Sequilhos são biscoitos secos e doces, originários de Portugal, conhecidos por derreterem na boca. Chegaram ao Brasil junto aos primeiros colonizadores, lá no século 17 (XVII), e foram ganhando os corações dos brasileiros. Ainda na mesma época, houve um momento de extrema escassez de mantimentos, então essas deliciosas bolachinhas foram reinventadas. São frequentemente feitas com amido de milho ou polvilho, manteiga ou gordura vegetal, açúcar e gemas de ovos.
Esta é a definição dessa bolachinha deliciosa que me remete às memórias de infância. Quando ia na casa de minha avó Nair, o café da tarde era providenciado na Padaria Brasília, que ficava pertinho da casa dela; e os sequilhos que eles vendiam (tinha o dia certo das fornadas) eram delicados, miudinhos e os meus preferidos; numa época em que essa era a guloseima mais “chique” da época, não existiam essas bolachas recheadas e cheias de gordura como atualmente.
Existem receitas simples, de antes da invenção do leite condensado, que usam açúcar, gemas e manteiga além do amido de milho. Mas a de hoje leva leite condensado e está registrada no meu livro há muito tempo, já copiada do livro de minha mãe e, por isso, é certeira.

- 600 g de amido de milho (maisena)
- 1 pitada de sal
- 2 colheres (sopa) de fermento em pó
- 2 ovos inteiros
- 1 lata (395ml) de leite condensado
- 2 colheres (sopa) de manteiga
Misture todos os ingredientes, amasse bem.
Pegue porções de massa e enrole como nhoque cortando depois com a faca em pedaços de não mais que um dedo de largura (eles crescem).
Unte as assadeiras com margarina, vá colocando os sequilhos deixando uma pequena distância para crescerem. Com um garfo, marque cada sequilho, pressionando-o sobre a massa na assadeira.
Leve assar até começar a dourar nas bordas em forno a 180ºC.
Retire das assadeiras ainda mornos e coloque os sequilhos em tigela cobrindo com um pano até esfriarem.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Pau- lista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.
Até nosso próximo encontro!
Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas, escreva para: miocz@yahoo.com.br.
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