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Saúde

Representantes de 16 cidades debatem urgência da implantação do Hospital Regional em Bragança Paulista

Na última terça-feira, 28, ocorreu, no gabinete do Executivo, em Bragança Paulista, uma importante reunião de prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais das 16 cidades que compõem a Região Bragantina e o Circuito das Águas para debater a vinda do Hospital Regional.

No dia 17 de janeiro, o governador Tarcísio de Freitas declarou, em Campinas, que a prioridade de sua gestão era implantar o Hospital Regional em Bragança Paulista. Desde então, as tratativas avançam para que um dos principais pleitos dos municípios se torne realidade. No dia 24, a Dra. Priscilla Perdicaris, secretária executiva da Secretaria de Saúde do Estado, esteve em Bragança Paulista, a pedido do governador, para conhecer a estrutura do antigo Hospital Bragantino (Hospital da Unimed), que deve ser a sede do Hospital Regional. Ela esteve acompanhada do diretor da DRS 7 de Campinas, Dr. Jorge Carlos Machado Curi.

Em seguida, ocorreu o encontro entre os representantes dos 11 municípios da Região Bragantina e dos cinco municípios do Circuito das Águas que serão beneficiados pelo equipamento. “Durante 30 anos como deputado estadual, lutei por melhorias na região, entre elas, o Hospital Regional, que agora está próximo de se tornar realidade. Por isso, convidei todos os municípios para esta reunião, para que possamos unir forças em torno de nosso objetivo comum e levar ao governo do estado o formato que queremos para nosso Hospital Regional”, destacou Edmir Chedid.

Edmir lembrou ainda que se alguma cidade tiver uma proposta para a implantação do hospital, também pode apresentar o pleito, mas destacou que escolha de Bragança se deveu justamente por já existir uma estrutura praticamente pronta, faltando apenas alguns ajustes para funcionar. “A cidade que tiver área ou estrutura para apresentar, nós aceitamos a proposta. Mas é importante lembrar que se for construir um hospital do zero, levará anos para governo do estado fazer a licitação, levantar a construção, equipar e colocar para funcionar. E nossa necessidade é urgente”.

Prefeitos, vice-prefeitos e secretários municipais fizeram suas colocações e sugestões, mas todos concordaram sobre a necessidade de se unir para fortalecer a proposta e apresentar um projeto que mostre a realidade dos municípios e atenda às necessidades da região.

Ficou acertado na reunião que será apresentada a proposta de instalação do hospital no prédio já existente em Bragança Paulista. Nessa quarta-feira, 29, os secretários e diretores de saúde dos municípios da Região Bragantina se reuniram para iniciar as tratativas sobre o levantamento dos dados técnicos de atendimentos e posteriormente formatar um relatório. Na quinta, 30, os municípios do Circuito das Águas fizeram uma reunião técnica para tratar do documento da região. Em seguida, as duas regiões unirão os dados levantados para um relatório final dos 16 municípios. Esse documento será apresentado aos prefeitos e vice-prefeitos, que levarão a proposta primeiro ao secretário de Saúde do Estado de São Paulo, Dr. Eleuses Paiva, e em seguida ao governador Tarcísio de Freitas.

DADOS DA REGIÃO

Durante a reunião, a secretária municipal de Saúde de Bragança Paulista, Carmem Silvia Guariente, apresentou um relatório sobre a Rede de Urgência e Emergência atual da Região Bragantina e Circuito das Águas.

A população dos 16 municípios, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), para 2024, é de 409.834 habitantes na Região Bragantina (Atibaia, Bom Jesus dos Perdões, Bragança Paulista, Joanópolis, Nazaré Paulista, Pedra Bela, Pinhalzinho, Piracaia, Socorro, Tuiuti e Vargem) e 134.902 habitantes no Circuito das Águas (Águas de Lindóia, Amparo, Lindóia, Monte Alegre do Sul e Serra Negra), somando 544.736 habitantes ao todo.

Atualmente, a Região Bragantina conta com 16 equipamentos de saúde para urgência e emergência e o Circuito das Águas, com seis. Nenhum deles, no entanto, com exceção do Husf, tem uma estrutura próxima à de um Hospital Regional e há muitas dificuldades dos municípios para manutenção, já que a maioria funciona com verbas municipais.

O relatório apresentado pela secretária também mostra as dificuldades prioritárias das duas regiões, entre elas, leitos de UTI, cirurgias, especialidades, etc. Traz, ainda, a proposta de regionalização do estado, em plano construído em 2023, que já apontava as dificuldades de acesso a leitos e procedimentos de média e alta complexidade e a necessidade de implantação de um Hospital Regional.

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