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Redescobrindo

Sanduíche colorido

Neste sábado, 19 de março, esta coluna está completando um ano de publicação. São 51 edições, 51 assuntos diferentes tratados semana a semana com o objetivo de levar aos leitores deste jornal receitas práticas, testadas e saborosas e colocar o papo em dia com uma pequena crônica para iniciar a conversa.

Agradeço ao proprietário José Carlos Rodrigues Castilho pelo convite para assinar esta coluna de culinária. Agradeço também à jornalista Yasmin Godoy pela atenção, cuidado e zelo com minha pessoa e com o trabalho que realiza na redação do Jornal Em Dia. Meu agradecimento se estende a todos os funcionários da redação, que são essenciais para que o leitor possa ler, todo sábado, um jornal de qualidade e variedades. 

Para comemorar em grande estilo, relembro a receita de um sanduíche que era presença certa nas festas da família, servido tanto em pedaços já cortados, sem cobertura, só umedecido com panos úmidos que evitavam o ressecamento, quanto no prato, com a cobertura que variava de acordo com o paladar da família. Trata-se do Sanduíche colorido!

Diferentemente do bolo salgado, em que o recheio é geralmente frango desfiado misturado com maionese, o Sanduíche colorido é formado por quatro camadas de pão com recheios feitos a partir de creme de maionese misturado com legumes como o pimentão verde e tomates, que dão os contrastes das camadas verde e vermelha, e as outras duas, que, em geral, são de cenoura, beterraba ou atum.

Trago, no lugar da cenoura, um recheio de ovos cozidos e presunto, e no lugar da beterraba, faço um creme de azeitonas pretas. E mais uma surpresa é a cobertura deste Sanduíche colorido, um creme de queijo que faz toda a diferença.

Antigamente, a tradição bragantina era comprar os pães de forma cortados na horizontal na padaria defronte ao Mercado Municipal. Com o aumento da oferta dos pães de forma nos supermercados, muitos optaram por usá-los no Sanduíche colorido, mas não resulta na mesma textura do outro. Os tradicionais, meu filho Rafael encomendou numa padaria na Vila Aparecida e foram aprovados, tanto pela textura quanto pelo rendimento. A medida ideal para 3 pães é usar maionese caseira com 3 ovos grandes ou 4 pequenos, mas pode usar a de vidro, calculando para cada mistura uma média de 3 a 4 colheres de maionese.

3 pães de forma cortados na horizontal (em geral, vêm com 8 fatias cada um)

Maionese caseira batida a gosto com 3 a 4 ovos ou a de pote

Recheios: 

1 – Prepare a maionese e, antes de lavar o copo, deixe cerca de 2 colheres (sopa) dela e junte ali 1 pimentão verde picadinho. Bata bem até formar um creme e reserve.

2 – 3 ovos cozidos duros (cerca de 7 minutos) amassados com garfo. Tempere com sal, azeite e pimenta. Junte 150 gramas de presunto picadinho. Junte a maionese até formar uma pasta (cerca de 3 colheres cheias) e reserve.

3 – Coloque na panela 1/2 embalagem de molho de tomate pronto (tipo pomarola) e deixe ferver. Junte depois 50 gramas de queijo parmesão ralado (um pacotinho pequeno). Misture bem, ferva um pouco, desligue e reserve.

4 – No copo do liquidificador, coloque 4 colheres (sopa) de maionese e junte 150 gramas de azeitonas pretas sem caroço picadas. Bata até formar um creme e reserve.

Montagem:

Pão de forma para a montagem

1ª camada – maionese de pimentão

2ª camada – patê de ovos

3ª camada – creme de tomate

4ª camada – maionese de azeitonas

Cobertura: creme de queijo

2 copos (200 ml cada) de leite

1 colher (sopa) bem cheia de margarina

2 colheres (sopa) de amido de milho (maisena) 

1 colher (chá) de sal

150 gramas de queijo parmesão ralado

Coloque tudo numa panela e leve ao fogo até engrossar.

Tirando do fogo, junte 2 colheres (sopa) de maionese e misture bem.

Cobrir todo o Sanduíche com o creme ainda morno. Leve gelar.

Até nosso próximo encontro

Para sugestões, críticas e temas para as próximas colunas,escreva para: miocz@yahoo.com.br.

Maria Inês de Oliveira Chiarion Zecchini é professora de Educação Infantil nesta cidade e autora do livro “Redescobrindo – receitas da cozinha bragantina”. Faz parte da Associação dos Escritores de Bragança Paulista (Ases), foi membro fundadora da Academia Bragantina de Letras (ABL) de 2005 a 2008, e colunista do jornal Cidade de Bragança de 2005 até 2011.

 

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