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Educação

Três equipes do IFSP-BRA participam da final da Olimpíada Nacional em História do Brasil

Sob orientação do professor Adriano Henriques Machado, nove alunos bragantinos vão disputar a última etapa da competição realizada pela Unicamp

Neste final de semana, dias 26 e 27 de agosto, três equipes do IFSP-BRA (Campus Bragança Paulista do Instituto Federal de São Paulo) irão participar da final da 15ª Olimpíada Nacional em História do Brasil (ONHB), na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

A primeira equipe que representará a escola é a “Basiliscos”, composta por Davi dos Santos Tenório, Matheus Barbosa de Oliveira e Sara Raquel Barbosa da Silva, alunos do 3º ano do Técnico Integrado em Eletroeletrônica. O segundo grupo, denominado “Heruditos de Pindora-ma”, é formado por Pedro Guedes de Azevedo, Pedro Henrique Godoi Rezende e Samuel Fellipe Souto Correia, do 3º ano do Técnico Integrado em Informática. Já a equipe nomeada “Úrsula” conta com as estudantes Giovana Viana Bezerril, Júlia Gonella de Oliveira e Karen Azevedo e Paiva Marques, do 2º ano do Técnico Integrado em Informática. Todos os nove alunos são orientados pelo professor Adriano Henriques Machado.

“Este ano tivemos uma grata surpresa, pois as equipes finalistas são de dois cursos diferentes, sendo que uma delas está no 2º ano do Ensino Médio; mas apesar de ser uma competição, o fato de termos mais de uma equipe na final, está sendo muito rico e proveitoso, no sentido de que os membros de cada equipe se auxiliam na preparação, mas também compartilhando os sentimentos e expectativas de estarem na final”, contou o professor, à reportagem do Jornal Em Dia Bragança.

Nesta edição, a Olimpíada conta com um recorde de participações, somando mais de 30 mil equipes inscritas. O campus de Bragança Paulista, que participa do evento há seis anos e já conquistou medalhas de ouro e de prata, marcou a sua maior participação, tendo quase 70 estudantes (que foram divididos em 23 equipes) representando todos os alunos do Ensino Médio e dos três cursos integrados.

As medalhas conquistadas anteriormente tiveram um papel muito importante para que os estudantes acreditassem que era possível chegar à final e é por isso que, neste ano, houve tantas equipes inscritas que se dedicaram muito em todas as fases da Olimpíada. Destas, 19 chegaram à semifinal. “O fato de representarmos uma escola pública engrandece ainda mais essa conquista, já que apesar dos desafios e dificuldades enfrentados, a escola vem conseguindo motivar e acompanhar os alunos que participam de Olimpíadas de diversas áreas do conhecimento”, disse o orientador.

Nesta edição, a ONHB entrou no assunto da questão indígena no Brasil, como as violências e ameaças sofridas, além dos desafios enfrentados pelos povos que originaram nosso país. Outro tema trazido pelo evento estudantil é a História do Brasil e questões interdisciplinares como arqueologia, artes, literatura, geografia, patrimônio cultural, filosofia e atualidades. Dessa forma, as 23 equipes do campus, assim como os times de outros locais, participaram de seis finais, incluindo resoluções de tarefas e respostas de questões de múltipla escolha, que foram realizadas on-line em maio e junho.

Desta vez, a final contará com 340 equipes, 20 a mais do que o ano passado, as quais representarão todos os estados da federação, sendo 28 apenas de São Paulo.

“As expectativas são enormes, já que a final presencial é um grande evento que reúne estudantes de todo o Brasil, numa proposta onde as equipes são desafiadas a refletir acerca da história do Brasil e, neste ano, da tão importante questão indígena. Agora, só o fato de estarmos na final de uma competição tão concorrida é para nós uma grande conquista, tanto que todas as equipes finalistas são premiadas ao menos com a medalha de cristal, o que consagra todo o trabalho realizado pela escola e pelas equipes ao longo desses últimos meses”, comentou Adriano.

A PREPARAÇÃO DOS ALUNOS

O professor explicou que a preparação dos alunos tem início um ano antes, quando boa parte deles participa da ONHB aberta, uma competição com os mesmos moldes da Olimpíada principal, mas em menores proporções, agindo assim como uma espécie de treino.

Antes de iniciar a Olimpíada, o IFSP-BRA realiza um mês de atividades de preparação para entender como funciona o evento e realizar questões e atividades das edições anteriores.

Para os alunos, conciliar os estudos regulares com a preparação para a ONHB é uma tarefa desafiadora. Sara Raquel Barbosa da Silva, do 3º ano do Técnico Integrado em Eletroeletrônica e integrante da equipe “Basiliscos”, diz que a experiência é ainda mais complexa pelo fato de estudarem em tempo integral. “Tivemos que administrar muito bem o que cada integrante tinha que fazer e a cada dia da semana fomos caminhando conforme havíamos combinado”, falou, ressaltando que participar da Olimpíada de História requer muita determinação e disciplina, mas que “valeu cada segundo pela experiência, pelo aprendizado e por desenvolver o nosso senso crítico”.

Pedro Guedes de Azevedo, da equipe “Heruditos de Pindorama”, aluno do 3º Ano do Técnico Integrado em Informática, concorda que é realmente necessário um planejamento mais adequado, pois o estudo cotidiano no IF se mantém intenso enquanto os alunos estão participando da Olimpíada, mas, como a atividade é em grupo, os participantes administram bem o tempo entre si para poder conciliar outras atividades extracurriculares e também os deveres escolares, além da vida particular.

“Mesmo que nós estudantes tenhamos determinadas metas atreladas aos horários destinados, compreendemos a Olimpíada não só como produtividade, mas também como transformação: desconstruções, novas perspectivas e muito mais clareza são trazidas à nossa vida, de forma que afeta não só nosso entendimento escolar, como também nossa visão do mundo. Portanto, esse conciliar pode ser visto como um duplo esforço que resulta num duplo resultado engrandecedor em amplos sentidos”, declarou Pedro.

Já Júlia Gonella de Oliveira, estudante do 2º Ano do Técnico Integrado em Informática, relata que sua equipe, a “Úrsula”, divide as tarefas da melhor maneira possível para que as cobranças e a pressão possam diminuir. “Vão ter falhas no processo, é uma carga muito grande e o tema deste ano, questão indígena, requer muito estudo. Acho que o segredo realmente é se manter unidas como equipe, se ajudar nos momentos de desânimo e assim conciliar tudo”, finalizou.

A OLIMPÍADA

A Olimpíada Nacional em História do Brasil é um projeto de extensão da Universidade Estadual de Campinas, desenvolvido pelo Departamento de História por meio da participação de docentes, alunos de pós-graduação e de graduação.

A Olimpíada de Conhecimento teve sua primeira edição em 2009, tendo sido criada com o objetivo de promover, no campo das ciências humanas, uma “atividade que estimula o conhecimento e o estudo, desperta talentos e aptidões e, fundamentalmente, envolve os participantes em atividades de desafio construtivo”.

Saiba mais em: https://www.olimpiadadehisto ria.com.br/.

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