
Ainda não foi dessa vez que subimos o Monte Fuji... mas chegamos bem perto do gigante.
Na semana passada, para celebrar as “Bodas de Ouro” de meus sogros, a família Yamada Loureiro fez uma viagem à cidade de Shizuoka, na qual fica localizado o vulcão adormecido que é o símbolo do Japão.
Aliás, do quarto do chalé no qual nos instalamos, podia-se ver claramente o senhor Fuji – como postei nas redes sociais na ocasião. É belíssimo realmente, principalmente com se encontra agora: coberto com a neve do inverno japonês.
Ficamos lá duas noites. Na primeira, permanecemos somente no interior do chalé para celebrarmos, nessa festa que reuniu toda a família (oriunda de Osaka, Quioto, Saitama... e Amazonas), tanto as bodas de ouro quanto o aniversário de minha sogra.
Um momento inesquecível para todos nós – que foi registrado também na manhã seguinte, numa foto histórica, que teve como pano de fundo ele, de novo, o Monte Fuji.
Isso porque, pela manhã, a família toda foi passear numa das mais famosas atrações nos arredores do monte. Trata-se do MISHIMA SKY WALK: uma ponte de quatrocentos metros de cumprimento em direção ao Fuji, ponte esta que nos dá realmente a maravilhosa impressão de estarmos “caminhando pelo céu” – rumo ao topo do monte... e do mundo.
No início, a criançada da família ficou meio temerosa de percorrer a ponte – que, apesar de segura, dá lá suas balançadas com um vento um pouco mais forte. Mas logo os pequeninos venceram o medo, motivados principalmente pelo que os esperava no fim da caminhada: um parque com as mais diversas atrações.
E foi, de fato, um paraíso para a turminha, com um pequeno zoológico, em que podiam até alimentar os bichinhos – Endi deu comida para um macaco duas vezes, mas, não se sabe o porquê, recusou-se a alimentar uma pobre tartaruga...
Bem, terminado o passeio pelo zoológico, veio a cereja do bolo para os pequenos: o parque dos dinossauros. Um espaço com jogos eletrônicos para a garotada mergulhar no passado e interagir com os gigantes extintos. Aventura virtual que os pequenos, claro, adoraram.
Mas o Mishima Sky Walk também tinha algumas atrações para os adultos, sendo a principal a “tirolesa”, em que os participantes se deslocavam por um cabo de um ponto ao outro, isso tudo a centenas de metros de altura.
Se arrisquei aventurar-me na tirolesa? Nem se eu quisesse fazê-lo, uma vez que o limite de peso aceito para participar da brincadeira era de... cem quilos.
E termino a crônica por aqui, antes que me façam alguma pergunta indiscreta.
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EDWEINE LOUREIRO nasceu em Manaus (Amazonas-Brasil) em 20 de setembro de 1975. É advogado e professor de idiomas, residente no Japão desde 2001. Premiado em mais de quinhentos concursos literários no Brasil, no Japão, na Espanha e em Portugal. Em 2022, teve dois livros premiados no Concurso Internacional da União Brasileira de Escritores-RJ, recebendo o Prêmio João do Rio (para “Livro de Crônicas”) e o Prêmio Luiz Otávio (para “Livro de Trovas”). Em 2024, foi o roteirista vencedor do “WriteMovies Script Pitch Contest”, nos Estados Unidos. É sócio correspondente no Japão da Associação de Escritores de Bragança Paulista (Ases).
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