Funcionários da empresa Barile ocuparam a fábrica na manhã dessa segunda-feira, 14, e pretendiam ficar acampados no local até que recebessem os valores aos quais têm direito.
O Jornal Em Dia esteve no local e conversou com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Bragança Paulista, Válter Jesus Brajão, que também estava dentro da empresa.
Ele contou que, há cerca de 15 dias, 18 funcionários foram demitidos, mas as verbas rescisórias e os saldos de salários não foram pagos. Na manhã dessa segunda-feira, a Barile propôs pagar os saldos de salários em quatro parcelas, mas os trabalhadores recusaram a proposta durante assembleia realizada na própria fábrica.
Diante da situação, ficou definida a ocupação do espaço por tempo indeterminado. “Nossa intenção é ficar aqui até que a empresa pague ao menos os saldos de salários dos funcionários. Esta é a principal reivindicação deles”, contou Brajão.
Além dos 18 funcionários demitidos, outros 32 que ainda estão trabalhando também aderiram à paralisação em solidariedade aos colegas. Dentre os que ainda estão empregados, não há queixas de atrasos de salários, apenas uma funcionária que está afastada por estar grávida reclamou que ainda não recebeu o pagamento.
O presidente sindical explicou que a Barile vem desrespeitando os trabalhadores há muito tempo. Desde maio de 2012, por exemplo, ela não deposita os valores correspondentes ao FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço) de cada funcionário. Além disso, trabalhadores demitidos em 2012 ainda esperam decisão judicial para receberem seus direitos, pois a empresa não os pagou.
Até o encerramento desta edição, os funcionários ainda estavam dentro da empresa.
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