Fotos: Roberto Del Corvo / Raffiz Camargo / Fernando Mucedola
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Evento

Sementeira: Projeto que prioriza as infâncias e a cultura popular conclui atividades

O projeto Sementeira, contemplado pela Lei Paulo Gustavo, concluiu suas atividades oferecendo, além de exposição interativa, vivências com griôs e rodas de leitura para crianças. As atividades tiveram início com a abertura da exposição, em 24 de agosto, e seguiram até 30 de novembro.

O projeto promoveu uma série de atividades artístico-culturais inspiradas pelo livro infantil “Tita e a Semente Griô”, escrito e ilustrado por Jussara Reis. Também idealizado e produzido pela autora do livro, Sementeira teve como objetivo estabelecer o diálogo entre literatura, cultura popular e o universo das infâncias para a difusão do gosto pela leitura.

O livro apresenta a história de uma pequena menina que, ao encontrar uma griô, guardiã dos saberes ancestrais, é convidada a conhecer as histórias de suas origens a partir da conexão com a terra.

As atividades do projeto foram oferecidas ao público de forma gratuita e voltadas, especialmente, para crianças e professores da Rede Municipal de Bragança Paulista. As ações foram diversificadas e contaram com a exposição interativa de artes visuais; vivências com griôs, que são mulheres herdeiras das tradições populares brasileiras; e rodas de leitura com a autora do projeto.

A exposição, que abriu o projeto e aconteceu junto com o lançamento do livro, ficou em cartaz até o dia 26 de setembro e foi considerada um marco importante na programação do Centro Cultural Teatro Carlos Gomes, por ser a primeira dedicada exclusivamente às infâncias e à cultura popular brasileira.

Contou com recursos de acessibilidade, visitas guiadas a grupos escolares e professores, além da participação da Congada Azul e Divino Espírito Santo, manifestações de Bragança Paulista, e da mestra Jociara e do Jongo Filhos da Semente, de Indaiatuba.

Já as vivências foram conduzidas pelas griôs, herdeiras de diferentes tradições populares brasileiras afro-ameríndias e da região bragantina: Congada, Divino, Jongo e culturas do Candomblé e do povo Kumaruara da Amazônia/Pará, as quais compartilharam, pela oralidade, as histórias, os saberes e os brinquedos de suas comunidades para professores da rede municipal de ensino como forma de ampliar as possibilidades da temática no currículo escolar, na perspectiva da legislação e da educação decolonial e antirracista.

As rodas de leitura foram mediadas pela autora do livro em espaços como o Bosque das Histórias, criado dentro da exposição; em ambientes escolares e organizações sócio-educativas de Bragança Paulista. A proposta foi proporcionar o intercâmbio de saberes entre a escritora, crianças e educadores, além de contribuir para a formação dos pequenos leitores, que compartilharam suas experiências no âmbito da leitura e conheceram o processo de criação de um livro e, assim, identificaram novas possibilidades de expressão e comunicação.

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