Você já ouviu falar da Leishmaniose Visceral, doença que traz riscos à saúde do homem e do cão? Trata-se de uma doença infecciosa zoonótica grave que encontra-se em franca expansão para grandes centros urbanos em todo o Brasil. É transmitida pela fêmea do mosquito Luztzomyia longipalpis, denominado mosquito-palha (foto), que afeta o fígado, o baço e a medula óssea.
No homem, os sintomas são: febre prolongada, emagrecimento, aumento do baço e fraqueza. Já nos cães, os sinais mais comuns são emagrecimento, aumento do baço, vômitos, fraqueza, queda de pelos, crescimento das unhas, feridas no focinho, orelhas e patas. Se a doença não for diagnosticada e tratada a tempo pode tornar-se grave e levar a morte.
A prevenção da Leishmaniose ocorre por meio do combate ao inseto transmissor. É possível mantê-lo longe, especialmente com o apoio da população, no que diz respeito à higiene ambiental, por meio de limpeza periódica de quintais, retirada da matéria orgânica em decomposição (folhas, frutos, fezes de animais, etc), destino adequado do lixo orgânico e limpeza dos abrigos dos animais domésticos.
Segundo a Secretaria de Saúde, em Bragança Paulista, não há registro de casos. De acordo com o Ministério da Saúde, a doença é endêmica (quando atinge uma população de uma determinada região) em 76 países. Dos casos registrados na América Latina, 90% ocorrem no Brasil. Em média, cerca de 3.500 casos são registrados anualmente e o coeficiente de incidência é de 2,0 casos a cada 100.000 habitantes. Nos últimos anos, a letalidade vem aumentando gradativamente, passando de 3,1% no ano de 2000 para 7,1% em 2012.
0 Comentários