Bragança tem número de leitos de internação abaixo do que preconiza a OMS (Organização Mundial da Saúde), o que pode comprometer a capacidade de atender os casos graves do novo coronavírus, que exigem internação dos pacientes.
De acordo com a Fundação Seade, dados relativos a 2019, a cidade conta com 1,27 leito SUS de internação para cada grupo de mil habitantes, índice considerado insuficiente. A taxa que é preconizada pela OMS é de 3 a 5 leitos por cada mil habitantes. A situação está longe de ser ideal, pois não chega nem à metade da taxa estipulada.
Os números da Fundação mostram que o município tem perdido leitos do SUS nos últimos dez anos, o que prejudica o atendimento da rede pública.
Estimativas apontam ainda que a perda de leitos do SUS teve uma retração entre 8% e 13% nos últimos dez anos. O crescimento observado para leitos só se vê na rede privada, que no mesmo período de dez anos aumentou 19%.
A secretária de Saúde Marina Oliveira disse que o prefeito Jesus Chedid tem empregado esforços para viabilizar junto ao Departamento Regional de Saúde VIII, em Campinas, a compra de 10 leitos hospitalares no Hospital Bragantino para atender também as cidades vizinhas.
Atualmente, a Prefeitura adquiriu, com recursos próprios, quatro leitos no Hospital Novo Bragantino, com custo diário de R$ 1.800,00.
Segundo Marina, a Santa Casa e o Hospital Universitário São Francisco (HUSF) tem 221 leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), sendo 29 de UTI.
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