a forma grave da doença. 

Há também relatos, nas redes sociais, de pessoas que agendaram para receber a 1ª dose da vacina e, ao chegar ao posto de saúde, se recusaram a receber o imunizante porque não era da “marca” que esperavam. Com isso, o calendário de vacinação do município acaba sendo prejudicado. 

VIVA O SUS

Mesmo com os imprevistos pela falta de agendamento para a 2ª dose e recusa da 1ª por parte de alguns munícipes, Bragança tem seguido a rigor o calendário  do estado, inclusive com adiantamento de agen-damento, em alguns casos. 

Segundo o ranking estadual, disponível no site https://vacina-ja.sp.gov.br/vacinometro/, Bragança está na 181ª posição entre os 645 municípios paulistas, de acordo com o percentual de doses aplicadas em relação ao número de habitantes. Entre as cidades da região, está atrás apenas de Pedra Bela, que está na 69ª posição e bem à frente de outras, como Atibaia, na 510ª posição, Pinhalzinho, na 395ª e Vargem, na 579ª. Está à frente, também, de cidades maiores, como Campinas, na 515ª colocação, e Jundiaí, na 405ª. 

Se for comparado o percentual de vacinados no estado, em proporção ao número de habitantes, Bragança também está à frente: aqui, em relação à 1ª dose, foram por volta de 97% até o momento. Em todo o estado é de quase 95%. Já em relação à imunização completa, que se refere à 2ª dose ou à imunização em dose única, Bragança se aproxima de 45%, enquanto que o percentual estadual é de cerca de 32%. Já o percentual nacional é de quase 57% para a 1ª dose e de cerca de 25% para a imunização completa.

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